Petróleo, banco e eletricidade

Três ações de estatais que você precisa ter na carteira em 2019

11 ABR, 2019 / JORNALISTA RESPONSÁVEL: GRAZIELI BINKOWSKI

O lucro consolidado das três maiores estatais de capital aberto do país (Petrobras, Eletrobras e Banco do Brasil) em 2018 chegou a R$ 51,9 bilhões, o maior valor já registrado historicamente, mostra um levantamento da Economática. O valor de mercado em 27 de março de 2019 das empresas estatais era de R$ 554,9 bilhões, maior valor consolidado em fechamentos anuais da história. Para analistas, o atual cenário reforça a importância de se trazer para a carteira de ações os papéis das três companhias. Confira abaixo as análises feitas por Glauco Legat, analista-chefe da Necton, e Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos, especialmente ao Portal Acionista.


Petrobras (PETR4) - Sob nova gestão, a empresa segue com independência na política de preços para acompanhar variações internacionais, diferentemente do que ocorria em gestões anteriores. “O risco político diminuiu muito após a escolha de Castello Branco como presidente da empresa”, observa Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos. Além disso, está em curso um processo de desinvestimentos, com a venda da TAG, transportadora associada de gás, e ainda há três outros ativos na fila: Braskem, BR Distribuidora e a Liquigás.

"Estas seriam medidas importantes para reduzir o endividamento da empresa", avalia Glauco Legat, analista-chefe da Necton.

A seção onerosa dos campos de pré-sal podem trazer bons resultados ao caixa da empresa.

"O valor ventilado de R$ 9 bilhões via ressarcimento ao governo por parceiros privados na licitação do excedente do pré-sal tem valor potencial de quase R$ 5 por ação, que poderiam ser entrada de caixa", projeta Legat.

Preço do petróleo também colabora, tendo subido mais de 30% no 1º trimestre de 2019 (o maior resultado trimestral desde o 2º quarto de 2009), complementa Salomão.

Sob o controle da Petrobras, a BR Distribuidora merece atenção especial do investidor, na avaliação de Glauco. Uma oportunidade importante ocorreria em caso de venda.

"Mesmo que não haja a venda, é a maior companhia de distribuição do país, mas com pior margem. Se melhorar 1% de margem, vai gerar R$ 1 bi de fluxo ode caixa, então tem bom potencial".

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Banco do Brasil (BBAS3) - Com a expectativa de uma gradativa recuperação da economia, o setor financeiro será determinante para viabilizar este crescimento, não só para o consumo da pessoa física, mas também para investimentos das empresas. Thiago Salomão, da Rico, indica que o investidor foque em Banco do Brasil por dois motivos.

"O banco tem o 'mato mais alto' que seus pares privados, ou seja, há muita coisa a ser melhorada, e a nova gestão está comprometida com isso. Além disso, o BB tem maior exposição ao agronegócio, setor que tende a continuar crescendo e recebendo apoio governamental", afirma.

Uma melhoria na gestão poderá reduzir a distância do ROE do BB para o do Itaú/Bradesco nos próximos trimestres/anos, complementa. Glauco Legat, analista-chefe da Necton, alerta que o atual contexto da economia pode trazer efeitos positivos ao crédito, fortificando os resultados do BB.

"A expansão da carteira de crédito via economia, ainda que não esteja havendo retomada neste exato momento, tende a trazer redução de endividamento", comenta.

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Eletrobras (ELET6) - As principais expectativas do mercado estão na continuidade do avanço do Projeto de Lei enviado pelo então presidente Michel Temer ao Congresso em 2018 para privatização da empresa. Com a visão privatista da nova gestão econômica, a proposta poderá continuar avançado, conforme analistas. Embora ainda conturbado, ainda há cenário propício para ser executado, projeta Glauco Legat, da Necton.

"Nas mãos da iniciativa privada, a Eletrobras elevaria muito sua eficiência e poderia melhorar seus resultados".

Mesmo sem a privatização, o resultado da empresa voltou a ser positivo em 2018 pela primeira vez desde 2011, mostra a Economatica. O balanço do ano passado fechou em R$ 13,262 bilhões.

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