Dinheiro no bolso

13º salário - Educador financeiro explica o que fazer com o dinheiro

06 DEZ, 2018 / POR: GUERATTO PRESS

Todo brasileiro que trabalha registrado pela CLT tem direito ao 13º salário, que é igual a um mês extra de bônus, como se o ano tivesse 13 meses. O brasileiro, pouco educado financeiramente e acostumado ao consumo inconsciente sempre usa o dinheiro para comprar e faz dívida quando não possui. Atualmente, mais de 60 milhões de pessoas estão endividadas após a maior crise da história do país. O Educador Financeiro do Canal 1Bilhão, Fabrizio Gueratto, explica de forma prática como este recurso extra que entra deve ser usado de forma racional, deixando as emoções de lado.

"Comprar sem necessidade ou sem poder é uma atitude sem nenhum embasamento lógico e quando pensamos em dinheiro é a razão que deve mandar", explica.

Em primeiro lugar a pessoa precisa saber exatamente qual é a sua situação financeira atual. Quais são as dívidas, sonhos, gastos de começo de ano e presentes de natal que precisa comprar e colocar absolutamente tudo em um papel.

"Somente desta maneira é possível que o brasileiro enxergue o seu espelho financeiro e saiba exatamente em que situação se encontra".

Após este primeiro passo será preciso separar as dívidas caras, como cartão de crédito, cheque especial e empréstimos em financeiras.

"Pagar estas dívidas é a primeira coisa que todos devem fazer", ressalta Gueratto.

Após pagar as dívidas com juros altos, é preciso estipular quem são as pessoas que devem ganhar presentes de natal e estipular o valor que gastará com cada um. Compras via internet podem ajudar a economizar, pois o vendedor online não paga custos da loja física e além disso o seu concorrente está a um click de distância.

"O fato de ter anotado o preço máximo que está disposto a gastar ajuda a frear a compra por impulso".

Além disso, no começo do ano tem diversas despesas, como IPVA, IPTU, matrícula e material escolar, entre outras. O dinheiro para quitar cada uma delas também deve ser separado.

Com as dívidas pagas e o dinheiro das despesas de começo de ano separado é hora de investir.

"Quem não tem qualquer conhecimento financeiro, deve procurar informação na internet e abrir um cadastro em uma corretora de valores e começar por ativos com liquidez e baixo risco, como tesouro direto, por exemplo. Os CDBs de bancos de médio porte também precisam ser considerados, já que remuneram melhor do que um grande banco e até R$ 250 mil tem garantia do FGC, ou seja, o investidor não corre risco. Porém, como o risco é sempre proporcional ao retorno e o Brasil apresenta boas perspectivas de retomada econômica, investimento em bolsa de valores deve ser analisado. Para cada pessoa o percentual investido em renda variável é diferente. Para quem não sabe qual ação de empresa comprar, existem os fundos de investimento que podem ser uma excelente alternativa. Buscar por gestores com bom histórico de rentabilidade, apesar de não garantir rentabilidade futura, é um bom indicativo. Fundos de ações que investem em outros fundos de ações também ajudam muito na diversificação e redução do risco. O ideal é sempre ter um especialista de confiança para auxiliar", finaliza Fabrizio Gueratto.

Gueratto Press



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