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Quatro investimentos para ganhar mais que a poupança em 2017

26 DEZ, 2016 / Jornalista Responsável: Grazieli Binkowski /

A queda na Taxa Básica de Juros (Selic) prevista para o próximo ano irá reduzir o volume de ganho da renda fixa, mas alguns produtos ainda poderão render valores expressivos acima da caderneta de poupança, protegendo com folga o patrimônio da inflação prevista.

A previsão do mercado financeiro é que a Selic feche o próximo ano em 10,5% ao ano, e o IPCA (o índice oficial de preços), em 4,9%. Ambas previsões estão no boletim Focus do Banco Central. Ou seja, nessas projeções, uma aplicação em CDB ou Tesouro que pague 100% de DI renderá, líquido, 5,6% ao final de 12 meses. Já a poupança, considerando a Taxa de Referência (TR) atual, fechará um período de 12 meses em 8,47%, ganho real de 3,57%.

"Com o recuo da taxa de Juros e a desaceleração da inflação, alguns investimentos tornam-se mais interessantes. Os títulos públicos, especialmente os pré-fixados, constituem uma primeira boa oportunidade para o investidor de pequeno ou médio portes", afirma Alexandre Wolwacz, sócio do Grupo L&S, grupo de empresas na área de investimentos. "Além disso, as debentures incentivadas, livres de Imposto de Renda (IR), também são outro investimento muito interessante para o ano que entra”, completa.

Com uma expectativa de arrefecimento na crise econômica e política, com eventual ponto final na recessão, algumas aplicações que ficaram congeladas nos últimos dois anos poderão voltar com mais força. Uma delas, na avaliação de Wolwacz, são os fundos imobiliários (FIIs). "Com a redução da taxa de juros, a ideia de fundos imobiliários começa a interessar novamente os investidores, bem como podemos observar um reaquecimento do mercado de imóveis, mas isto somente se os níveis de desemprego melhorarem, houver sinais de reaquecimento econômico mais vigorosos e diminuirmos nossa instabilidade política", condiciona.

O presidente da Abefin (Associação Brasileira de Educadores Financeiros), Reinaldo Domingos, afirma que, além do rendimento e dos riscos, o investidor precisa estar atento a outras regras que cercam as aplicações. "É importante investir o dinheiro em fundos como Tesouro Direto, Poupança, CDB, LCI e LCA pensando sempre na liquidez, ou seja, tendo a certeza de que poderá retirar o valor sem perder rendimentos no final do período de 12 meses", sugere. Outro conselho de educadores financeiros é comparar o rendimento líquido, já descontado IR e eventuais taxas de administração e custódia. Dessa forma, será mais certeira a escolha pela melhor aplicação.

Simulações para 2017:

POUPANÇA
Rendimento ao final de um ano: 8,47%
Dica: Indicada para quem saca com frequência o valor para cobrir déficits do mês. Isento de IR.

CDB pré-fixado (90% DI)
Rendimento ao final de um ano: 10,15%
Dica: Quanto maior o valor investido, mais alto o DI. Ganho não é tão afetado para saques antes do vencimento.

LCI/LCA (85% DI)
Rendimento ao final do ano: 11,58%
Rende mais que CDB para quem aplica grandes valores (acima de R$ 100 mil). Tem menor liquidez.

TESOURO LTN (Selic, pré-fixado)
Rendimento ao final de um ano: 11,83%
Rendimento é igual para quem aplica valores altos ou baixos. As taxas envolvidas são mínimas.

FUNDO DI (Taxa adm 1,5% a.a)
Rendimento ao final de um ano: 10,52%
Taxas são menores para quem tem mais dinheiro. Não são cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito.