Plantação de dinheiro

Quais os melhores fundos de renda fixa em 2019

05 JUN, 2019 / JORNALISTA RESPONSÁVEL: GRAZIELI BINKOWSKI

Os fundos de investimentos não estão nos seus melhores dias neste ano. Estes produtos acumulam captação líquida de R$ 31,8 bilhões entre janeiro e abril, pouco menos da metade do total atingido no mesmo período de 2018 (R$ 64,9 bilhões). Segundo o boletim da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Abril foi particularmente amargo, com resgates líquidos de R$ 20,1 bilhões contra captação positiva de R$ 6,5 bilhões no mesmo mês do ano passado.

Analisando isoladamente os fundos de renda fixa, no primeiro quadrimestre os resgates líquidos foram de R$ 6,8 bilhões, quase o dobro das saídas do mesmo período de 2018 (R$ 3,8 bilhões). Apenas em Abril, os resgates líquidos chegaram a R$ 8,9 bilhões, com esvaziamento pulverizado em várias carteiras.

"O mercado segue acompanhando a evolução do cenário externo e da agenda de reformas do governo, o que acaba impactando o preço dos ativos e o apetite dos investidores", avalia Carlos André, vice-presidente da Anbima.

Apesar dos saldos negativos, os fundos de investimentos ainda lideram as escolhas dos brasileiros quando decidem poupar: 39,6% dos recursos guardados estão aplicados neste tipo de produto. Há quatro anos, essa fatia era de 25%.

"A caderneta de poupança ainda tem desempenhado o papel de porta de entrada aos investimentos, mas cada vez mais o cliente de varejo tem encontrado nos fundos opções para diversificarem suas aplicações", afirma Claudio Sanches, vice-presidente do Comitê de Varejo da Anbima.

Em média, os fundos de renda fixa valorizaram 2,99% neste primeiro quadrimestre (um pouco acima da inflação oficial, que está em 2,08%). Em 12 meses, a valorização média está em 8,45%, também acima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), de 5,17%. Entretanto, se for considerado o desconto de Imposto de Renda (IR), que é regressivo, e as taxas de administração, que em geral variam de 1% a 2,5% ao ano, a corrosão nos ganhos pode ser demasiada. Considerando o período de um ano, os mais rentáveis foram os das categorias Duração Alta Soberano e Dívida Externa, que passaram de 14% (veja tabela completa abaixo). Os que menos se valorizaram foram o Duração Baixa Soberano e o Simples. Alguns produtos também descolaram da média e, em 2019, conseguiram render em torno de 15%.

Veja as tabelas abaixo:

Confira os tipos de fundos e a rentabilidade acumulada em 12 meses
Renda Fixa Duração Baixa Soberano 5,26%
Renda Fixa Simples 5,30%
Renda Fixa Duração Média Grau de Investimento 6,14%
Renda Fixa Duração Baixa Grau de Investimento 6,20%
Renda Fixa Duração Média Soberano 6,27%
Renda Fixa Duração Média Crédito Livre 6,28%
Renda Fixa Duração Baixa Crédito Livre 6,90%
Renda Fixa Investimento no Exterior 6,96%
Renda Fixa Duração Livre Grau de Investimento 7,19%
Renda Fixa Duração Alta Crédito Livre 7,42%
Renda Fixa Duração Livre Crédito Livre 8,11%
Renda Fixa Duração Livre Soberano 8,60%
Renda Fixa Indexados 9,57%
Renda Fixa Duração Alta Grau de Investimento 12,24%
Renda Fixa Duração Alta Soberano 14,96%
Renda Fixa Dívida Externa 17,86%
Fonte: Anbima
Confira os fundos de renda fixa mais rentáveis em 2019 (de janeiro a maio)
Itaú Flexprev vértice imab5 mais RF FI 16,51%
Brasilprev top atuarial FI RF 16,40%
BTG Pactual tesouro IPCA longo FI RF Referenciado 16,33%
BB Previdenciário RF IMA B5+ Títulos públicos FI 16,22%
FI Caixa brasil IMA B 5+ Titulos públicos RF LP 16,20%
Itaú private RF IMA B 5+ FIC FI 16,08%
Icatu Vanguarda FIC FI Inflação longa RF 15,90%
Banestes Institucional FI RF 15,03%
Itaú Vértice fof inflação RF FIC FI 14,63%
Western Asset inflation gold FIC FI RF 14,23%
Fonte: Mais Retorno
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