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Índice |
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Setor Varejo |
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O incremento do consumo com a melhora da renda da população e
crescimento mais forte do PIB este ano remete a lucros maiores das
empresas do setor de varejo. Ajuda o movimento, o aumento do crédito
com as maiores facilidades de compra e da renda real impulsionaram o
crescimento do consumo da classe C e D, que representam
aproximadamente 60% da população gaúcha. “A estabilidade criou
confiança. O consumo desta parcela da população deve continuar forte”,
afirma o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre
(CDL), Vilson Noer.
A limitação para a continuidade do crescimento do consumo da classe C
é o nível de endividamento. “Os bancos estão limitando o crédito
porque a renda das pessoas comprometida com as prestações cresceu. De
forma que emprestar se tornou arriscado e requer o aumento das
provisões. O limite é o endividamento das famílias e não há dados
sobre em que nível se encontra”, explica o economista chefe do
Santander, André Loes.
Um dos problemas enfrentados pelo comércio é a falta de planejamento
do consumidor, que costuma se endividar com diversas prestações em
muitas lojas. “É uma tendência que vem sendo registrada nos últimos
anos. O crédito viabilizou a compra, mas a preocupação é com o aumento
da inadimplência”, destaca a diretora da Rohde & Carvalho Diagnóstico
e Pesquisa, Suzana Carvalho. Os dados da CDL mostram que a
inadimplência cresceu de 10% em 2003 para os atuais 13%.
Com crescimento das vendas, a Grazziotin vai abrir mais 20 lojas da
rede Por Menos este ano. A expansão será principalmente no Rio Grande
do Sul, mas também abrange o oeste de Santa Catarina e Paraná. Outros
estados, entretanto, não fazem parte dos planos da companhia. As ações
da Grazziotin tem baixa liquidez, mas a empresa é conhecida como uma
boa pagadora de dividendos.
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Neste ano, até o dia 26 de junho, as ações
ordinárias da Lojas Renner, acumulam alta de 48,52%. Já os papéis
preferenciais da Lojas Americanas registraram ganhos de quase 4%,
depois de subirem quase 80% em 2005. As ações ONs do Submarino
valorizaram apenas 4,73%. Já as PNs da Saraiva estão com alta de
17,71%. Já as ONs da Natura somam alta de 12,74%. Os dados são da
Consultoria Economática.
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Patrimônio Líquido
(R$ em mil) |
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1T06 |
4T05 |
Variação (%) |
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Grazziotin S.A. |
93.121 |
91.502 |
1,77 |
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Lojas Americanas S.A |
236.745 |
295.674 |
-19,93 |
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Pão de Açúcar |
4.312.544 |
4.252.372 |
1,41 |
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Saraiva |
167.103 |
132.955 |
25,68 |
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Submarino S.A. |
193.075 |
187.943 |
2,7 |
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Renner |
531.048 |
517.579 |
2,6 |
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Natura |
609.006 |
523.260 |
16,4 |
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Fonte: Bovespa |
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Ângelo Larozzi, analista de
investimentos da Corretora Souza Barros
O poder de consumo da população tem registrado melhora,
mas ainda encontra-se longe do ideal. Este é um setor
promissor. A Lojas Renner está com um crescimento
agressivo, com a abertura de lojas no Nordeste. O aumento
da renda também propicia o crescimento das vendas pela
internet, o que ajuda a Lojas Americanas e o Submarino. É
um segmento que tem apresentado crescimento ano a ano. Os
consumidores estão perdendo o medo de comprar via
internet. Além disso, as vendas on line não requerem
grandes investimentos e o retorno é maior. Recomendo
compra para Americanas, Submarino e Renner, nesta ordem.
Mauro Giorgi, analista da Geração Futuro
Corretora
As perspectivas para o setor são excelentes. Os juros são descendentes
e há o crescimento do crédito por parte dos bancos. No Brasil, existe
uma carência por crédito e quando este aumenta, o setor beneficiado é
o comércio. Isso gera retorno ao acionista. A renda da população
também registrou alta com destaque para a Região Nordeste, para onde a
Lojas Renner está fazendo sua expansão. A Riachuelo estava sozinha
nessa região. Também estou muito otimista com as vendas pela internet.
Nossa recomendação é para as ações da Guararapes (Riachuelo).
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Equipe Técnica Acionista.com.br
Elaborado
e editado pela jornalista Ana Borges
27/06/06
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
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