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Tecnologia da Informação – Produtos e Comunicação
22 de Setembro de 2010
Desempenho
 


O setor de tecnologia da informação é representado na BM&FBovespa por empresas que atuam em diferentes segmentos. Apesar da diversidade, o desempenho de todos eles está relacionado a indicadores brasileiros, como as vendas no varejo, o crescimento do crédito bancário para pequenas e médias empresas, o incremento no número de vagas de trabalho formal, a expansão real da renda, assim como a mercados que estão no centro do cenário positivo, e com expectativas de crescimento para os próximos anos.

Entre eles está a produção e venda de computadores e notebooks, como a Positivo Informática e a Itautec; o desenvolvimento e licenciamento de softwares, como a Totvs; empresa cujo foco é o desenvolvimento de soluções de informática para o setor varejista (produtos, serviços e manutenção), como a Bematech; de gestão de negócios através de soluções de informática, como a Tivit; assim como empresas com produtos de transmissão de dados e comunicações como a UOL; e uma companhia que o negócio é comprar participação em empresas do setor, como a Ideiasnet.

Dados divulgados pela consultoria em inteligência IDC apontam que no segundo trimestre a venda de computadores aumentou 29% em relação ao mesmo período do ano passado. Pouco mais da metade do volume foi de desktops, outros 46% foi de notebooks. O setor corporativo foi responsável por 70% das compras. No primeiro semestre de 2010, o número de PCs chegou a 6,4 milhões. Isso representou um acréscimo de 32% em doze meses. Baseado neste desempenho, a consultoria estima um incremento de 20% na venda destas máquinas até o final do ano. Isso vai representar 13,7 milhões de unidades vendidas em 2010.
 

                Mercado de Ações
 

As ações do setor apresentam comportamentos diferentes entre eles e em comparação ao Ibovespa, que em 2010 acumula perda de 2,2% até 17.09. Papéis como da Tivit, da Totvs e da Bematech apresentam diferença bem superior. Respectivamente, eles estão com valorização de 19,3%, 16,1% e 6,2% no ano, de acordo com dados da Corretora Ativa. Por outro lado, a UOL sobe apenas 1,2%, a CSU cai 5,4%, e a Positivo perde 19,5%. Além de especificidades dos desempenhos, variáveis chaves para acompanhar boa parte das empresas são os indicadores do comércio varejista e as políticas governamentais ligadas ao estímulo ao setor de tecnologia da informação.

 
Opinião do Mercado
 

Luciana Leocádio
Analista Ativa Corretora


Os resultados reportados pela UOL no segundo trimestre são considerados neutros pela corretora. A empresa conseguiu sustentar o nível de rentabilidade operacional observado no primeiro trimestre, associado a uma aceleração do crescimento de receitas com publicidade e outros tipos. Elas vieram principalmente de novos produtos. Já o negócio de assinatura segue estagnado. Embora o disclosure da companhia ainda dificulte uma avaliação mais apurada de seu desempenho, acreditamos que parte do crescimento da linha de publicidade da empresa possa ter sido estimulada pela Copa do Mundo no 2T10, com intensificação de campanhas online.

Entre os destaques do desempenho do período estão a receita líquida de R$ 199 milhões, que cresceu 20,2% em relação ao mesmo período do ano. O lucro bruto foi de R$ 139 milhões, um incremento de 29% anual, levando a melhoria de margem bruta. O Ebitda ajustado alcançou R$ 44,1 milhões, 30,1% maior em doze meses. O margem Ebitda foi para 22,1%, e cresceu 1,7 pontos percentuais em doze meses, mas ficou em linha com o trimestre imediatamente anterior. Por fim, o lucro líquido alcançou R$ 31 milhões, 30,7% no ano.

A visão da corretora para os resultados do segundo trimestre da Positivo Informática é negativa, em particular, devido a análise da margem Ebitda. Mesmo em período de muitas entregas de encomendas feitas pelo governo, com melhor precificação nos contratos, a empresa não conseguiu manter a rentabilidade operacional de dois dígitos no 2T10. Excluindo os efeitos cambiais dos projetos com o governo e outros efeitos não-recorrentes e ajustes contábeis, a margem Ebitda ajustada da companhia teria sido de 8,7%, que está abaixo do range de 9,5, 10% menor considerado em nossas projeções para a empresa no médio-longo prazo.

A Positivo vendeu 479 mil PCs no 2T10, 8% a mais que as vendas registradas no mesmo período do ano passado. O avanço expressivo foi na venda de desktops, com 15% de aumento no ano. Elas foram impulsionadas pelas entregas realizadas ao governo, cujos contratos tiveram precificação com câmbio mais elevado. A receita líquida gerada pela empresa no 2T10 alcançou R$ 591,5 milhões. O Ebitda da Positivo foi de R$ 54,8 milhões no 2T10, um crescimento de 45% no ano, porém 11% abaixo de nossa projeção, com margem Ebitda de R$ 9,3%, incremento de 2 p.p no ano. Na última linha, a empresa apresentou lucro de R$ 30,2 milhões, 148% superior ao 2T09.

Recomendação: As ações da UOL se encontram em revisão desde a divulgação dos resultados no mês de agosto. A recomendação para a Positivo é COMPRA, com preço-alvo de R$ 25,40 para junho de 2011.
 



Aloísio Lemos
Analista Agora Invest


O foco da Bematech continua sendo o pequeno e médio varejo, através da venda de software, hardware e serviços. Respectivamente, eles representaram 68%, 18% e 14% das receitas da companhia no segundo trimestre. Alguns segmentos do varejo têm mais espaço pra crescer. Entre eles estão hospitais e o mercado de perfumaria, que estão entre aqueles que podem aproveitar o potencial de crescimento da economia e da formalização. Um dos produtos carro-chefe neste cenário de expansão são as impressoras fiscais.

O risco para os investidores é a empresa não entregar o resultado que o mercado está esperando, que é um crescimento consistente de longo prazo. Em anos de eleições como este, o risco no segmento de software é o “pulso mais frouxo” dos governos com a arrecadação. Por outro lado, novos governos são mais controladores neste sentido, o que pode contribuir para a venda dos produtos da companhia no ano que vem. Outro aspecto que deve ser considerado nos próximos anos é que ainda há espaço para aquisições no setor. A própria Bematech fez algumas nos últimos anos. No entanto, parece que a empresa está mais seletiva agora. Se fizerem alguma aquisição, deve ser em linha com o foco em pequenos negócios que complementam os produtos e serviços da empresa e lhes traga diferenciais.

Recomendação: COMPRA para o papel, com preço-alvo de R$ 12,58. A companhia tem um potencial e um bom mercado. Está preparada para crescer. Como outras, ela também depende de fatores conjunturais mais macro e específicos do país, mas tenho uma visão otimista de que ela poderá conquistar neste e nos próximos anos mais crescimento. Ela é um papel interessante para se ter em carteiras mais diversificadas, já que é uma empresa com liquidez menor.
 


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Indicadores
Empresa ► Bematech IdeiasNet Itautec Positivo TIVIT TOTV Uol
  Dados▼ BEMA3 IDNT3 ITEC3   POSI3 TVIT3 TOTS3 UOLL4
Nível Gov. Corporativa NM NM - NM NM NM N2
PL 2tr09 R$ MM 368,05 158,15 463,70 565,22 281,25 508,18 791,41
PL 2tr10 R$ MM 396,04 145,86 490,09 60,70 300,88 545,74 917,89
LL 2tr09 R$ MM 0,40 (1,42) 8,64 6,88 8,55 27,59 23,75
LL 2tr10 R$ MM 8,16 (12,43) 15,21 25,33 19,62 34,68 31,12
Variacao LL 2T10(%) 1.951,26 772,96 76,00 268,44 129,39 25,70 31,02
ROE 2T10(%) 2,05 NE 3,09 41,72 6,52 6,35 3,39
Índices Bovespa              
Ibovespa
IBRX-50
IBRX ..
IGC .. .. .. .. .. ..
Itag .. .. .. .. .. ..
ISE ..
IVBX2
MLCX             .
SMLL .. .. .. .. ..
ICON
INDX .. .
IEE
IMOB
ITEL
IFNC

Informações Relevantes:
ROE -
Retorno - lucro líquido sobre patrimônio líquido consolidados
NE -
Não Existe
Fonte:
Resultados Consolidados disponibilizados na BM&FBOVESPA seguindo a Legislação Societária.

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                Governança Corporativa
Empresas

Pay out

Periodicidade

Tag Along ON PN Conselheiros Independentes
Bematech 25% Ano 100% Sim
Itautec 25% Ano Não Sim
IdeiasNet 25% Ano 100% Sim
Positivo Informatica 25% Ano 100% Sim
Tivit 25% Ano 100% Sim
Totv 25% Ano 100% Sim
Uol

25%

Ano 100% (ON/PN) Sim

Informações Relevantes:

Payout é o percentual pago do lucro líquido em forma de dividendos e juros sobre capital.
Conselheiro Independente, de acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC): O Conselho da organização deve, preferencialmente, ter maioria de conselheiros independentes. O conselheiro independente se caracteriza por: Não ter qualquer vínculo com a organização, exceto eventual participação de capital; não ser acionista controlador, membro do grupo de controle, cônjuge ou parente até segundo grau destes, ou ser vinculado a organizações relacionadas ao acionista controlador;não ter sido empregado ou diretor da organização ou de alguma de suas subsidiárias; não estar fornecendo ou comprando, direta ou indiretamente, serviços ou produtos à organização;não ser funcionário ou diretor de entidade que esteja oferecendo serviços ou produtos à organização;não ser cônjuge ou parente até segundo grau de algum diretor ou gerente da organização;não receber outra remuneração da organização além dos honorários de conselheiro (dividendos oriundos de eventual participação no capital estão excluídos desta restrição)No Novo Mercado é obrigatório que 20% dos conselheiros sejam independentes.
Para as empresas que não especificamos o direito ou não de Tag Along para as ações preferenciais, significa que elas têm somente uma classe de ação, a Ordinária (ON).
As informações citadas acima são determinadas em estatuto e, no caso dos dois primeiros itens, podem ser feitos diferentemente na prática. Os dados da CSN dizem respeito à prática
da companhia nos últimos anos.
Fonte: site das companhias e BM&FBovespa (Tag Along)
 

Acesse também Agenda dos Resultados 2T10 & Cotações GC

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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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