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PIB - Resultado freia grande otimismo para 2019

28 FEV, 2019 / POR: GUERATTO PRESS

"O PIB veio exatamente dentro do esperado pelo mercado. Mostrou os estragos feitos pela greve dos caminhoneiros e pelas eleições, que derrubaram as expectativas".

No ano de 2018 a economia brasileira voltou a subir, no mesmo ano o PIB (Produto Interno Bruto) foi freado por diversos fatores, como a greve dos caminhoneiros e as incertezas eleitorais que pairaram o país. Para a sócia-diretora da FB Wealth, Daniela Casabona, a incerteza eleitoral foi a questão que mais atrapalhou os possíveis avanços econômicos.

"A dúvida em relação a quem seria o Presidente da República e respectivamente qual seria o plano de governo era grande, o que resultou em empresas e investidores mais receosos com a economia brasileira", conta Casabona.
"O PIB veio exatamente dentro do esperado pelo mercado. Mostrou os estragos feitos pela greve dos caminhoneiros e pelas eleições, que derrubaram as expectativas e os agentes. Em relação às perspectivas, vamos rever para baixo nossa estimativa para 2019, que estavam em 2,6% e serão revistas para baixo", explica Pedro Paulo Silveira, economista-chefe da Nova Futura Investimentos.

De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2018 o PIB cresceu 1,1%, ou seja, um crescimento por volta de 1% ainda é algo fraco comparado ao que se esperava.

Para o Economista-Chefe da DMI Group, Daniel Xavier, segundo o IBGE, o PIB teve variação de 1,1% em 2018, mesma taxa observada em 2017. No último trimestre de 2018, o indicador desacelerou para +0,1% na margem, vindo de +0,5% no período anterior.

"Sob a ótica da oferta, o crescimento econômico de 2018 foi explicado pelos setores de serviços (+1,3%), indústria (+0,6%) e agropecuária (+0,1%). Ao longo de 2019, avaliamos que o PIB deve acelerar gradualmente para perto de +2,0%, isto porque o ambiente de juros e inflação baixos, juntamente com a retomada da confiança, do crédito e das condições financeiras tendem a impulsionar os setores secundário e terciário, principalmente. A aprovação da reforma previdenciária, em nossa visão, terá efeito positivo apenas sobre o PIB de longo prazo, possivelmente a partir de 2020", ressalta Xavier.

Com a divulgação do PIB, tanto no Brasil quanto nos EUA, o dólar acabou se valorizando, tendo uma alta de 0,27%.

"Com o PIB brasileiro fraco, a moeda americana registrou alta, sendo cotada a R$ 3,73, pois além do fator doméstico brasileiro o mercado está atento ao desempenho da economia americana", finaliza Fernando Bergallo, diretor de câmbio da FB Capital.

Gueratto Press