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Índice |
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Setor Transportes |
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O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal não
sinaliza mudanças para o setor de transportes na visão de analistas de
mercado. As concessionárias de rodovias e as empresas de transporte
ferroviário aguardam a aprovação das medidas para se posicionar em
relação à eficácia das medidas de redução dos juros nos financiamentos
do Bndes ou de ajustes fiscais. Anuncio esperado com urgência é do
inicio dos processos de licitações. Novas concessões darão
prosseguimento à privatização do setor - iniciada há uma década - e
oportunizarão a expansão das empresas.
Se ações governamentais não geram expectativas para o mercado, a falta
da participação efetiva do poder público também não altera as apostas
nas concessionárias. Portanto, não representam um fator de risco para
as companhias. A consolidação iminente do setor – através de
aquisições, a expansão para outros países e projeções macroeconômicas
positivas são fatores que colocam a Cia Concessões Rodoviárias (CCR),
a OHL, a América Latina Logística (ALL) e a MRS Logística (controlada,
principalmente, pela CRVD, Gerdau, Usiminas e CSN) como fortes players
nas carteiras de investimento de longo prazo.
Relatórios da Coinvalores e Merril Lynch apontam para o crescimento da
safra agrícola 2007 como propulsor dos ganhos da ALL, empresa que
recomendam compra dos papéis. De acordo com o IBGE, a produção de
cereais, leguminosas e oleaginosas (carga transportada pelas
ferrovias) deve ser 9,7% superior do que 2006, atingindo 127,9 milhões
de toneladas.
O aumento do tráfego nas rodovias é outro indicativo impulsionado por
resultados conjunturais positivos. A queda do IPCA (Índice de Preços
do Consumidor Amplo) e a redução das taxas de juros foram aspectos
relevados pela CCR durante teleconferência dos resultados do 4tr06. O
aumento das vendas de caminhões em 10% (na comparação com o mesmo
período de 2005) e o recorde no comércio de automóveis - 44 mil a mais
na comparação com doze meses - foram citados pela Companhia. O número
de tráfego de veículos pelas rodovias administradas pela CRR cresceu
5,6% no ano passado. Segundo o Departamento de Relações com Investidor
da OHL, o incremento do tráfego foi responsável pela expansão de 50%
no lucro líquido de 2006.
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PL R$
milhões |
3T05 |
3T06 |
Variação % |
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ALL* |
837,90 |
2.468,90 |
194,7 |
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CCR |
1.221.205,00 |
1.333.620,00 |
9,2
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OHL
Brasil |
107.193,00 |
119.230,00 |
11,2
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MRS |
842.113,00 |
1.020.154,00 |
21,1
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Fonte: Bovespa e site das empresas |
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*
Adquiriu a BrasilFerrovias |
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- Kelly Trentin - Corretora SLW
Companhias dos segmentos ferroviário e rodoviário,
respectivamente, ALL e CCR, são interessantes no médio
e longo prazo. No curto prazo, sofrem com notícias
relacionadas a indecisões no anúncio de licitações, e
com o possível decréscimo da TIR (Taxa de Retorno
Interno) das futuras concessões, que podem ter tarifas
de pedágios reduzidas em relação aos patamares atuais.
Em dois anos, essas companhias deverão estar
envolvidas com outros projetos, como licitações no
exterior. A CCR estuda operações no México, na América
Latina e EUA. Portanto, recomendados a COMPRA de ALL e
CCR para médio e longo prazo.
Mônica Araújo - Ativa Corretora
O aspecto relevante do setor é ver a capacidade que as
empresas têm de elevar e diversificar o portfólio de
negócios. As rodovias e ferrovias estão com papéis no
mercado financeiro bem precificados, em relação ao
portfólio atual. Portanto, não terão grandes upsides.
Há necessidade de incorporar novos ativos. Nesse
sentido, deve-se ficar atento aos processos de
aquisições.
Esperamos que processos de licitação sejam anunciados
neste ano. É algo que depende de vontade política, e
que já se desenrola desde o Governo de Fernando
Henrique Cardoso. Se eles não acontecerem em 2007, as
empresas não serão prejudicadas, desde que elas
consigam diversificar seus portfólios através de
outros negócios. A participação delas no exterior é
bem vista. Algumas companhias estão capacitadas e
experientes em negócios em outros países. Estamos
revisando recomendações.
Vanessa Ferraz - Itaú Corretora
No segmento ferroviário, o aumento do volume de cargas
transportadas verificado atualmente é relevante. Para
concessionárias rodoviárias como a CCR, é importante o
crescimento do PIB. Trabalhamos com 3,5% de incremento
em 2007, sendo que a expansão de veículos em
circulação pelas rodovias é cerca de 15% superior ao
crescimento do Produto Interno Bruto.
Recomenda-se MANUTENÇÃO para CCR e OHL. A CCR teve uma
extensão do prazo das suas concessões, o que deve
gerar maiores investimentos nos próximos anos. O que é
positivo. COMPRA para ALL. Apostamos nas sinergias,
melhorando o mix de produtos transportados, devido à
aquisição da Brasil Ferrovias. Além disso, a ALL
conseguirá cortar custos e elevar bastante os
rendimentos.
Investimentos previstos no PAC
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Setor |
2007 |
2008-2010 |
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Logística* |
R$ 13,4 bilhões |
R$ 44,9 bilhões |
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Rodovia |
R$ 8,086 milhões |
R$ 25,352 milhões
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Ferrovia |
R$ 1,666 milhões |
R$ 6,197 milhões
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*Rodovias, Ferrovias, Hidrovias, Transporte Urbano,
Saneamento e Habitação.
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Tipo de Investimento / Km |
Rodovia |
Ferrovia |
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Investimento Público |
42.090 |
2.110 |
|
Recuperação de vias |
32 |
- |
|
Adequação/Duplicação vias |
3.214 |
- |
|
Construção de vias |
6.876 |
- |
|
Investimento Privado |
3.247 |
2.307 |
|
Total |
45.337 |
4.417 |
Fonte: PAC – Governo Federal
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Equipe Técnica Acionista.com.br
26/02/2007
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
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