Análise de ações

Quatro ações de pequenas empresas que você precisa ter na carteira neste ano

24 ABR, 2019 / JORNALISTA RESPONSÁVEL: GRAZIELI BINKOWSKI

As small caps – ações de pequenas e médias empresas listadas na bolsa – têm duas características essenciais: uma é que nem todo mundo as têm na carteira em razão de serem menos conhecidas do que gigantes como Petrobras, Ambev e Vale, por exemplo. A segunda é que podem explodir de valor de mercado conforme os investidores descubram seu potencial de crescimento e lucratividade. Isso acontecerá, é claro, se a economia ajudar e se a gestão for eficiente, e não faltam empresas com essas características na [B]³, asseguram analistas de mercado. Confira abaixo as sugestões de Glauco Legat, analista-chefe da Necton, e Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, sobre small caps que merecem sua atenção.


Grupo Júlio Simões Logística (JSLG3) - É uma companhia cíclica, que tende a se recuperar junto com a economia. Glauco Legat, analista-chefe da Necton, sugere a compra da ação em razão de haver uma tendência de queda no seu endividamento (que ainda é elevado), mas com viés de redução em razão das taxas de juros em baixa.

"Com o IPO da Vamos (Comunicada ao mercado no final de fevereiro), que é subsidiária da JSLG, surge um importante passo para sua redução da alavancagem, com a vantagem de que a Julio Simões manterá o controle de 2/3 da empresa", explica.

O analista também cita a posição da outra subsidiária, a Movida Rent a Car, que o mercado avaliou com valor superior à própria JSLG, o que abre espaço para que a Vamos rume pelo mesmo caminho.

Valor da ação: R$ 10,82.


Banco Inter (BIDI4) - O banco digital tem crescido exponencialmente em sua base de clientes e aumentado a receita por usuário. Tem uma participação de mercado insignificante dentro do setor financeiro, o que faz ela crescer sem incomodar os grandes players, avalia Thiago Salomão, da Rico.

"Com uma base tão grande e crescente de clientes e com serviços cada vez mais rentáveis na sua plataforma, é questão de tempo para que seu ROE comece a crescer fortemente, já que os clientes começarão a aumentar seu capital dentro do banco sem que este aumente a linha de custos", aposta.
"Além disso, o Banco Inter tem um plano bem claro de como continuar crescendo de maneira organizada e rentável, e o fato de ter 25 anos de história traz credibilidade para a instituição", afirma Salomão.

Valor da ação: R$ 59,99.


Camil (CAML3) - É uma empresa de alimentos básicos, portanto o consumo não cíclico. Também é visto como um case de integração com a recente aquisição da marca Namorado, da SLC Agrícola.

"A Camil é uma companhia com grandes marcas, e atua em um segmento bem menos volátil da economia, de demanda inelástica" afirma Glauco Legat, da Necton.

Com o crescimento do emprego e da renda, esperado para breve, a zona de segurança e as oportunidades para a companhia podem crescer.

"A empresa está com preço abaixo do seu IPO de final de 2017 (R$ 9 por ação), e ainda tem espaço para fazer novas aquisições", completa o analista.

Valor da ação: R$ 7,08.


Unidas (LCAM3) - O setor de aluguel de carros tem forte relação com a atividade econômica, e, por operar altamente alavancada (para manter e renovar a frota de carros), se beneficia do cenário de juros baixos. Dentro deste setor, quanto maior você é, mais poder de barganha tem perante os fornecedores – e mais vantagem sobre os menores concorrentes, avalia Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos.

"Quem chega primeiro nesse setor, fica na frente pelo tamanho e pela expertise. Nesse ponto, a Locamerica/Unidas é a segunda maior do setor, atrás da Localiza. Ambas estão muito bem capitalizadas, em posição de aproveitar esse novo momento do Brasil. Preferimos LCAM3 por valuation: ela ainda é negociada com um alto desconto em relação a RENT3, mesmo já possuindo uma participação de mercado bastante expressiva", argumenta Salomão.

Valor da ação: R$ 37,31.


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