Índice para outros Setores
Setor Energia – O que vem pós-crise 
22 de novembro de 2010
Desempenho


As empresas geradoras, transmissoras e distribuidoras de energia são uma das mais beneficiadas com a continuidade do crescimento da economia brasileira. Isso ficou evidente nos resultados do terceiro trimestre. Porém, no curto prazo, existem alguns eventos que podem ter desfechos não tão positivos para algumas delas. Um deles é o ultimo Leilão de Transmissão do ano, marcado para dia 09 de dezembro. Na opinião da analista da SLW Corretora, Rosangela Ribeiro, o evento será bem disputado, inclusive por investidores estrangeiros, como os chineses, além de empresas de outros setores, como as construtoras. E essa seria uma das justificativas para o retorno não ser tão bom e para companhias integradas como Eletrobrás, Cemig e Copel não participarem, além da Transmissão Paulista, que atua exclusivamente como distribuidora.

Outro evento é a decisão quanto à alteração no percentual do custo do capital ponderado (WACC) das companhias. A medida foi colocada em audiência pública pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Esse indicador está relacionado à redução do Risco Brasil e faz parte do cálculo da tarifa cobrada dos consumidores. Por isso, a Aneel propôs reduzir esse percentual de 9,95% para 7,15%. Essa nova metodologia deverá ser aplicada no 3º ciclo de revisão tarifária, que inicia ainda em 2010.

 

                Mercado de Ações


Conforme a analista da SLW, esses dois eventos já foram precificados no preço das ações do setor. Quanto à possível redução no percentual da WACC, ainda é cedo para saber se haverá realmente redução nas tarifas. Apesar disso, alguns papéis sofreram bastante por conta disso durante o mês de outubro, como Coelce e Eletropaulo. No mês de novembro elas já recuperaram e encerraram o dia 18 com ganho de 2,2% e 1%, respectivamente. No ano, elas valorizam 3,3% e 9,2%, acima do Ibovespa, que no mês acumula alta de 0,15% e no ano de 3,2%.
 

Opinião do Mercado

Rosangela Ribeiro
Analista SLW Corretora


No terceiro trimestre, observamos um crescimento médio em doze meses das receitas das companhias negociadas na BM&FBOVESPA de 8,6%. O incremento mais acentuado foi no mercado de distribuição, devido à recuperação do segmento industrial, que retomou o patamar de crescimento após a crise e deve continuar com taxas altas. O lucro líquido apresentado pelas companhias também cresceu no período 12,9%. As empresas do setor distribuem boa parte dos resultados na forma de dividendos. Por tudo isso, o setor tem viés positivo.

A geração de caixa, medida pelo Ebitda, também apresentou expansão média de 3,2%, e tem alguns destaques importantes. Considerando que teve contabilizações não-recorrentes para algumas empresas. Outro aspecto foi a variação do dólar em relação ao real, com impactos especialmente nas distribuidoras. Elas têm parte do lucro atrelado à moeda americana, por conta da energia comprada de Itaipu. A desvalorização do dólar favoreceu as companhias no curto prazo. Por outro lado, no momento de reajuste tarifário, esse ganho deverá ser compensado na tarifa.

Recomendação: Dividindo em grupos, temos as empresas de risco mais alto e retorno maior no curto prazo como Eletrobras, Cesp e Light. Outro grupo, que colocaria como opção de médio e longo prazo é formado por Cemig, Copel, Tractebel e EDP Energia. E o grupo das companhias mais defensivas e distribuidoras de dividendos, como AES Tietê, Coelce, CPFL, Eletropaulo e Transmissão Paulista.


Prosper Corretora
Departamento Técnico


Um dos destaques dos resultados do terceiro trimestre foi a Eletrobras. Ela apresentou crescimento acima das expectativas do mercado em geração de caixa e lucro. Entre as subsidiárias, chamaram atenção a Cesp e a Eletronorte. O segmento de geração se destacou. Outro aspecto importante é a possibilidade do Governo Federal retirar a empresa do cálculo do superávit primário, a fim de ampliar os investimentos na empresa (como fez com a Petrobras).

Essa é uma sinalização positiva porque reitera o comprometimento do novo governo com a área de energia elétrica e que a presidente vai priorizar a geração, especialmente através de fontes renováveis. Isso também beneficia outras empresas do setor, na medida em que ele amplia a oferta de energia e contribui, por exemplo, para o crescimento do mercado das distribuidoras.

Por outro lado, relacionado ao segmento de distribuição, há duvidas se o Governo, para conter a inflação, poderia limitar o reajuste das tarifas cobradas pelo setor. Não acredito que isso aconteça, porque iria contra o ímpeto de elevar investimentos na área, pois isso poderia não ser bem visto pelo mercado e pelos investidores estrangeiros.

Recomendação: Nossas preferências são Eletrobrás, Copel, Cemig e CPFL.
 


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Indicadores
Empresa ► AES Eletropaulo AES Elpa AES Tiete Afluente Geração Afluente Transmissão Ampla Energia CEB CEEE-D CEEE-GT
  Dados▼ ELPL6 AELP3 GETI4 AFLU3 AFLT3 CBEE3 CEBR6 CEEE3 EEEL3
Nível Gov. Corporativa N2 - - - - - - - -
PL 2008 R$ MM 3.512,90 1.569,36 700,24 - 105,83 1.665,65 356,81 (26,95) 528,47
PL 2009 R$ MM 3.565,64 1.601,33 717,45 79,43 41,32 1.615,71 370,03 1.783,69 2.161,58
LL 2008 R$ MM 235,31 64,23 221,40 - 9,30 20,58 (0,18) (38,67) 15,26
LL 2009 R$ MM 288,64 68,54 216,41 4,13 2,32 46,15 23,63 (91,20) 79,88
Variacao LL 4T09 (%) 22,66 6,71 (2,26) - (75,03) 124,31 (13.080,77) 135,86 423,47
ROE 4T09(%) 8,09 4,28 30,16 5,19 5,61 2,85 6,38 NE 3,69
Índices Bovespa                  
Ibovespa .. .
IBRX-50 . .
IBRX . .
IGC .. .
Itag .. .
ISE . ..
IVBX2 .. .
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ICON . .
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IEE .. ..
IMOB . .
ITEL . . .
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Empresa ► Celesc Celpe Cemat Cemig Cesp Coelba Coelce Copel Cosern
  Dados▼ CLSC6 CELP6 CMGR4 CMIG3 CESP6 CEEB3 COCE5 CPLE6 CSRN6
Nível Gov. Corporativa N2 - - N1 N1 - - N1 -
PL 2008 R$ MM 1.740,19 1.184,36 1.234,71 10.768,28 8.903,10 1.874,24 1.169,97 8.731,52 596,78
PL 2009 R$ MM 1.968,50 1.067,89 1.268,82 11.263,06 8.822,73 2.096,77 1.375,34 9.420,94 655,28
LL 2008 R$ MM 25,59 138,28 75,14 567,04 255,12 205,99 98,23 384,37 41,35
LL 2009 R$ MM 43,32 (33,69) 42,94 553,32 164,25 269,56 130,71 316,22 57,62
Variacao LL 4T09 (%) 69,27 (124,36) (42,86) (2,42) (35,62) 30,86 33,06 (17,73) 39,35
ROE 4T09(%) 2,20 NE 3,38 4,91 1,86 12,85 9,50 3,35 8,79
Índices Bovespa                  
Ibovespa . .. .. ..
IBRX-50 . .. .. ..
IBRX .. .. ..
IGC .. .. .. ..
Itag .. ..
ISE .. .. ..
IVBX2 .. .. ..
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IMOB .
ITEL . . .
IFNC . . .            

Empresa ► Duke Geração CPFL Energia Cia Transmissão Paulista Eletrobras Energias do Brasil Elektro Eletropar EMAE Energisa
  Dados▼ GEPA3 CPFE3 TRPL4 ELET6 ENBR3 EKTR4 LIPR3 EMAE3 ENGI11
Nível Gov. Corporativa - NM N1 N1 NM - - - -
PL 2008 R$ MM 2.271,94 5.312,84 4.453,38 85.120,65 3.962,95 1.233,10 118,29 823,92 901,50
PL 2009 R$ MM 2.340,25 5.525,83 4.415,78 78.965,22 4.612,22 1.259,81 142,11 811,09 882,16
LL 2008 R$ MM 47,81 289,67 218,72 453,80 120,11 117,53 4,39 8,21 65,01
LL 2009 R$ MM 76,74 387,66 203,91 799,75 77,52 122,48 11,02 (7,58) 37,84
Variacao LL 4T09 (%) 60,53 33,83 (6,77) 76,24 (35,46) 4,21 151,05 (192,31) (41,80)
ROE 4T09(%) 3,27 7,01 4,61 1,01 1,68 9,72 7,75 NE 4,28
Índices Bovespa                  
Ibovespa .. ... ..
IBRX-50 ..
IBRX .. .. .. ..
IGC .. .. .. .. ...
Itag .. .. .. ..
ISE .. .. ..
IVBX2 .. .. ..
MLCX .. .. ..
SMLL .. ..
ICON
INDX
IEE .. .. .. .. ..
IMOB
ITEL .
IFNC . .

Empresa ► Equatorial Inepar Light MPX Rede Energia Redentor Renova Tractebel Terna
  Dados▼ EQTL3 IENG5 LIGT3 MPXE3 REDE3 RDT3 RNEW11 TBLE3 TRNA11
Nível Gov. Corporativa NM - NM NM - NM N2 NM N2
PL 2008 R$ MM 2.803,70 307,49 3.191,03 1.897,39 1.078,72 - - 3.605,66 1.701,18
PL 2009 R$ MM 2.887,05 93,73 2.861,91 1.728,51 1.499,14 406,59 284,95 4.239,41 2.112,02
LL 2008 R$ MM 974,45 6,35 67,39 (91,29) 39,53 - (234,00) 285,73 76,09
LL 2009 R$ MM 604,83 2,35 131,28 (66,12) 29,39 19,00 (531,00) 324,06 92,17
Variacao LL 4T09 (%) (37,93) (63,02) 94,80 (27,57) (25,65) - 126,92 13,42 21,13
ROE 4T09(%) 20,94 2,50 4,58 NE 1,96 4,67 NE 7,64 4,36
Índices Bovespa                  
Ibovespa ..
IBRX-50 ..
IBRX .. ..
IGC .. .. .. ..
Itag .. .. .. ..
ISE .. .. .. ..
IVBX2 .. ..
MLCX ..
SMLL .. .. ..
ICON
INDX
IEE .. .. ..
IMOB
ITEL .
IFNC   . .            

Informações Relevantes:
Obs: Há outras empresas listadas na Bovespa classificadas neste setor, no entanto, não foram incluídas na tabela por duas razões: ou estão listadas no Mercado de Balcão, e portanto, não tem a obrigatoriedade da divulgação de resulados, nem de seguir regras de governança; ou porque seus ativos não estão sendo mais negociados ou não têm mais ativos em negociação no mercado à vista.

ROE - Retorno - lucro líquido sobre patrimônio líquido consolidados
NE - Não Existe
Fonte: Resultados disponibilizados na BM&FBOVESPA seguindo a Legislação Societária.

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                Governança Corporativa
Empresas Pay Out Periodicidade Tag Along Conselheiro Independente
AES Eletropaulo 100% Anual 100%ON e PNB e 80% PNA Sim
AES Elpa - - Não -
AES Tietê 100% Anual 80% -
Afluente Geração 25%+10%PN Anual Não -
Afluente Transmissão - - Não -
Ampla 25% Anual Não Não
CEB - - Não Não
CEEE-D - - Não -
CEEE-GT - - Não -
Celesc 25% Anual 100% ON PN Sim
Celpe 25% Anual Não -
Cemat 25% Anual Não -
Cesp 10% Anual 100%PN Sim
Cemig 50% Semestral Não Sim
Coelba 25%+10%PNAe B Anual Não -
Coelce 25%+ 6%PNA/10%PNB Anual Não Sim
Copel 25%+10% PNAeB Anual Não Não
Cosern 25%+10%PNAeB Anual Não Sim
Duke Geração 10% Anual 80%ONPN -
CPFL Energia 25% Anual 100% Sim
Cia Trans.Paulista 10% Três vezes ano Não Sim
Energias do Brasil 50% Anual 100% Sim
Elektro 25%* Semestral Não Sim
Eletrobras 25%/PNA8%eB6% Anual Não Não
Eletropar - - Não -
EMAE 25% + 10%PM Anual Não Sim
Energisa 25% Anual 80%ONPN Sim
Equatorial 25% Anual 100% Sim
Inepar 25% Anual 80%ONPN Sim
Light 50% Anual 100% Sim
MPX 25% Anual 100% Sim
Rede Energia 25% + 10%PM Anual Não Sim
Redentor 25% Anual 100% Sim
Renova 25% Anual 100%ONPN Sim
Tractebel 55% Anual 100% Sim
Terna 50% Anual 100%ONPN Sim

 

Outras Informações:
As informações citadas acima são determinadas em estatuto e, no caso dos dois primeiros itens, podem ser feitos diferentemente na prática, como algumas empresas citada acima que distribuem 50% ou 100% do lucro líquido em forma de dividendos. Algumas empresas estão sem informações porque elas não estavam disponíveis para consulta no seu site ou na BM&FBOVESPA.
Definição de Conselheiro Independente, de acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC): O Conselho da organização deve, preferencialmente, ter maioria de conselheiros independentes. O conselheiro independente se caracteriza por: Não ter qualquer vínculo com a organização, exceto eventual participação de capital; não ser acionista controlador, membro do grupo de controle, cônjuge ou parente até segundo grau destes, ou ser vinculado a organizações relacionadas ao acionista controlador;não ter sido empregado ou diretor da organização ou de alguma de suas subsidiárias; não estar fornecendo ou comprando, direta ou indiretamente, serviços ou produtos à organização;não ser funcionário ou diretor de entidade que esteja oferecendo serviços ou produtos à organização;não ser cônjuge ou parente até segundo grau de algum diretor ou gerente da organização;não receber outra remuneração da organização além dos honorários de conselheiro (dividendos oriundos de eventual participação no capital estão excluídos desta restrição)No Novo Mercado é obrigatório que 20% dos conselheiros sejam independentes.
Fonte: site das companhias e Bovespa (Tag Along)
 

Acesse a Agenda de Resultados 3T10

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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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