Gráfico mundial

Exterior contamina Ibovespa

09 ABR, 2019 / POR: GUERATTO PRESS/NOVA FUTURA INVESTIMENTOS

"Análise do mercado pelo economista-chefe Pedro Paulo Silveira, da Nova Futura Investimentos".

No cenário externo, o mercado aguarda a divulgação da Ata do FED e a reunião de política monetária do BCE, ambas amanhã. Elas devem ser um contraponto ao clima menos otimista com crescimento, que se disseminou no mercado. Hoje o FMI divulga o World Economic Outlook, e ele não deve trazer bons sinais ao mercado. Na liderança do ceticismo está a expectativa dos analistas para a queda na taxa de crescimento dos lucros corporativos, que deve fazer do primeiro trimestre, o pior em vários anos. Os primeiros anúncios ocorrerão na sexta-feira.

No Brasil, o mercado teve uma abertura tímida, com o futuro do Ibovespa caindo 400 pontos e o dólar estável. O mercado vai esperar os resultados das reuniões da CCJ, que avaliará a PEC da previdência e do CNPE, que pode definir a aguardada questão da cessão onerosa. Se ambas forem aprovadas, o mercado fica livre para volta à sua trajetória de alta, ainda que limitada pelas incertezas do exterior. Se algo der errado, sobretudo na CCJ, o mercado deve realizar forte. Essa assimetria no pay off explica a falta de apetite pelo risco do mercado hoje.

As commodities estão em trajetória descolada das expectativas de crescimento global. O índice CRB subiu 12% no ano, puxado pela alta do petróleo, que subiu mais de 50% no período. Nos últimos pregões a alta tem sido intensificada pelas restrições de oferta da Líbia e pelos relatórios de grandes bancos globais, colocando o preço em perspectiva de alta no trimestre. O mesmo movimento ocorreu no minério de ferro, que está sendo negociado a US$ 94 a tonelada em Qingdao. Se esse patamar de preços é compatível com o crescimento da demanda global é algo que não está sendo discutido. O mercado tem sustentado essas altas de forma convincente, mas pode repetir o movimento encerrado em dezembro passado. Nele, o preço do barril WTI despencou de US$ 74 para US$ 42 em algumas semanas.

O IBGE divulgou a Pesquisa Mensal do Comércio de fevereiro e ela ficou estável em relação a fevereiro. O ampliado veio com queda de 0,8%. Essa pesquisa sustenta a tese de que a recuperação perdeu força e que teremos um primeiro trimestre muito fraco. Nesse cenário, dado os pesos do quarto trimestre de 2018 e o primeiro de 2019, o crescimento anual pode fechar entre 1% e 1,5%, mesmo com uma recuperação mais intensa no segundo semestre.

A FGV divulgou o indicador antecedente de emprego e ele veio em queda de 5,8 pontos, batendo 93,5 pontos. Segundo a FGV, o indicador devolveu 75% da melhora que teve no final do ano passado, em função do recuo do otimismo dos empresários em relação às condições do mercado.

Indicador antecedente de emprego

Sobre a Nova Futura Investimentos
Sócia-fundadora da BM&Bovespa, a Nova Futura Investimentos, foi fundada em 1983, atua nos mercados de commodities, renda fixa, renda variável e seguros. Com presença nacional, a instituição financeira conta com 21 escritórios espalhados por diversas cidades do país. Ao longo de mais de três décadas de existência, se consolidou como uma das maiores e mais independentes casas de investimentos do Brasil.
Com tradição no mercado institucional, vem se tornando referência no varejo, oferecendo a mesma qualidade já ofertada ao mundo empresarial agora também para pessoas físicas. Em 2017, confirmando a tradição de excelência, a corretora recebeu o selo Nonresident Investor Broker, que reconhece a estrutura organizacional e tecnológica especializada na prospecção de clientes, prestação de serviços de atendimento consultivo assim como execução de ordens e distribuição de produtos da BM&FBovespa para investidores não residentes.


Gueratto Press



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