Ações da Bolsa

As melhores ações de grandes empresas para ganhar dinheiro no curto prazo

08 MAI, 2019 / JORNALISTA RESPONSÁVEL: GRAZIELI BINKOWSKI

Empresas de diferentes segmentos podem ser beneficiadas de forma imediata com a recuperação da economia brasileira. Seja dos setores de varejo, financeiro ou de tecnologia, companhias estruturadas para crescerem são potencializadas quando a roda dos negócios recomeça a girar, como espera-se que aconteça em 2019. Veja as sugestões de dois especialistas de ações de empresas já consolidadas para se ter na carteira e surfar na alta do PIB.


[B]³ (B3SA3) - A empresa é praticamente um monopólio em seu setor, de intermediação de operações financeiras.

"Depois que BM&FBovespa e Cetip se juntaram, surgiu uma companhia com o gigantismo da BM&FBovespa e a eficiência da Cetip", elogia Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos.

Para o especialista, as perspectivas favoráveis para a economia devem ajudar na continuidade de novos recordes de alta do Ibovespa, o que vai atrair novos investidores para a bolsa e também novas empresas, que buscarão nos IPOs uma forma mais interessante para se capitalizarem. Valor atual da ação: R$ 34,07 (+41,7% em um ano).


Itaú Unibanco (ITUB4) - Tudo indica que este pode ser um ano positivo para o crédito no país, e a companhia colocou um guidance de crescimento de 11% em relação a 2018.

"A companhia tem balanço, estrutura de capital e comporta uma carteira de crédito enorme, e com isso consegue diluir custos fixos", analisa Glauco Legat, analista-chefe da Necton.

Estes fatores sugerem que o Itaú não precisará arcar com custos para expandir a carteira, então é esperada uma diluição de custos fixos ao expandir o negócio.

"Além disso, a companhia acumula muito caixa, então é atrativa para pagar dividendo e tem condições de fazer aquisições", afirma.

Ele aposta que o Itaú terá apetite para buscar outros ativos neste ano via aquisições. Valor atual da ação: R$ 33,71 (+7,18% em um ano).


CVC Brasil (CVCB3) - A CVC conseguiu crescer muito forte mesmo com a economia em retração, o que a colocou numa posição de destaque perante seus concorrentes, tanto em participação de mercado quanto em avanços tecnológicos, aponta Thiago Salomão, da Rico Investimentos.

"Mesmo tendo feito muitas aquisições, ela segue com um endividamento equilibrado (1,5x dívida líquida/Ebitda) e mantém um ROE altíssimo de 30%. É uma das nossas maiores convicções da carteira", afirma.

Valor atual da ação: R$ 56,85 (+4,02% em um ano).


Oi (OIBR4) - Glauco Legat, analista-chefe da Necton, é do partido de que, teoricamente, pior do que está a OI não fica.

"A empresa já deu um passo importante na recuperação judicial do Brasil, já estruturou sua dívida de curto prazo, e agora está passando por um processo de turnaround, com a Anatel e os credores incentivando uma melhora de governança corporativa", argumenta.

Legat afirma que em março de 2020 a companhia deve encerrar seu processo de reestruturação.

"Os desafios a partir de então serão realizar novos investimentos em fibra ótica, o que já começou, pois a tele ficou desatualizada e encolheu, mantendo dependência em telefonia fixa, que é a que menos cresce".

Legat também indica a possibilidade de aprovação, no Congresso, do PLC 79, que autoriza as atuais concessionárias de telefonia fixa como a Oi a migrar para o serviço privado de telefonia, abrindo um novo leque de possibilidades. Valor atual da ação: R$ 1,73 (-48,9% em um ano).


Agenda de Resultados 1T19

09/05/2019 - [B]³ e CVC

13/05/2019 – Oi

Resultados 1T19 já divulgados: Itaú Unibanco

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