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Dólar R$ 3,20 – 8 Benefícios para todos os brasileiros

01 FEV, 2019 / POR: GUERATTO PRESS

“O mundo está olhando para o Brasil novamente e isso atrai muito fluxo cambial estrangeiro para o país”, diz Fernando Bergallo, Diretor de Câmbio

A moeda americana chegou a bater R$ 4,19 em setembro de 2018 em meio as incertezas políticas. Porém, após o aumento da probabilidade de o candidato de extrema direita ser eleito e posterior concretização o dólar começou a esboças a sua tendência de queda. Hoje, a cotação já está próxima de R$ 3,70 e o indicativo de que a baixa deve permanecer contamina todos os economistas, até mesmo os mais pessimistas. Para o Diretor de Câmbio da FB Capital, Fernando Bergallo, com a aprovação da reforma da previdência e demais medidas de corte de gastos e impulsionamento da economia, é bem provável que a cotação alcance R$ 3,20 até dezembro. “O mundo está olhando para o Brasil novamente como a bola da vez e isso atrai muito fluxo cambial estrangeiro para o país”, explica.

O especialista listou 8 pontos positivos para os brasileiros com o dólar próximo de R$ 3,00.

1 – Inflação: Embora a inflação esteja no controle e na sua mínima histórica, diversos insumos são importados, como o trigo que faz o pão francês e abastece a mesa do café da manhã dos brasileiros. A queda da moeda americana baratearia estes produtos e provocaria uma deflação em determinados itens e impactaria o IPCA.

2 – Combustível: A nova política de preços adotada pela Petrobras acompanha o dólar e o barril de petróleo, ou seja, quando estes sobem, o valor na bomba de combustível, também. Com a queda do dólar, como já vem ocorrendo, é automática a redução do preço da gasolina, álcool e óleo diesel. Mesmo para quem não tem carro, isso segura o valor da passagem do transporte público ou faz com que o aumento seja menor.

3 – Viagens Internacionais: O transporte aéreo se popularizou nos últimos 10 anos. Muitas pessoas que só viajavam de ônibus hoje utilizam o avião para visitar a família em outro estado, por exemplo. Com as redes sociais muitas pessoas que não tinham o hábito de viajar se inspiraram nos amigos e passaram a gastar com este item de entretenimento. Países da América do Sul, como Argentina e Chile acabam sendo mais procurados por apresentarem valores menores. O sonho de conhecer os Estados Unidos também está mais próximo do brasileiro. Com a queda do dólar todas estas viagens internacionais ficam mais baratas.

4 – Competitividade das empresas: É muito fácil exportar com o dólar a R$ 4,00. Porém, com a moeda a R$ 3,00 fica um pouco mais complicado. Isso obriga a indústria a sair da zona de conforto e investir em tecnologia e inovação, principalmente para agregar valor ao seu produto. Competir com o mercado asiático com um item similar ao que eles produzem fica muito difícil. Entretanto, se o produto brasileiro tiver um diferencial competitivo, como o design, por exemplo, é possível cobrar mais caro.

5 – Intercâmbio: É fato que o sistema educacional dos países de primeiro mundo está muito na frente do brasileiro. Além disso, a estrutura de país e organização, também. O intercâmbio estudantil é sem dúvida alguma um dos pilares de transformação social, tanto que alguns governos estaduais, tem enviado alunos de diversas classes sociais para localidades como Estados Unidos e Canadá. Com o dólar mais baixo, mais pessoas tem acesso.

6 – Taxa de juros: Com a inflação mais baixa o governo tem ainda mais margem para reduzir a taxa de juros. Com isso aumenta o crédito e acelera a economia. O impacto é imediato na geração de empregos, impostos e aumento do poder de compra do brasileiro.

7 – Importados: Hoje tanto quem está no Brasil tem dificuldades de comprar um item importado. Um perfume que custa US$ 100,00 se transforma em R$ 500,00 com os impostos e custos de importação. Mesmo quem viaja para fora do país não observa grandes diferenças de preços. Um iphone no Brasil é cerca de 15% mais barato do que nos EUA. Um desconto muito pequeno. A queda da moeda americana facilitaria o acesso do brasileiro a itens importados.

8 – Investimentos no setor produtivo: A maioria das máquinas de primeira linha de qualquer setor são importadas de países como Alemanha, Japão, EUA e China. Com o dólar nas alturas o empresário adia o investimento, em razão do risco elevado do retorno do capital.

Gueratto Press



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