Engenheiros com planta de terreno

Imóveis e terrenos são bons investimentos?

07 MAR, 2019 / JORNALISTA RESPONSÁVEL: GRAZIELI BINKOWSKI

Uma das aplicações mais sonhadas por gerações passadas foram os terrenos e os imóveis. Patrimônio sólidos, eles evitavam o risco de perder substanciais somas de dinheiro com a inflação ou com os planos econômicos que se sucederam nos anos 80 e 90. Hoje, com um sistema financeiro léguas mais avançado e a inflação sob controle, investir diretamente em imóveis ainda faz sentido? Para alguns especialistas, a resposta é sim.

Marcus Cunha, diretor de Marketing do Grupo Conspar/Realibrás, que trabalha com projetos de urbanismo, avalia que o aquecimento do mercado imobiliário poderá multiplicar o valor do metro quadrado nos próximos anos. E, quem tiver terrenos em seu nome, poderá fazer negócios com construtoras ou alugar para empreendedores que queiram erguer instalações comerciais ou industriais.

"Depois de um período de estagnação, temos observado uma maior procura pelos loteamentos, sejam habitacionais ou corporativos. E isso não é coincidência: loteamentos e imóveis são os primeiros que se valorizam com retomada econômica", afirma.

Cristiane Ferreira Kilter Lira, gerente de Planejamento da Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário, avalia que a compra de imóveis é uma alternativa valiosa para a aposentadoria. Ela sugere, por exemplo, que investidores formem uma carta de casas e apartamentos (dentro da realidade financeira de cada um) que rendam aluguéis no futuro, gerando renda para a fase da "melhor idade". Para quem pensa ainda mais adiante, estes imóveis entram no inventário e são transmitidos aos herdeiros.

"É preciso enxergar o planejamento financeiro como um meio para alcançar a aposentadoria com qualidade de vida, e o imóvel alia ganhos com solidez", afirma Cristiane.

Conforme informações da Conspar/Realibrás, dados da Cushman & Wakefield, empresa de serviços imobiliários comerciais, apontam que, em 2018, a venda de imóveis residenciais cresceu cerca de 10% no Brasil. Dentre imóveis corporativos em São Paulo, mercado mais pujante do país, a quantidade de espaços desocupados caiu de 29,5% em 2016 para 21,4% ao final do ano passado. Ou seja, a demanda começa a dar sinais de recuperação.

Para investir em imóveis ou terrenos, há de se ter um fino planejamento. É importante avaliar a localização, observando a infraestrutura nas redondezas, se está próximo a avenidas e se há projetos comerciais que elevem a demanda no longo prazo, por exemplo. Também é importante estudar o preço – no impulso da compra, muitas pessoas não avaliam seu fôlego financeiro, e assim colocam todo seu patrimônio em um só ativo, que talvez demore para dar retorno.

A Easynvest distribuiu relatório em que alerta os clientes para as desvantagens de investir em imóveis e terrenos em relação a aplicar via Fundos de Investimentos Imobiliários (FIIs). A corretora aponta para o alto valor de investimento, a tributação sobre a receita do aluguel, pagamento de IPTU e taxas de condomínio quando o imóvel estiver desocupado, baixa liquidez e alta taxa de corretagem na negociação, em torno de 6%. Ou seja, terrenos e imóveis ainda estão longe de serem aplicações unânimes.


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