Galeria de arte

Pequenos investidores começam olhar para mercado de arte

29 NOV, 2018 / POR: GUERATTO PRESS

"Seria o mesmo que comprar uma ação de uma empresa que está crescendo. O especialista sabe qual artista está em um momento de ascensão na carreira", explica Pedro Coelho Afonso.

No Brasil, o mundo da arte passa despercebido como investimento, mas em outros países essa prática é bem comum. Muitos investidores desconhecem as vantagens e desvantagens da arte pela falta de informação. Por mais que não seja tão popular, o mercado de arte movimentou R$ 208 bilhões em todo o mundo no ano passado. Em 2016 a movimentação estimada somente no Brasil foi de R$ 500 milhões.

Também muitos pensam que quem investe em arte precisa ter um poder aquisitivo alto, mas hoje em dia a realidade não é mais essa, já que uma obra de arte pode ser adquirida a partir de 100 reais. A arte contemporânea também ajuda no crescimento de investidores por ser bem abrangente, como por exemplo: gravuras, esculturas, fotografias. Essas vertentes também possuem uma grande gama de artistas.

"A regra é que pessoas com grandes fortunas, como banqueiros, investem em obras valiosas. Isso faz parte da diversificação e da proteção patrimonial, pois a arte com alto valor agregado só valoriza. Além disso, é um meio de uma pessoa ter muitos milhões guardados em pouquíssimo espaço. Fazendo um paralelo é o mesmo motivo pelos quais os ciganos sempre carregam ouro no corpo", explica Pedro Coelho Afonso, economista e proprietário de 3 galerias.

Para os interessados que possuem muitas dúvidas sobre como começar a investir neste segmento, Reinaldo Marques, especialista no mercado de arte explica:

"O primeiro passo é com informação, creio que seja essa a palavra-chave. Visitar leilões online, os ateliês dos artistas, e entender como funciona o mercado do artista e qual liquidez comercial ele tem. Não há pontos negativos em usufruir o mundo da arte como um investimento. Não se pode dizer que não existe algum tipo de desvantagem, mas eu diria que a arte é um investimento sólido, pois ela é atemporal: não é só o valor do dinheiro, e sim de um trabalho único, exclusivo e original. Tem muito mais coisa envolvida do que simplesmente um investimento financeiro. A arte é um colírio para os olhos", ressalta.

Já Pedro Coelho Afonso considera que a arte é uma das grandes formas de investimento.

"O importante é ter um bom assessoramento na compra para que seja possível pegar artistas em ascensão e que, de alguma maneira, tenha boas oportunidades de valorização no médio prazo. Seria o mesmo que comprar uma ação de uma empresa que está crescendo. O especialista sabe qual artista está em um momento de ascensão na carreira. Além disso, a arte é uma forma de diversificação dos ativos", afirma.

Pedro Afonso afirma ainda que:

"É importante salientar que comprar artistas muito consagrados pode não ser o melhor neste mercado. O mais importante é apostar em artistas que estão em ascensão ou que tem possibilidade de valorização. Obras de artistas consagrados pode ser uma boa opção apenas em leilões", finaliza.

Gueratto Press



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