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Setor
Petroquímico |
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27 de setembro de 2007
A nova fotografia do setor petroquímico está quase pronta. Os
participantes estão posicionados com o objetivo de incrementar os
negócios visando o mercado internacional. A Braskem continua como a
maior produtora de resinas termoplásticas¹ do Brasil e da
América Latina. Saíram de cena a Suzano Petroquímica (com futuro
fechamento de capital) e o Grupo Ipiranga, dividida em três, incluindo
a Copesul². A Petrobrás comprou os negócios petroquímicos da
Suzano, porque quer ter um parceiro no Complexo Petroquímico do Rio de
Janeiro (Comperj), que deve ser Unipar. A Braskem aumenta presença no
anunciado pólo do Sudeste, através de 60% na join venture com a
Petrobras em Paulínia (SP), que começa a funcionar em 2008, além da
participação com a Unipar na Petroflex, com fábricas no RS, RJ e
em Pernambuco.
A parte de refino da Ipiranga agregou valor à Braskem, com a
participação majoritária na Copesul (RS), e que vai resultar na
expansão do pólo do Sul. A Petrobras, já presente na Refinaria Alberto
Pasqualine (Refap), aumentou participação com os 40% da Copesul na
região.
Esses movimentos resultam em maior sinergia entre a 1ª e 2ª
geração da cadeia petroquímica brasileira. Isso significa maior
qualidade e capacidade para o refino de óleo pesado (que o Brasil é
auto-suficiente, mas que tem um aproveitamento inferior ao leve). Além
disso, representa oportunidades de redução de custos, porque diminui o
número de empresas participantes da gestão neste setor, além de
fortalecer as empresas na briga com os concorrentes estrangeiros. Por
todas essas razões, o mercado está vendo a intenção da Petrobras de
atuar de forma mais ativa na gestão desses negócios como positiva. A
empresa deixou claro que tem como um dos objetivos minimizar os ciclos
distintos entre as três etapas de produção e aumentar o rendimento da
cadeia petroquímica brasileira. Até
2011, a Petrobras vai
investir US$ 3,3 bilhões no setor petroquímico. O grande objetivo da
estatal é “mudar a rota do setor petroquímico brasileiro” e elevar as
companhias brasileiras à posição de players no mercado internacional,
começando pelo latino-americano, conforme afirmação do presidente da
Petrobras Sérgio Gabrielli durante ApimecRio. |
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PL/ R$
milhões |
1S06 |
1S07 |
Var% |
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Braskem (N1) |
4.504,17
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5844,28
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29,8
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Petrobras |
93.163,52 |
107278,91 |
15,2
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Petroflex |
332,40
|
445,99
|
34,2
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Petropar |
272,14
|
264,42
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(2,8) |
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Petroquímica União |
751,75
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892,00
|
18,7
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Suzano Petroq. (N2) |
937,49
|
1021,28
|
8,9
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Unipar (N1) |
1.104,85
|
1211,69
|
9,7
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Fonte: Bovespa |
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Os efeitos da alta
do barril do petróleo para níveis recordes nos últimos meses ainda não
foram totalmente sentidos no desempenho das petroquímicas no mercado
financeiro. Mas é certo que a volatilidade nos mercados deve
continuar, assim como a indefinição quanto à cotação que a
commodity vai encerrar o ano. O aumento do petróleo representa
elevação do custo para as petroquímicas, inclusive no curto prazo. O
repasse do preço da nafta às empresas brasileiras demora trinta dias,
mas a matéria-prima importada já está mais cara. A dúvida em relação
ao desempenho e aos resultados do último trimestre das petroquímicas é
se elas conseguirão repassar o aumento de custos aos clientes. Mas o
risco que esses reajustes de preços representam é amenizado por um
dólar desvalorizado e pela demanda interna aquecida. Isso contribui
para que as margens não terminem e comecem mais um ano pressionadas,
impactando também de forma negativa o desempenho dos papéis das
petroquímicas na Bovespa. |
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Nelson Rodrigues de Matos - Analista do Banco do
Brasil
O movimento de consolidação ainda não acabou. A última etapa
tem que ser finalizada, com o rearranjo das plantas do
Sudeste. A diferença nesta etapa é a intenção da
Petrobras de ser mais ativa na gestão dos negócios.
Isso é positivo para o setor petroquímico, porque a
companhia é uma participante de peso e vai valorizar
as matérias-primas nacionais frente à concorrência
estrangeira. Além disso, através dessas parcerias no
Brasil, a Petrobras vai obter matérias-primas com
maior facilidade, através da participação mais ativa
nas refinarias do Sul e do Sudeste. O que se questiona
em relação a essa participação é se, ao ser sócia de
várias empresas, a Petrobras poderia privilegiar
algumas delas durante negociações. Mas, apesar da
possibilidade, não vejo isso como um risco, porque os
contratos no setor são consistentes e de longo prazo
(cerca de 20 anos).
Recomendação:
COMPRA para Braskem, com preço-alvo de R$ 25,13 para
dezembro de 2008. |
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Júlio
Green Machado - Analista da Corretora Geral
Com o último passo da Petrobras - a compra da Suzano e a
idéia de tocar o projeto no Sul, através da
participação na Ipiranga - a consolidação do setor já
deu uma desenrolada. Os principais participantes já
estão definidos, e não foi surpresa. Mas existem
questões - que representam riscos - entre os
rearranjos nos preços das ações das empresas
envolvidas nas aquisições (Ipiranga, Copesul e Suzano
Petroquímica). Tem aspectos legais que não estão
definidos, mas que eu acredito que não devem mudar a
posição das petroquímicas no setor, assim como essa
fotografia do setor consolidado.
Recomendação:
Nenhuma específica do setor Petroquímico. Continuamos
com Petrobrás (PETR4) na carteira sugerida no mês de
setembro. Estamos com preço-alvo de R$ 61,64 para doze
meses (que foi revisado em outubro de 2006), e que
indica um up side de 12,38% para o período. |
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¹
Relatório Abiquim - Agosto/2007
²
Informe Corretora Geral – Operação Ipiranga/Copesul
160407_Matéria sobre Consolidação do Setor
Petroquímico |
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher
Binkowski
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
Advertência:
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econômico financeiras apresentadas no Acionista.com.br são extraídas
de fontes de domínio público, consideradas confiáveis. Entretanto,
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