Ações da Bolsa

Ibovespa em dezembro de 2019 - Especialistas avaliam expectativas

25 MAR, 2019 / POR: GUERATTO PRESS

"Dependerá muito da aprovação da Reforma da Previdência, mas o mercado espera 125 mil pontos até o final do ano".

Com a recente marca alcançada pela Bolsa de Valores que bateu os 100 mil pontos crescem também as expectativas a respeito de até onde o mercado de renda variável brasileiro pode se expandir. Os números têm dado sinais de que o fluxo de investimentos na economia brasileira tem aumentado, mas ainda ocorrem especulações em relação ao que esperar agora que o Ibovespa atingiu sua maior pontuação histórica. Para Daniela Casabona, sócia-diretora da FB Wealth, tudo vai depender de como o Governo irá colocar em prática a sua agenda liberal e do grau de aprofundamento com que a Reforma da Previdência for aprovada.

"Se a reforma previdenciária evoluir e passar esse ano, muito provavelmente ainda vamos ver novos recordes da Bolsa. A Bolsa tem espaço para um crescimento ainda maior e consequentemente impacto direto na economia, o que consequentemente irá refletir nos preços das ações e alavancar o índice. O mercado acionário é o topo do mercado financeiro. Ele é o primeiro a sentir a crise, mas também é o primeiro a antecipar a retomada", comenta Casabona.

O economista Pedro Coelho Afonso também comentou sobre as expectativas que o mercado tem até o final deste ano.

"Acredito que tudo vai depender de como o governo vai conduzir o funcionamento principalmente da questão da Reforma da Previdência e como é será conduzida a política de uma maneira geral. Até então a gente não viu nada, só as promessas mesmo. O mercado está esperançoso com essa sinalização de uma política mais liberal; isso cria uma expectativa nos agentes o que faz com que ela reflita esse otimismo. Dependerá muito da aprovação da reforma previdenciária, mas o mercado espera 125 mil pontos até o final do ano", analisa Pedro Coelho Afonso.

As expectativas são essenciais para a retomada econômica. Assim, com este cenário econômico mantido a tendência é que o Ibovespa continue subindo até o final do ano, porém se faz necessário agora que o Governo confirme essas expectativas e consiga aprovar a Reforma até o final do ano para que esse viés de alta se confirme.

O economista ainda opinou sobre a aproximação entre Brasil e Estados Unidos. Para ele a aproximação é benéfica, mas ainda é preciso algo de mais concreto para que ela tenha efeitos mais positivos.

"Quanto a essa aproximação com os Estados Unidos, como o próprio Paulo Guedes falou, vamos fazer negócio com quem faz com a gente. Vejo até um pouco de exagero do governo brasileiro com relação ao governo americano para ver se consegue uma rebarba de alguma coisa. Acho que essa questão de aproximação não foi muito profunda ainda", finaliza Pedro Afonso.

Já para o economista FB Capital, Fernando Bergallo, as aproximações são positivas se elas resultarem em um aumento na entrada de investimentos estrangeiros no Brasil.

"Qualquer coisa que diz respeito aos Estados Unidos impacta muito aqui, mas ainda a questão da Reforma é 80% de todo o problema. A dúvida não está se ela será aprovada ou não, mas qual texto será. Mas provavelmente teremos um Ibovespa acima de 120 mil pontos, porém, com solavancos até lá. Mas caso a Reforma não passe, teremos uma Bolsa abaixo dos 70 mil pontos", finaliza Bergallo.

Gueratto Press



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