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Setor Saúde |
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29 de julho de 2009
O setor se mostrou resistente à crise mundial. No ano passado, o mercado esperava que a adesão a planos de saúde diminuísse. Não foi isso que aconteceu, conforme os dados mais recentes divulgados pela ANS. De dezembro de 2008 a março deste ano, o número de beneficiários cresceu 0,3%, totalizando 41,4 milhões. Desde o início da crise, em setembro do ano passado, os clientes aumentaram em 600 mil ou 0,5%. O mercado de planos odontológicos cresce mais rápido ainda. Em parte porque tem uma penetração menor que os planos de saúde (22%). Nos últimos seis anos, este segmento tem se expandido em média 18%.
O processo de verticalização, ou seja, a aquisição de serviços aos quais os planos dão cobertura, como atendimento em hospitais e clínicas, principalmente através das operadoras de planos médico-hospitalares, como Amil, Medial Saúde, é um dos meios pelo qual o setor vem consolidando e crescendo. Saber fazer a aquisição certa e tirar proveito das aquisições pode apontar os melhores players. Na opinião do analista do Santander, Daniel Gewehr, a Medial é o grande case de verticalização no Brasil, cerca de 50% dos seus custos são relacionados a ele. Ainda assim, para ele é a Amil, que tem 25% dos seus custos verticalizados, que parece ter os resultados mais proveitosos com o processo, na visão do analista. A Amil, por exemplo, prioriza a verticalização de atendimentos crônicos, como por exemplo, para aqueles pacientes que tratam a diabetes.
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Empresas / R$ mm |
PL 1tr08 |
PL 1tr09 |
LL 1tr08 |
LL 1tr09 |
ROE 1tr09 (%)
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Amil |
1.198,6 |
1.240,500 |
78,525 |
55,454 |
4,47 |
| Cremer |
331,693 |
321,352 |
8,597 |
10,173 |
3,16 |
| Dasa |
510,633 |
512,683 |
3,8597 |
10,173 |
1,98 |
| Drogasil |
- |
364,988 |
9,551 |
13,856 |
3,79 |
| Medial Saúde |
549,000 |
529,000 |
39,800 |
6,200 |
1,17 |
| Odontoprev |
243,254 |
256,927 |
15,755 |
15,508 |
6,03 |
Profarma |
545,956 |
472,803 |
9,369 |
6,738 |
1,42 |
Tempo |
473,930 |
297,940 |
7,726 |
7,388 |
2,47 |
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Fonte: Bovespa/ ROE (Retorno sobre Patrimônio – Lucro Líquido consolidado sobre o Patrimônio Líquido consolidado)/ calculado pelo Acionista.com.br. |
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Os papéis não oscilaram tanto como o mercado, inclusive devido a sua menor liquidez. Também por isso, ele não é um investimento de curto prazo. As ações vão dando retorno ao longo do tempo, porque são muito suscetíveis à economia. Em 2009, estão com as cotações positivas. Apenas a DASA, empresa em diagnósticos, ultrapassou o Ibovespa no primeiro semestre, pois fechou com variação de 53,03, de acordo com números do Acionista.com.br, que não inclui dividendos pagos.
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Daniel Gewehr - Analista Santander
Boa parte do bom desempenho do setor de saúde, especialmente, das operadoras de planos de saúde, está relacionada à economia brasileira. O desemprego é um indicador que influencia muito o segmento, e se esperava um desemprego maior, que ultrapassasse os 10%. Não foi isso o que aconteceu, e o nível de emprego formal surpreendeu. Em junho ele caiu de 8,8% no mês anterior para 8,1%. Isso beneficiando o setor de saúde, muito porque os planos corporativos dominam ainda o mercado brasileiro, totalizando 72,5%. Esperamos que o número de clientes dos planos de saúde aumente 1,5% em relação a 2008 até o final deste ano. Quanto aos clientes de planos odontológicos, a perspectiva é que cresçam em 8,9%, ultrapassando os 11,300 milhões.
Para frente o que esperamos é a continuação da consolidação do segmento, já que os custos médicos estão crescendo. Nos últimos doze meses, o número de operadoras de saúde reduziu em 5,7%, totalizando 1259 em março deste ano. Além disso, a ANS está ficando mais exigente. Planos podem ser cadastrados somente uma vez ao ano, os contratos podem ser cancelados em 12 meses. Ou seja, as companhias vão ter que aprender a precificar bem seus projetos, produtos e aquisições.
Recomendação: Nossas preferidas são Amil e Odontoprev, nesta ordem. A Amil é a maior empresa de planos de saúde do Brasil. Tem cerca de 3.100 milhões de clientes, e 6,4% do marketshare. Também tem múltiplos atraentes. Nosso target price é de R$ 15,00 para final de 2010. Seu PL é de 10,9% e o EV/Ebitda de 5,4% para o final de 2010. Outro atrativo é o seu caixa de 1,1 bilhão, cerca de R$ 750 milhões são ainda do seu IPO. A Odontoprev está apresentando múltiplos cada vez menores, como o PL de 9,6 e EV/Ebitda de 5,8 para 2010, além de ser uma boa pagadora de dividendos. Ela está com dividend yield de 8% para 2009. Tem pago praticamente todo o seu lucro líquido em dividendos. A explicação é que tem um capex muito pequeno, cerca de R$ 5 milhões ao ano, investido basicamente em tecnologia. Nosso preço-alvo para final de 2010 é de R$ 43,00. Para a DASA temos recomendação de HOLD (manutenção). É o grande player em diagnóstico no Brasil. Além disso, o negócio de diagnóstico é o melhor do setor na nossa visão, pois a tendência é das pessoas cada vez mais utilizarem esses serviços. Em 2002, cada brasileiro fazia seis diagnósticos por ano, em 2008, a média foi de oito. Para a Medial Saúde, nosso target price é de R$ 14,00 para o final de 2010. Esperamos que os resultados referentes ao segundo trimestre da Medial não serão bons.
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Simone Escudero - Coordenadora de Projetos da ALL Consulting
A verticalização é um processo recente e tem muito espaço ainda. O fato das operadoras de planos de saúde terem laboratórios próprios diminuiu os seus custos, e isso reflete no índice de sinistralidade (Indica o percentual entre o total de custos (sinistro) incorridos no atendimento aos beneficiários e a diferença entre as contraprestações líquidas do plano) , particularmente, em carteiras e linhas de produto que o processo de verticalização existe. A Medial Saúde é um exemplo, e uma empresa que adquire hospitais porque é vantajoso para ela que o seus cliente de plano de saúde use sua rede própria, pois acaba reduzindo os custos das suas carteiras de clientes.
A expansão da rede e das linhas de produtos das empresas são outras ações que reduzem a sinistralidade em determinados serviços, o que se faz necessário cada vez mais. A todo o momento a ANS impõe novos procedimentos que as operadoras devem incluir entre os serviços cobertos, e isso também contribuiu para o aumento da sinistralidade. Portanto, somente através da administração dos planos, a operadora não consegue ser competitiva. Neste sentido, a verticalização é um processo importante, principalmente, no médio prazo. No entanto, em longo prazo, acredito que ela até pode criar outras concorrentes para os maiores players. A partir do momento que uma operadora compra mais hospitais, ela passa o paciente de uma instituição para outra, talvez mais acessível para ele, e acaba, por isso, transferindo também a receita. Porém, tudo isso proporciona uma melhor concorrência e beneficia o usuário, que também tem o direito da portabilidade entre os planos.
Recomendação: não fazem.
Saiba mais sobre a venda de medicamentos no varejo no link do Acionista.com.br.
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher
Binkowski
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
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compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
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no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
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