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Índice |
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Setor Siderúrgico |
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A expectativa que se tinha por um desempenho melhor do setor
siderúrgico no primeiro semestre de 2006 em relação ao ano anterior se
cumpriu. A liberação de estoques, que motivaram a concessão de
descontos nas vendas das companhias em 2005, refletirá num possível
acréscimo no preço dos produtos e na redução dos abatimentos dos
preços dado aos compradores desde 2005.
A queda de 9,1% na produção nacional neste semestre em relação ao
mesmo período do ano passado não traduz um desempenho negativo das
siderúrgicas. O total de 14,5 milhões de toneladas de aço bruto
produzidas neste semestre é inferior à produção do ano passado porque
as vendas do primeiro semestre foram decorrentes do estoque
remanescente de 2005. O consumo no mercado interno, porém, não deve
reverter o percentual de queda do ano passado em relação a 2004, que
foi de 7%. Em 2006, a demanda por aço no mercado interno deve ser de
5% a mais do que em 2005. As eleições nacionais contribuem para um
desempenho melhor do setor e da economia como um todo.
O Brasil é considerado um player respeitável no mercado internacional
siderúrgico. Ocupa a 9ª posição em volume de produção. Mesmo assim,
apresenta um cenário controverso. O País tem Companhias como a Gerdau
– uma das 500 maiores do mundo e considerada uma das 22 empresas World
Class, junto com a CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão) e a CSN
(Companhia Siderúrgica Nacional). Porém, mesmo com destaque
internacional, as empresas nacionais produzem menos de 10% da média do
aço bruto produzido pelas siderúrgicas chinesas. O montante produzido
no mês de junho ficou em 2,4 milhões de toneladas no Brasil. Na china,
este setor colocou no mercado 33,6 milhões de toneladas no mesmo
período.
Apesar das diferenças nos percentuais, o desempenho chinês ainda não
causou o impacto temido. Por isso, a atenção a esse país deve
continuar. A China pretende elevar a produção anual de aço de 330
milhões para 400 milhões de tonelada. Isso significa que o país vai
abarcar mais do que os atuais 35% - ou mais de um terço - do total do
que a indústria siderúrgica produz hoje no mundo. Além disso, é
esperado que a demanda anual pelo produto cresça mais do que os atuais
10% anunciados para este e para o próximo ano. Em 2008, em razão da
realização das Olimpíadas na China, o setor de infra-estrutura deve
demandar ainda mais produtos siderúrgicos.
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Patrimônio Líquido em R$
milhões |
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2005 |
2006 |
Variação % |
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Acesita |
1.699.764
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2.451.939
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44,3 |
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Arcelor* |
4.603.943 |
11.898.544 |
158,4 |
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CSN |
7.279.120
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6.271.537
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(13,8) |
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Gerdau |
6.768.672 |
8.731.467 |
29,0 |
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Usiminas |
9.097.183
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6.950.802
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(23,6) |
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Fontes:Sites da Bovespa e empresas.
*A CST pertence à Arcelor e a Caemi é controlada integral da CVRD desde
março de 2006. |
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- Matias Dieterich –
analista de mercado da Solidus Corretora de Câmbio e
Valores
Esperava-se que, de uma forma geral, o desempenho
do setor fosse melhor no primeiro semestre de 2006 do
que foi em 2005, quando o setor de aços longos foi o
mais prejudicado. O preço do aço esteve em um patamar
razoável nesse primeiro semestre, e deve continuar. Há
expectativa de aumento dos preços da CSN e da Usiminas
para o mercado interno.
A demanda por aço deve continuar aquecida em mercados
importantes como nos Estados Unidos. O aumento da
necessidade pelos produtos siderúrgicos e da produção
deve continuar acentuado nas empresas chinesas. Porém,
por enquanto, isso não impactou e não deve alterar o
mercado de outras companhias. Atualmente, existe uma
questão, ainda não muito clara e nada resolvida, que é
uma possível alteração em níveis de tributação da
indústria siderúrgica na China.
A Índia tem produção e mercado em ascendência. Mas sua
produção é pequena em relação à China. No mês de junho
deste ano, a Índia produziu 3.3 milhões de toneladas,
a China 33.6 milhões de toneladas, e o Brasil, cerca
de 2.4 milhões.
Recomendação: A Gerdau é atrativa para compra. Ainda
recomendo os papéis da Usiminas para investimento.
- Kelly Trentin – analista de mercado da SLW
Corretora de Valores e Câmbio
A expectativa que se tinha para o primeiro
semestre de 2006 cumpriu-se. Esperávamos uma
recuperação do setor em relação ao ano passado. No
segundo trimestre de 2005, as empresas passaram por um
aumento nos estoques, o que pressionou os preços para
baixo. Neste ano, o esperado era o reajuste desses
estoques. Com a regularização dos níveis nas
estocagens, as empresas conseguiram até reduzir alguns
descontos que estavam dando na venda, o que é o caso
da Usiminas e da CSN.
Para o Segundo semestre de 2006, o consumo de aço deve
aumentar no mercado interno, pois o Produto Interno
Bruto dever ter um aumento considerável neste ano – em
relação ao histórico brasileiro. Deve alcançar o
patamar de 3,5%. Quando se espera um crescimento do
percentual do PIB, se deve saber que o consumo do aço
também será maior.
Em relação ao mercado externo, esperamos uma
desaceleração mais forte. Mas, por enquanto, os níveis
dos preços devem permanecer estáveis nos EUA e na
União Européia. Na precificação do aço, a China é um
caso a parte, pois os seus preços do mercado interno
não são referência para o mercado internacional.
O aumento de produção da China não é preocupante, pelo
contrário. É um país que tem se beneficiado com o
desenvolvimento mundial dos setores de siderurgia e de
mineração. Por essa razão, também representa negócios
que sustentam os mercados de outros países. Além
disso, a China tem um mercado siderúrgico diferente
dos outros países, mais fragmentado. Essa
característica contribui para que a atividade continue
forte.
Recomendação: A Gerdau e a CSN são boas opções para
investimentos. A Gerdau, no setor de aços planos, é
uma das Companhias que tem potencial de crescimento.
Está expandindo seus negócios para outros países. Da
CSN podemos esperar novidades para os próximos anos,
além da expansão da capacidade produtiva e das
relações comerciais para o mercado externo.
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Equipe Técnica Acionista.com.br
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher
Binkowski
28/07/06
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
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publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
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vinculado, se for o caso;
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por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
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patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
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qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
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compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
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no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
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