Mão segurando porcentagem

Especialista recomenda investimentos atrelados ao IPCA e juros pós-fixados

11 JAN, 2019 / POR: GUERATTO PRESS

"Trabalhamos com a expectativa de manutenção da taxa de juros durante todo o ano de 2018", explica André Alírio, especialista em Renda Fixa da Nova Futura Investimentos.

O Brasil possui hoje a menor taxa de juros da sua história com 6,5% ao ano. Isso reflete diretamente nos investimentos e elimina a grande rentabilidade conseguida nos anos anteriores. Isso faz com que os investidores sejam forçados a correr mais risco em busca de maiores ganhos. Entretanto, dentro de uma carteira equilibrada de ativos, a renda fixa sempre será essencial.

"Não existe um planejamento bem feito se a pessoa possuir apenas ativos de risco. Porém, para rentabilizar da melhor forma os ativos de baixo risco será necessário estar atento as ações governamentais", explica André Alírio, especialista em Renda Fixa da Nova Futura Investimentos.

O especialista ajuda ainda aquele que quer se organizar no mundo das finanças e monta uma carteira baseada em um investidor moderado.

"Vamos supor que uma pessoa possua um patrimônio investido de R$ 1 milhão. Deste total, no seu planejamento está destinado 10%, ou seja, R$ 100 mil para a renda fixa. Esta pessoa deveria deixar R$ 65 mil alocados em títulos com juros pós-fixados, R$ 25 mil em ativos atrelados ao IPCA e R$ 15 mil em títulos pré-fixados. Agora é o momento de aumentar os investimentos em Pós e IPCA, como proteção", ressalta Alírio.

A expectativa do mercado é que a taxa Selic permaneça inalterada ainda este ano.

"Se Trump colaborar e o atual governo brasileiro conseguir aprovar as medidas fiscais que estão em pauta, acredito que a taxa de juros não sofrerá alterações até o final de 2019. Só haverá subida caso ocorra alguma turbulência no meio do caminho", finaliza.

Gueratto Press



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