ibovespa-petrobras

Ibovespa se segura, apesar da Petrobras

13 NOV, 2018 / POR: Gueratto Press*

Confira a análise do Economista-Chefe da Nova Futura Investimentos, Pedro Paulo Silveira

O Ibovespa começou o pregão de hoje em alta, apesar da queda de 0,7% da Petrobras. Os mercados acionários encerraram o pregão de ontem em forte queda em função dos eventos que impactaram fortemente a Goldman Sachs e a Apple. A maior empresa do planeta perdeu ontem o status de única empresa a ter valor de mercado superior a US$ 1 trilhão.

As bolsas estão em alta lá fora e incentivaram o Ibovespa a subir mais um pouco, saindo a 85.800 pontos. Os mercados internacionais estão otimistas com o resultado de uma conversa telefônica entre o secretário do tesouro dos EUA, Steve Mnuchin, e o vice premier chinês, Liu He. Essa conversa foi vista como um aceno na direção da melhora na relação entre as duas potências.

Carteiras de Dividendos, as recomendadas para Novembro

Receba informações de qualidade direto no seu e-mail

Após uma tentativa de melhora, os preços do barril de petróleo despencaram de novo, com o WTI saindo a US$ 58,70, depois de ter atingido US$ 61,40 no pregão de ontem. As iniciativas que a OPEC poderia tomar, com a liderança da Arábia Saudita, para cortar a produção a partir de dezembro foram mitigadas com um alerta de Donald Trump no sentido contrário. O presidente dos EUA está tentando demover os sauditas de realizar um corte na oferta do cartel a partir de dezembro ou janeiro. Dada a vulnerabilidade atual do país, em função dos reflexos do conflito no Iêmen e do assassinato do jornalista na embaixada saudita na Turquia, o mercado está esvaziando as apostas no corte de produção. Os preços do barril WTI estão em seu menor nível desde fevereiro. A cotação da Petrobrás está em queda de 1% em função desse novo cenário.

O IBGE divulgou as vendas do varejo e elas vieram abaixo das expectativas levantadas pelo Broadcast. A queda foi de 1,3% no varejo restrito contra uma expectativa de queda de 0,8%. Por ser um dado de setembro, é provável que seus efeitos já tenham se esgotado ou, no mínimo, se diluído fortemente. A perspectiva de alta, no entanto, ainda permanece para os próximos meses, já que os sinais emitidos por outras variáveis ainda mostram uma demanda lenta.

O mercado já absorveu o fato de que a reforma da previdência ficará para o ano que vem. Com um Congresso em final de mandato e uma série de questões na agenda, a articulação do novo governo ficou muito debilitada. É provável que esse tema assuma o protagonismo em Brasília a partir de janeiro e ofereça um verdadeiro teste para o mercado acionário de alta. O dólar opera em ligeira queda, sendo cotado a R$ 3,76. Os juros também caem, após alguns pregões de ligeira alta. Os juros para jan/21 estão saindo a 8,10% (-4 bps) e os para jan/27 a 10,41 (-5 bps).

Matérias de investimentos você vê aqui

Gueratto Press


                          

Veja mais:
Gráficos Comparativos

Mercado