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Banco Central - 4 especialistas do mercado financeiro avaliam futuro presidente

26 FEV, 2019 / POR: GUERATTO PRESS

"O discurso oficial do futuro Presidente do Banco Central sinalizou continuidade do atual regime de política monetária".

O economista Roberto Campos Neto foi indicado pelo governo Bolsonaro para suceder Ilan Godlfajn na presidência do Banco Central (BC). Nesta terça-feira Campos Neto foi sabatinado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal. Seu discurso sugeriu continuidade da política econômica atual. O BC manterá seu compromisso com as metas inflacionárias e deve aprofundar a concorrência bancária, bem como sua independência formal.

"Roberto Campos Neto chega para completar o time de estrelas da equipe econômica. Totalmente liberal, deve comandar o Bacen focado na retomada econômica do país. Além disso, é uma pessoa que está em consonância com o mundo e com as inovações tecnológicas, algo imprescindível", comenta o Diretor de Câmbio da FB Capital, Fernando Bergallo.

Para o economista-chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira, o Senado deve confirmar a nomeação do substituto de Ilan Goldfajn. A tendência é de que Roberto Campos Neto mantenha a política de Ilan, sobretudo se levar em consideração a manutenção de Carlos Viana e Tiago Barriel, que têm um papel fundamental na elaboração da política do Banco Central.

"Em função dessas evidências, que mostram o risco de desaceleração da economia, devemos revisar nossa estimativa para a SELIC no final de 2019, para baixo", lembra o economista-chefe da Nova Futura Investimentos.
"O novo Presidente do Banco Central deve ser pioneiro na facilitação do mercado para as fintechs, além do incentivo do uso do blockchain e inteligência artificial no mercado financeiro. Essas empresas de tecnologia podem ajudar e muito, tanto as pessoas físicas quanto as empresas a surfarem este novo momento econômico do Brasil", explica Daniela Casabona, sócia-diretora da FB Wealth.

Durante a sabatina, Campos Neto assegurou compromisso com a sistemática de metas inflacionárias e com um sistema financeiro sólido e independente.

"O economista elogiou a credibilidade institucional da atual gestão do BC, que assumiu em meados de 2016. Esta credibilidade, segundo ele, foi pautada por cautela, serenidade e perseverança na condução monetária, aspectos que serão preservados sob a sua administração. Para Campos Neto, o controle da inflação é condição necessária para o crescimento sustentável, colaborando para o aumento de produtividade e bem-estar. Em resumo, o discurso oficial do futuro Presidente do BC sinalizou continuidade do atual regime de política monetária", finaliza o economista-chefe da DMI Group, Daniel Xavier.

Gueratto Press



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