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Índice |
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Setor
Financeiro |
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As empresas do setor financeiro terão resultados superiores em 2007.
Os ganhos com spread continuarão altos. A redução de mais de 5%
na taxa básica de juros não teve efeito na redução dos preços cobrados
aos clientes dos serviços bancários em 2006, e não terá neste ano
também. As operações de concessão de crédito, que tem crescido a taxas
de 30%, continuarão sendo relevantes nas receitas dos bancos, apesar
da expansão esperada ficar em torno de 20% e 15%.
A aposta na diversificação de produtos será o foco, principalmente,
dos bancos múltiplos. Os maiores, – Banco do Brasil, Bradesco e Itaú –
buscarão o ganho com escala, frente ao acirramento da concorrência.
Para não perder clientes, essas instituições seguirão comprando
empresas menores, com atuações segmentadas.
A Itaúsa comprou as operações de “private banking” do ABN Amro.
Através da aquisição, a holding do Itaú eleva os ativos, chamados de
alta qualidade, e agrega a gestão de fortunas nos mercados de
Montevideo (UR) e Miami (EUA) – representativos no
continente Americano. Assim como a compra de parte do Abn, o Itaú
justifica o acordo com a rede de cartões American Express, como uma
ação fortalecedora dos serviços e produtos do banco a clientes
segmentados. A empresa tem 25% da fatia do mercado de cartão de
crédito no Brasil.
A Nossa Caixa - com patrimônio líquido que não a inclui entre os
grandes do setor – também briga pelos serviços que serão responsáveis
pelo incremento das receitas do setor. Formou parceria para operar nas
redes de cartão de crédito de Mastercard e Visa, e firmou convênio com
as seguradoras Porto Seguro e Sul América. Para se posicionar no
segmento de crédito imobiliário, visto como propulsor dos lucros
bancários dos próximos anos, fez acordo com a Rodobens, a fim de
comercializar consórcios imobiliários. Além disso, objetiva aumentar
em 88% a oferta de planos de previdência nas agências, através dos
produtos da Mapfre.
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Patrimônio Líquido (R$) |
2005 |
2006 |
Variação % |
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Banco do Brasil |
16.849.764,00 |
20.758.158,00 |
23,2 |
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Bradesco |
19.409.274,00 |
24.636.362,00 |
26,9 |
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Itaú Holding |
15.559.656,00 |
23.564.471,00 |
51,4 |
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Nossa Caixa |
2.298.707,00 |
2.598.951,00 |
13,1 |
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Santander * |
1.729.628,00 |
7.975.611,00 |
361,1 |
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Unibanco Holding |
5.456.833,00 |
5.818.408,00 |
6,6 |
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Fonte: Bovespa |
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*
PL impactado pela incorporação do Banespa |
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As
aquisições dos líderes do setor, como Bradesco, que comprou a
instituição com foco no crédito consignado, o BMC, da Itausa e do
Banco do Brasil, que estuda a incorporação do Besc (Banco Estadual de
Santa Catarina), não têm impacto na performance dos papéis dessas
Companhias. Na opinião de alguns analistas, esses processos não
aumentam significativamente o patrimônio dos bancos. Em longo prazo, e
devido ao aumento da briga por fatias do mercado, as ações
caracterizadas como de consolidação representarão retornos
operacionais. |
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Mônica Araújo
- Analista Ativa Corretora
A
possibilidade de outros movimentos de aquisições dos
bancos é relevante para o setor em 2007. É natural um
processo de consolidação, inclusive através da compra
de ativos em outros países, e a concretização de
parcerias com instituições de varejo. Além disso, o
movimento de demanda de crédito deve continuar,
acompanhando a queda nos juros e a melhora dos níveis
de emprego. As empresas permanecerão posicionadas
fortemente no segmento de crédito.
As
aquisições têm um impacto negativo nos resultados em
um primeiro momento. Contudo, as incorporações são
positivas, porque permitem que os bancos fortaleçam a
atuação em focos segmentados que já vinham atuando, ou
passem a participar de mercados em que não estavam. A
maioria dos negócios realizados em 2006 já foi lançada
nos balanços do ano passado na forma de ágio.
Recomendação:
COMPRA dos papéis do Bradesco. É importante, no
momento da escolha do ativo para se investir,
considerar se o banco é eficiente no segmento de
atuação em que está focado. Além disso, se a
performance da Companhia está dentro das expectativas
do investidor, e se é boa pagadora de dividendos.
O que
podemos chamar de movimento de consolidação no setor
financeiro produz alterações neste mercado do ponto de
vista conceitual. Ou seja, lança novas possibilidades
de alavancagem. Aquisições e associações entre
as empresas fazem todo o sentido se vierem ao encontro ao
foco de atuação de cada uma.
Para
2007, espero resultados melhores em relação a 2006. Os
bancos continuarão agindo na contenção de despesas, ao
mesmo tempo em que permanecerão expandindo receitas em
quatro segmentos: prestação de serviços, opções de
créditos, produtos com cartão de crédito e de
previdência, capitalização e seguros.
Recomendação:
COMPRA para Banco do Brasil, Bradesco e Itaú. De
maneira geral, porque este setor tem bons
perspectivas. Seu desempenho está muito ligado à
performance do mercado financeiro. Para 2007, a
Bovespa é uma opção de investimento, principalmente,
frente à queda nos juros básicos. Ao invés de ganhar
6% com aplicação em carteiras de juros, é preferível
aplicar em ativos da bolsa. O cenário de queda do
Risco País, que deve continuar, melhora a visão do
estrangeiro sobre o Brasil e garante o fluxo
estrangeiro de capitais.
Além disso, quando o País atingir o grau de
investimento, acredito que entre 2008 e 2009, as
tarifas de captação de recursos vão diminuir, e o
horizonte de pagamento para os empréstimos às empresas
vai se alongar, beneficiando as instituições
financeiras.
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Equipe Técnica Acionista.com.br
24/04/2007
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
Advertência:
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econômico financeiras apresentadas no Acionista.com.br são extraídas
de fontes de domínio público, consideradas confiáveis. Entretanto,
estas informações estão sujeitas a imprecisões e erros pelos quais
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