Investidor em dúvida

Arrojado, moderado ou conservador? Veja a melhor dica de aplicação para seu perfil

05 DEZ, 2018 / RESPONSÁVEL: GRAZIELI BINKOWSKI

Chegando o final de ano e a proximidade das férias, os investidores só querem a tranquilidade de deixar o dinheiro bem aplicado para curtir a sombra e água fresca em uma praia paradisíaca. Para aumentar as chances de fazer o melhor negócio e evitar apreensão nos dias de descanso, analistas indicam as aplicações ideais para quem tem perfil conservador, moderado e arrojado. Confira:

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Perfil conservador

Quem busca aplicações com baixo risco, mas quer escapar da velha e pouco rentável Caderneta de Poupança, pode ter melhor sorte na renda fixa que remunere percentuais altos da Taxa Selic ou que acompanhe a inflação. A sugestão do consultor financeiro André Bona é que investidores levem em conta o juro real (já descontado inflação e eventuais taxas) ao analisarem aplicações como CDBs, Fundos de Renda Fixa, Letras e Títulos do Tesouro. Bona afirma que o mais importante na renda fixa, com a atual Selic em 6,5% ao ano, é que a rentabilidade seja igual ou maior de100% do CDI.

"Se for assim, a aplicação da renda fixa se torna bem interessante para o investidor conservador", reforça.

Com a perspectiva de alta na Selic no médio prazo, a dica é buscar títulos pós-fixados, que remuneram conforme o índice futuro.

Perfil moderado

Os fundos imobiliários têm voltado com força no mercado brasileiro, junto com a recuperação da economia, em particular do setor de construção civil. Nestes fundos, um grupo de pessoas investe de forma conjunta em imóveis, principalmente em negociações na bolsa de valores. A vantagem é poder comprar, de forma compartilhada, ativos que, sozinho, o investidor não teria condições de obter, como shopping centers, prédios comerciais e galpões industriais. Por outro lado, há os riscos de mercado (como o imóvel ficar vazio) e liquidez (quando o mercado secundário é escasso de compradores), por exemplo.

"Os fundos imobiliários são um bom instrumento para pessoa física, pois não é um investimento arrojado como investir em ações, mas também não é extremamente conservador", avalia Thiago Figueiredo, gestor da Horus GGR.
Perfil arrojado

O ano de 2018 foi gratificante para boa parte dos investidores arrojados: com alta oscilação no câmbio, em commodities e na Bolsa, foram abertas boas oportunidades para lucrar. Quem está de olho no médio e longo prazos e tem mais apetite por risco poderá olhar com atenção para fundos multimercado e de ações, sugere Francis Wagner, CEO do serviço Renda Fixa, que compara diferentes tipos de aplicações. Thiago Villela, diretor da Órama, vai adiante: sugere aplicações em Certificado de Operações Estruturadas (COEs), que envolve características de renda fixa e variável. Estes títulos têm em sua estrutura operações com derivativos, câmbio, ações e títulos públicos, por exemplo. Mas o risco é a dificuldade em projetar o retorno e a impossibilidade, em muitos casos, de fazer a venda antecipada.

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Autor

Grazieli Binkowski

Jornalista.

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