| |
 |
|
Índice |
|
Setor Telecomunicações |
|
|
|
O setor de telefonia cresceu, mas os resultados ainda são
tímidos diante do que o setor pode obter. Segundo o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de
domicílios com telefone fixo ou celular no País evoluiu de
19,8% para 65,4% entre 1993 e 2004. As regiões Sul, Sudeste e
Centro-Oeste do Brasil lideram a concentração de aparelhos,
conforme o estudo divulgado em 25 de novembro do ano passado.
Já a quantidade de residências com computadores com acesso a
internet ampliou de 8,6% para 12,2% entre 2001 e 2004.
O tímido desempenho vai ao encontro das informações do Atlas
Brasileiro de Telecomunicações 2006. Seu levantamento revela
que internet banda larga, TV a cabo e demais serviços digitais
não contemplam uma significativa parcela da população do País:
43% do território nacional, ou 2.427 municípios estão sem
cobertura das empresas do setor. O Atlas cruza informações da
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), operadoras e
dados sócio-econômicos para montar um panorama da cobertura
dos serviços do setor no País. A análise considera todos os
municípios do Brasil com mais de 24 mil habitantes, ou seja,
cerca de 80% da população nacional.
O cenário apresentado demonstra um significativo potencial de
crescimento para os próximos anos em relação aos serviços
digitais. No segmento de telefonia fixa, porém, apontou uma
leve retração. É que o número de linhas instaladas por 100
habitantes, chamado de teledensidade, caiu de 29,7 em 2004
para 28,72 ao final de 2005. Além disso, mudanças promovidas
pela Anatel nas normas do segmento começam a vigorar a partir
de março e inauguram uma série de incertezas. Uma delas é a
alteração da cobrança de pulsos por minutos e reajuste de
tarifas determinado pelo Índice do Setor de Telecomunicações
(IST) em vez do Índice Geral de Preços – Disponibilidade
Interna (IGP-DI), que sofre influência do dólar.
O IST é composto por uma cesta de índices com predominância do
IPCA (46,27%). Anatel também autorizou as operadoras a fazer
reajustes de 5% acima da inflação. Por outro lado, há o medo
das empresas quanto ao Acesso Individual Classe Especial
(Aice). Trata-se de uma espécie de telefone pré-pago com
tarifa mensal de R$ 16,32 sem impostos. Dependendo da adesão
da população, é apontado como fator de risco para o equilíbrio
financeiro das corporações.
O serviço deve chegar às cidades com mais de 500 mil
habitantes até junho. Para os municípios com até 300 mil
habitantes o prazo termina no próximo dia 31 de dezembro e
para os com até 100 mil habitantes em 30 de junho de 2007. O
consumidor que quiser fazer a troca terá que pagar uma taxa,
de aproximadamente, R$ 80,00.
|
|
|
|
Patrimônio líquido (R$ milhares) |
|
|
2T05 |
3T05 |
Variação (%) |
|
Brsil T. Participações |
5.742.702 |
5.721.930 |
-0,36 |
|
Embratel |
6.486.538 |
6.540.960 |
0,84 |
|
Telemar |
10.360.832 |
10.553.497 |
1,87 |
|
Tele Leste Cel. |
340.441 |
320.030 |
-6 |
|
Telesp Cel. |
10.697.442 |
9.817.517 |
-8,23 |
|
Tim Participações |
2.610.658 |
2.725.741 |
4,41 |
|
Fonte: Bovespa |
|
|
|
|
|
|
Site Bovespa |
|
voltar ao topo |
|
|
-
Analista da Fator Corretora de Valores
Jacqueline Cagi
Basicamente, o desempenho das ações do setor de
telecomunicações decepcionou no ano passado em relação aos
principais índices de mercado. A exceção foram os papéis
da Tim Participações, no segmento de telefonia móvel.
Neste segmento as companhias sofreram com a combinação de
crescimento acelerado e acirrada competição, que acabou
por elevar a necessidade de subsídios e promoções e,
conseqüentemente, prejudicou o desempenho operacional das
mesmas. Na telefonia fixa, a fraca performance foi
conseqüência de velhos fantasmas que voltaram a
“assombrar” as companhias nos fronts político e
regulatório. Esses fatores acabaram por inibir os
resultados positivos de crescimento das receitas
alcançados por meio de reajustes tarifários e alta dos
preços de serviços adicionais - como a banda larga.
Nossa recomendação do setor é cautelosa e aconselhamos
exposição às ações abaixo da participação da atividade no
índice Ibovespa (telefonia fixa: marketweight; telefonia
móvel: underweigtht). Acreditamos que os velhos problemas
do passado recente voltarão a incomodar. Além disto, há o
risco da continuidade dos movimentos de consolidação e a
falta de previsibilidade sobre eventuais grupos/empresas
por conta de reestruturações societárias, impacto de novas
regras e possibilidade de mudança de controle do que seus
respectivos fundamentos.
Para telefonia fixa, o ano de 2006 será o primeiro sob a
vigência das novas regras oriundas da renovação dos
contratos de concessão e acreditamos que o efeito da nova
regulamentação será de neutro a ligeiramente negativo para
as operadoras. Além disto, ainda há espaço para
crescimento das receitas, sobretudo através dos serviços
de valor agregado (banda larga). Por outro lado, não
esperamos alta do número de linhas em serviços e o tráfego
local continuará a migrar gradualmente da rede fixa para a
móvel (mas sem causar grandes impactos negativos em 2006).
Já na telefonia móvel o crescimento do número de
assinantes continuará por mais alguns trimestres, na
medida em que a base móvel brasileira se aproxime dos 100
milhões de usuários, o que deverá ocorrer até o final
deste ano. Este número seria o “tamanho limite” do mercado
móvel do País em razão da renda da população.
Entre os papéis recomendados nossa aposta é a Telemar
Norte Leste (TMAR5), Telesp (TLPP4) e Embratel (EBTP4). A
primeira é a empresa mais integrada do setor e isso se
mostrará como vantagem competitiva no futuro. A segunda
deve continuar com a estratégia de fortalecer os negócios
já existentes e seguirá apresentando resultados robustos e
distribuindo bons dividendos. Na telefonia móvel,
recomendamos compra para a TIM Participações, pois esta
deverá continuar a manter a boa performance nos próximos
trimestres e é uma exceção em termos de desempenho no
setor.
- Daniel Lemos
Analista da Socopa Corretora de Valores
Para o segmento de telefonia celular a expectativa é de
uma melhora na rentabilidade das ações das companhias de
capital aberto, revertendo a queda dos papéis observadas
ao longo de 2004 e 2005. Para 2006 a previsão é de que as
empresas se concentrem na fidelização de seus clientes
deixando de lado um pouco da guerra de tarifas como forma
de atrair novos consumidores. Parece contraditório, mas
quanto mais às corporações cresciam menores eram suas
rentabilidades.
A Telemig Celular é uma das empresas do segmento com
recomendação de compra de ações. O potencial de
valorização dos papéis, ao longo deste ano, é da ordem de
29,30% e preço alvo de R$ 6,91. Por conta da
reestruturação societária das holdings que integram o
Grupo Vivo - Telesp Cel. Part. (TCP), Tele Centro Oeste
Cel. Part. (TCO), Cel. CRT Part. (CRTP), Tele Sudeste Cel.
Part. (TSEP) e Tele Leste Cel. Part. (TLCP) –, anunciada
no início de dezembro do ano passado, também é outro fator
que promete alterar o mercado. A previsão é de que o
processo de mudança seja encerrado até o final de março
próximo. O Grupo Vivo possui atualmente a maior fatia do
Serviço Móvel Pessoal (SMP), cerca de 35,40%, em dados de
novembro passado.
Quanto ao segmento de telefonia fixa 2005 foi sem grandes
novidades. O crescimento das empresas foi baixo com
exceção para as que operam com banda larga. Por conta do
Aice não é possível avaliar muito bem as perspectivas para
2006. As incertezas são grandes. Vale destacar, porém, que
apesar da grande interferência do governo Federal, as
mudanças promovidas pela Anatel darão um novo rumo a
atividade. Entre as ações recomendadas para retorno de
dividendos em longo prazo estão a Telemar On e a Telemig.
voltar ao topo |
|
Equipe Técnica Acionista.com.br
por Larissa Mamouna
Editado por Ana
Borges
30/01/06
|
Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
Advertência: As informações
econômico financeiras apresentadas no Acionista.com.br são extraídas
de fontes de domínio público, consideradas confiáveis. Entretanto,
estas informações estão sujeitas a imprecisões e erros pelos quais
não nos responsabilizamos.
As opiniões de analistas, assim como os dados e informações de
empresas aqui publicadas são de responsabilidade única de seus
autores e suas fontes.
O objetivo deste portal é suprir o mercado e seus clientes de dados
e informações bem como conteúdos sobre mercado financeiro, acionário
e de empresas. As decisões sobre investimentos são pessoais, não
podendo ser imputado ao acionista.com.br nenhuma responsabilização
por prejuízos que eventualmente investidores ou internautas, venham
a sofrer.
O acionista.com.br procura identificar e divulgar endereços na
Internet voltados ao mercado de informação, visando manter informado
seus usuários mais exigentes com uma seleção criteriosa de endereços
eletrônicos. Essa divulgação é de forma única, e os domínios
divulgados são direcionados a todos os internautas por serem de
domínio público. Contudo, enfatizamos que não oferecemos nenhuma
garantia a sua integralidade e exatidão, não gerando portanto
qualquer feito legal.
. |
|