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Índice |
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Setor Petroquímico |
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Por Ana Borges
Dólar baixo, petróleo ainda em nível elevado e as empresas
estocadas. O cenário para a indústria petroquímica brasileira
é desafiador. Com a cotação do barril de petróleo se mantendo
acima de US$ 60, no mercado internacional, as margens
permanecem comprimidas. O repasse de preços só será possível
se houver um aumento da demanda, prejudicada pela antecipação
das compras da indústria.
As companhias se depararam com o aumento da matéria-prima,
devido à alta do petróleo, e menor procura. Como a demanda no
ano de 2005 estava fraco, não foi possível repassar o aumento
dos custos, estreitando as margens. Apesar das dificuldades, o
desempenho do setor está muito ligado ao comportamento da
economia que deve registrar uma performance melhor este ano.
Caso a perspectiva de crescimento do PIB acima de 3% se
confirmar, as vendas de plástico tendem a sentir o efeito mais
favorável. O aumento dos preços irá depender dos produtos, mas
fica entre 7% e 12%, na média. |
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As ações das
principais empresas do setor se desvalorizaram no acumulado dos últimos
360 dias. Em 2005, os preços dos papéis caíram, em média, 30%. As
preferenciais da Braskem (PNA), por exemplo, recuaram 42,31% em 2005, mas
recuperaram parte das perdas este mês até o dia 22, com alta de 7,5%. No
caso da Suzano Petroquímica PN, a queda foi de 26% em 2005 e de 7,5% em
30 dias. Já a Unipar cedeu 33% no ano passado.
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Patrimônio líquido em milhões de reais |
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3t05 |
2t05 |
% |
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Braskem |
4.958,50 |
4.910,40 |
0,98 |
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Copesul |
1.360,40 |
1.365,10 |
-0,34 |
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Unipar |
1.045 |
1.003,50 |
4,14 |
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Suzano Petroquímica |
1.004 |
997,1 |
0,67 |
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Site Bovespa |
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Júlio Green Machado,
analista de investimentos da Corretora Geral
Três variáveis são preocupantes para o setor. A
primeira é o preço do petróleo, que causa impacto negativo
nos custos das companhias. A expectativa é de que a
cotação do petróleo não acabe arrefecendo. Assim, as
margens se mantêm comprimidas e há ainda pressão dos
produtos importados. O segundo fator é o comportamento da
demanda em geral que precisa aquecer com a redução dos
estoques e busca pela reposição. A demanda interna é um
problema, com o fraco crescimento registrado no ano
passado. Pode haver recuperação da margem, mas nada muito
significativo. Em terceiro vem o câmbio. O dólar em queda
prejudica as exportações. O cenário de forma geral requer
cautela. A entrada em funcionamento da Rio Polímeros é
outro ponto que merece ser monitorado. Além disso, há a
disputa da Petrobrás, Braskem e Ipiranga sobre a Copesul,
que também traz preocupação. A participação da Ipiranga no
processo posterga a decisão de quem será o player do setor
no Sul do País.
Recomendação
Não recomendo o setor, talvez a busca de um tag along em
Copesul.
Lucas Brendler, analista de investimentos da Geração
Futuro Corretora
Acredito que haverá
recuperação de margens com o movimento de reconstrução dos
estoques no mercado interno ainda neste primeiro
trimestre. No entanto, este movimento é só de reposição e
não crescente. Já no mercado externo há a resistência em
absorver aumentos de preços, pois o movimento é de aumento
da oferta. Novas petroquímicas ou ampliações de capacidade
instalada devem ampliar a oferta no mercado, em países
como Irã e Arábia. A questão é que a resina é fácil de
exportar para qualquer parte do mundo.
Outro ponto é a entrada da Rio Polímeros. Cerca de 30% da
produção será voltada para o mercado externo, mas os
outros 70% vendidos no Brasil irão pressionar a oferta e
fazer as companhias já presentes buscarem outros destinos
para os produtos. O problema é que para exportar, a margem
é menor.
Já o preço do petróleo tende a permanecer elevado, o que
pressiona os custos, com a alta cotação da Nafta,
principal insumo. O cenário é negativo para as empresas
que estão sendo atingidas pela inversão da curva. O ciclo
de altas margens se encerra em 2007. Um ciclo dura entre
sete e dez anos e foi iniciado entre 1997 e 1998.
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Equipe Técnica Acionista.com.br
Elaborado e ditado pela jornalista Ana Borges
23/02/06
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
Advertência: As informações
econômico financeiras apresentadas no Acionista.com.br são extraídas
de fontes de domínio público, consideradas confiáveis. Entretanto,
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