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Setor Concessão Rodoviária : Novas receitas
28 de junho de 2010
Desempenho
 
O desempenho das companhias continua sendo positivo devido ao aumento do tráfego de automóveis, que vem acompanhando o ritmo de crescimento da economia brasileira. Isso fica evidente não só nos resultados do primeiro trimestre das empresas, como no índice que mede a atividade do setor. Além disso, têm chamado a atenção do mercado, a atuação dessas empresas em diferentes vias, como a urbana, através de metrô, e a diversificação de ganhos de receitas. Com isso, elas devem acelerar ainda mais o potencial de expansão que apresenta o setor.

O índice ABCR, referente ao fluxo de veículos nas estradas pedagiadas, medido pela Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias em conjunto com a Tendências Consultoria Integrada, registrou alta de 1,9% no mês de maio em comparação com o mês anterior. Nos últimos doze meses (acumulado de junho de 2009 a maio de 2010 sobre o acumulado de junho de 2008 a maio de 2009), o fluxo total teve expansão de 4,7%.

Considerando essa mesma base de comparação, o fluxo de leves cresceu 5,2% e o de pesados avançou 3,2%. Especialmente em relação a estes veículos, o estímulo do escoamento das safras agrícolas deve ser levado em conta, principalmente, no Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, que também foi impactado pela retomada da produção industrial e, particularmente no Rio de Janeiro, a recuperação da produção de bens de capital impulsionaram o desempenho dos pesados, conforme o economista da Tendências, Bernardo Wjuniski.
                Mercado de Ações
 

De acordo com a equipe de análise da Senso Corretora, A OHL performa bem no ano, sobe 25,6% até 25.06. A CCR ainda está caindo 7,4% no acumulado do mesmo período. No entanto, a corretora acredita que ambos os papéis vão subir ao longo do ano, especialmente diante do potencial para o setor que traz a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no país. Também por isso, o Brasil ainda vai precisar de mais novos investimentos. Além das estradas, o metrô chama a atenção, entre eles.

 
Opinião do Mercado


Senso Corretora
Equipe de Análise

A corretora tem uma carteira voltada ao segmento de infraestrutura que é composta por cinco companhias. Três delas são do setor: CCR, Ecorodovias e OHL. Respectivamente, elas representam 20%,15% e 25% do portifólio. A rentabilidade da carteira no ano está relativamente bem, com 9,27% (até 21.06). O Ibovespa perde 2% no mesmo período.

A justificativa da carteira e das companhias é a relevância e o potencial do setor para o Brasil. O país ainda requer muito em infraestrutura. Temos a carteira há um bom tempo e ela continua sendo indicada para longo prazo. A companhia que entrou recentemente foi a Ecorodovias. No ano, acumula uma variação positiva de 9,9% (até 21.06). Além de ser nova na bolsa, abriu capital em 2003* e este ano fez seu IPO no Novo Mercado, atua não só no setor de concessão, mas logística, e se beneficia muito do turismo das regiões Sul e Sudeste.

Recomendação: Seus preços-alvo para o final do ano são de R$50,00 para CCR, R$19,00* para Ecorodovias e R$51,60 para OHL. Isso representa uma valorização de, respectivamente, 34,59%, 26,45% e 29,03%.

Errata:
Conforme solicitação da Senso CCVM, o preço alvo da Ecorodovias no qual nosso preço alvo para dez/10 é R$ 12,00 e não R$ 19,00. E a Ecorodovias começou a negociar suas ações na bolsa no dia 1º de Abril de 2010 e não em 2003.

 

Magliano Corretora
Francisco Barbosa
Responsável pela área de pesquisa


A CCR tem tido um ótimo desempenho. No ano passado, entregou um retorno sobre o patrimônio líquido - PL (ROE – Lucro líquido sobre PL) de 40%, devido a um lucro líquido de R$635 milhões e um PL acima de R$1,5 bilhão. É uma taxa muito interessante e superior ao setor. Esse ano, a projeção de retorno é de 30%, já que a companhia fez colocações de ações no mercado e elevou seu patrimônio. A política de dividendos na prática tem sido a distribuição da quase totalidade do lucro líquido. Muitas vezes o pagamento chega a 90%. Isso se torna um problema, no momento de reinvestir no seu crescimento.

Um ponto positivo da empresa é que ela vem diversificando sua atuação. A partir deste ano, é sócia da Controlar, com 45% de participação. Essa empresa é responsável pela inspeção ambiental veicular na capital paulista. Além disso, a CCR está começando a operar a linha 4 do metrô de São Paulo, através da presença de 58% no capital da ViaQuatro. Outros negócios são os mecanismos “Sem Parar” e “Via Fácil” dos pedágios, que facilitam os serviços. Portanto, ela vem diversificando sua base de receitas, e tem apresentado uma rentabilidade muito boa.

Recomendação: CCR é a preferida do setor, devido à rentabilidade. No entanto, achamos que o preço do papel vem vindo muito alto nas projeções. Acreditamos que ela vai demorar a recuperar em bolsa.


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Indicadores
Empresa ► CCR Conc. Rio Teresopolis Ecorodovias Invepar OHL Triunfo
  Dados▼ CCRO3 CRTE5B ECOR3 IVPR4B OHLB3 TPIS3
Nível Gov. Corporativa NM MB NM MB NM NM
PL 1tr09 R$ MM 1734,36 64,47 635,40 875,70 817,84 704,67
PL 1tr10 R$ MM 3012,81 54,95 630,62 943,66 1004,22 834,74
LL 1tr09 R$ MM 155,94 6,51 54,29 2,26 3,94 11,13
LL 1tr10 R$ MM 135,50 4,54 119,72 (13,84) 56,39 14,45
Variacao LL 1tr10(%) (13,11) (30,26) 120,51 (713,61) 1330,15 29,79
ROE 1tr10 (%) 4,50 8,26 18,98  NE 6,51 1,73
Índices Bovespa            
Ibovespa .. . ..- .
IBRX-50 . .
IBRX . .
IGC .. .. ... ...
Itag .. .. ...

...

ISE . . .
IVBX2 . . .
MLCX     .   . .
SMLL . ... .
ICON . . .
INDX . . .
IEE . . .
IMOB . . .
ITEL .
IFNC .

Informações Relevantes:
ROE - Retorno - lucro líquido sobre patrimônio líquido consolidados
Fonte:
Relatório das Empresas e Bovespa

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                Governança Corporativa
Empresas Periodicidade Dividendos/ano %Dividendo LL Tag Along (On) e (PN) Conselheiros Independentes
CCR Semestral

50%

100% Sim
Ecorodovias Anual 50% 100% Sim
OHL Anual 25% 100% Sim
Triunfo Anual 25% 100% Sim

Informações Relevantes:
Informações Relevantes:
A Concessionário Rio-Teresopolis e a Invepar estão listadas no Mercado de Balcão, no qual as companhias seguem regras diferenciadas.

Definição de Conselheiro Independente, de acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC): O Conselho da organização deve, preferencialmente, ter maioria de conselheiros independentes. O conselheiro independente se caracteriza por: Não ter qualquer vínculo com a organização, exceto eventual participação de capital; não ser acionista controlador, membro do grupo de controle, cônjuge ou parente até segundo grau destes, ou ser vinculado a organizações relacionadas ao acionista controlador;não ter sido empregado ou diretor da organização ou de alguma de suas subsidiárias; não estar fornecendo ou comprando, direta ou indiretamente, serviços ou produtos à organização;não ser funcionário ou diretor de entidade que esteja oferecendo serviços ou produtos à organização;não ser cônjuge ou parente até segundo grau de algum diretor ou gerente da organização;não receber outra remuneração da organização além dos honorários de conselheiro (dividendos oriundos de eventual participação no capital estão excluídos desta restrição)No Novo Mercado é obrigatório que 20% dos conselheiros sejam independentes.

Para as empresas que não especificamos o direito ou não de tag along para as ações preferenciais, significa que elas têm somente uma classe de ação.
As informações citadas acima são determinadas em estatuto e, no caso dos dois primeiros itens, podem ser feitos diferentemente na prática.
Fonte: site das companhias e BM&FBovespa (Tag Along)
 

  Acesse Cotações Cias participantes do Novo Mercado de Gov. Corporativa

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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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