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Setor Imobiliário – Construção Civil
25 de Janeiro de 2010
Desempenho

A demanda de moradias por habitantes no país sempre foi uma das maiores justificativa para o setor de construção civil ser apontado como promissor. Nos últimos anos e também como medida anti-crise, a queda de juros e a aumento da disponibilidade de crédito para o setor se somaram como fatores impulsionadores. Na visão da Corretora Ativa, foi com a ajuda de medidas governamentais que o segmento conseguiu superar os efeitos negativos da crise, mudando a perspectiva para 2009. O pacote habitacional “Minha Casa, Minha Vida”, com o objetivo de construir 1milhão de moradias para famílias com renda de até 10 salários mínimos e a alteração do limite superior do valor do imóvel para o financiamento imobiliário de R$ 350 mil para R$ 500 mil foram algumas delas.

Para 2010 a perspectiva é que estímulos como esses continuem a ter efeito e a elevar o volume de crédito voltado ao investidor final e às empresas. De acordo com o gerente da construção civil da Caixa Econômica Federal no Rio Grande do Sul, Pedro Lacerda, a expectativa para este ano é que o montante de recursos para o setor tenha um incremento de 100%, da mesma forma como houve na relação entre 2009 e 2008. No ano passado, o orçamento executado através da Caixa, um dos principais agentes de atuação no setor do Governo Federal, foi de R$ 45 bilhões. Em janeiro deste ano, o valor já aprovado para liberação é de R$ 24 bilhões, sem considerar os recursos da poupança e através do Fundo de Garantia (FGTS). Segundo Lacerda, os fatores que garantem a continuidade desse cenário para um prazo mais longo são as taxas de juros mais baixas, os prazos mais dilatados e os níveis de desempregos cada vez menores.

Mercado de Ações

Os papéis do setor foram um dos que apresentaram as maiores altas em 2009. Conforme especialistas, parte desse movimento pode ser justificada pela melhora nos indicadores, e no caso do setor, impulsionada por mediadas governamentais de socorro. Daqui para frente, e devido ainda aos incentivos e ao potencial que tem o segmento no Brasil, a tendência para as ações do setor é de alta. No entanto, conforme destaca o sócio e gestor da Fundamenta Administração de Recursos, Valter Biachi Filho, é preciso ficar atento ao se posicionar nessas empresas em bolsa, pois o setor é um daqueles que pode sofrer com a provável subida dos juros, que é esperada para este ano no Brasil e nos EUA, pois o setor é muito dependente de crédito.

 
Opinião do Mercado
Alexandre Wolwacz - Analista Técnico/Diretor da Leandro&Stormer

O setor de construção civil é um daqueles imprescindíveis para estar posicionado neste ano, devido ao grande potencial de alta dos papéis. Em bolsa, ele é polarizado entre duas empresas maiores – a Gyrela e a Gafisa (respectivamente primeira e segunda em faturamento) – e as companhias satélites – como Tecnisa, Tenda, Even. As vantagens desse segundo grupo é que as cotações estão baixas. Elas são interessantes para investidores com carteiras pequenas porque elas se movimentam mais independentemente do mercado do que as blue chips e, portanto, também conseguem subir mais em alguns momentos. As duas principais companhias estão procurando consolidar o setor. Apesar da grande recuperação que tiveram em 2009, estão em tendência de alta no longo prazo. A Cyrela valorizou 166% no ano passado. A subida da Gafisa foi de cerca de 177%. Além disso, o volume negociado desses dois papéis apresentou também um crescimento importante.

Ativa Corretora - Equipe de Análise
Relatório


O setor de construção civil foi um dos mais atingidos pela crise financeira internacional. Devido à retração de liquidez no mercado internacional de crédito, o setor, que é muito dependente de capital, sofreu significativamente. A mão de obra do setor, que representa cerca de 40% do custo de uma obra, foi um dos primeiros indicadores que respondeu à crise. A demanda de outros insumos importantes para o setor, como o aço longo e o cimento, também foi afetada pela crise.

No entanto, o cenário do setor é promissor. Devido à melhora na conjuntura, aliada às medidas governamentais de estímulo ao segmento, a construção civil começou a demonstrar sinais de retomada de crescimento. Alguns indicadores são a volta das contratações dessa indústria, a recuperação da demanda por insumos básicos de obras, como cimento e aço longo. Pelo ponto de vista das empresas, vemos que as construtoras se encontram otimistas com o crescimento de curto/médio prazo na medida que seus respectivos guidances refletem alta taxa crescimento. As taxas de crescimento de lançamentos (entre 44% e 65%) e vendas são pujantes e demonstram a confiança por parte das empresas.

Recomendação: A Rossi ON está entre as dez empresas indicadas para compor uma carteira de ações em 2010. Consideramos o papel uma opção de investimento atrativa, não somente porque está ainda descontado, mas também pelo seu mix de vendas em baixa e média renda. A Rossi possui um desconto de 19% (calculado com o preço do papel de 15/dez/09) da média das cinco maiores companhias do setor. Acreditamos que isso é injustificável, em virtude do potencial da empresa e do papel.

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Indicadores

Empresa ► Brookfield Incorp Camargo Correa Cimob Const. Adolfo. L, CR2 Cyrela Realty Direcional Even Eztec Gafisa
  Dados▼ BISA3 CCIM3 GAFP4 CALI4 CRD3 CYRE3 DIRRE3 EVEN3 EZTC3 GFSA3
Nível Gov. Corporativa NM NM - - - NM NM NM NM NM
PL 3T08 R$ MM 1.287,39 712,83 -77.366,42 -13,18 389,56 2.349,07 290,74 710,44 800,7 1.688,60
PL 3T09 R$ MM 1.865,33 586,7 -76.570,81 -6,4 378 2.694,64 390,11 874,94 13,19 1.794,48
LL 3T08 R$ MM 19,65 -8,8 -4.637,43 -28,2 7,22 77,9 32,71 8,09 916,78 63,72
LL 3T09 R$ MM 55,01 -61,76 -14.515,05 -137 5,01 264,1 29,02 51,9 51,9 14,47
Variacao LL 3T09 (%) 179,97 602,24 213 385,83 -30,68 239,03 -11,3 541,5 -94,34 -77,29
ROE 3T09(%) 2,94 NE NE NE 1,33 9,8 7,43 5,93 5,66 0,8
Índices Bovespa                    
Ibovespa                
IBRX-50                
IBRX            
IGC      
Itag      
ISE                    
IVBX2                
MLCX                    
SMLL              
ICON                    
INDX              
IEE                    
IMOB            
ITEL                    
IFNC                    
 
Empresa ► Helbor Inpar S/A JHSF João Fortes MRV PDG Rodobens Rossi Tecnisa Trisul
  Dados▼ HBOR3 INPR3 JHSF3 JFEN3 MRVE3 PDGR3 RDNI3 RSID3 TCSA3 TRIS3
Nível Gov. Corporativa NM NM NM - NM NM NM NM NM NM
PL 3T08 R$ MM 389,07 709,24 942,22 177,67 1.556,23 1.521,51 623,56 1.176,70 814,71 488,74
PL 3T09 R$ MM 415,31 791,46 886,71 170,31 2.352,60 1.965,02 628,97 1.380,17 879,46 450,51
LL 3T08 R$ MM 19,97 33,93 29,75 6,46 65,85 64,11 28,51 35,55 14,83 -430
LL 3T09 R$ MM 24,17 -16,97 14,05 -868 102,59 113,7 2,28 61,76 32,6 23,5
Variacao LL 3T09 (%) 21,03 -150,01 -52,79 -13.534,45 55,79 77,34 -92,01 73,72 119,88 -105,47
ROE 3T09(%) 5,81 NE 1,58 NE 7,58 5,78 0,36 4,47 3,7 20,86
Índices Bovespa                    
Ibovespa                  
IBRX-50                  
IBRX        
IGC
Itag        
ISE                    
IVBX2                  
MLCX                    
SMLL            
ICON                    
INDX                
IEE                    
IMOB            
ITEL                    
IFNC                    
Informações Relevantes:
A Sergen Serviços Gerais de Engenharia está classificada como uma empresa do setor de construção civil. No entanto, não há resultados do terceiro trimestre de 2009 disponíveis no site da BM&Fbovespa ou o endereço do site da Sergen. Esses dados foram requisitados por email à companhia, de acordo com o contato disponiblizado na página da BM&Bovespa. Até o fechamento desta edição, eles não foram enviados ao Acionista.com.br.
A Company não foi incluída na tabela porque não tem mais seus papéis negociados, após a união para formar a Brookfield, juntamente com a Brascan, outra empresa que tinha o capital aberto. Da mesma forma, a Tenda, que foi integrada à Gafisa, embora essa ainda tem ações sendo negociadas. 
ROE - Retorno - lucro líquido sobre patrimônio líquido consolidados
NE - Não Existe
Fonte: Relatório das Empresas e Bovespa

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                Governança Corporativa

Empresas Periodicidade Dividendos/ano Dividendos (%) LL Tag Along (On) e (PN) Conselheiros Independentes
Brookfield Anual 25% 100% Sim
Camargo Corrêa Anual 25% 100% Sim
Cimob - - Não -
Construtora Adolfo - - Não -
CR2 Anual 25% 100% Sim
Cyrela Realty Anual 25% 100% Sim
Direcional Anual 25% 100% Sim
Even Anual 25% 100% Sim
Eztec Anual 25% 100% Sim
Gafisa Anual ou Intermediário 25% 100% Sim
Helbor Anual ou Intermediário 25% 100% Sim
Inpar Anual 25% 100% Sim
JHSF Anual 25% 100% Sim
João Fortes Anual 25% 100% Sim
MRV Anual 25% 100% Sim
PDG Anual 25% 100% Sim
Rodobens Anual 25% 100% Sim
Rossi Trimestral 25% 100% Sim
Tecnisa Anual 25% 100% Não
Trisul Anual 25% Não Sim
Informações Relevantes:
As empresas que não apresentam as informações,  ou não disponibilizam em seu site, ou não as enviaram em tempo hábil a solicitação por e-mail do Acionista.com.br.


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Na próxima semana, saiba quais são as perspectivas dos analistas para as incorporadoras imobiliárias e se há recursos suficientes no mercado brasileiro para permitir que o potencial do setor seja posto em prática.

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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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