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Setor Papel e Celulose |
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A semente está plantada. São 1,7 milhão de hectares perfazendo 16
estados do País, através de 220 empresas. O resultado, em todo ano
passado, foi o montante de 10,4 milhões/ton de celulose e 8,6
milhões/ton de papel. Apesar dos números consistentes, é uma aposta de
longo prazo. A definição precisa é da analista Mônica Araújo, da
Ativa:”é uma visão de investimento”. Nos últimos dez anos, a indústria
de papel e celulose aplicou US$ 12 bilhões na ampliação da capacidade
produtiva no Brasil.
Os pilares de desenvolvimento para o setor, principalmente de produção
de celulose, estão sendo fortalecidos. Até o ano de 2010, o Banco de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) investirá R$ 20 bilhões
através de financiamentos. Entre 2007 e 2010, o percentual emprestado
para as empresas do setor deve crescer 17%. O banco contribuirá com R$
11,7 bilhões durante esses três anos. Até o final de 2006, serão
desembolsados R$ 2,2 bilhões, 6,9% a mais que no ano passado. No
primeiro semestre, foram aprovados R$ 3 bilhões.
Outra fonte que garante o crescimento do setor é o caixa das
companhias. A Votorantim Celulose e Papel (VCP) apresentou um
crescimento de 35% no Ebitda entre o 3T05 e 3T06. O lucro antes de
impostos, juros e amortizações foi 50% superior na Aracruz na
comparação entre o mesmo período. A Klabin, líder no segmento de papel
ondulado (para embalagens e sacos industriais) aumentou em 25% seu
caixa.
Os ganhos não são apenas promissores, já dão resultados. As companhias
estão produzindo e vendendo mais. Entre janeiro e agosto de 2006, a
produção de celulose foi de 7.287.902 milhões, cerca de quinhentas mil
toneladas a mais do que no mesmo período de 2005. Além disso, empresas
como Stora Enzo e Votorantim pretendem colocar fábricas em operação
até 2010. A Aracruz começou a operar com novas plantas neste ano. A
Suzano Papel e Celulose inaugura indústrias até o final deste ano e
início de 2007. Enquanto isso, a VCP vendeu um percentual maior que
61% em relação ao terceiro trimestre de 2005. A Aracruz elevou em 21%
as vendas, e a produção em 7% com a entrada em operação da Veracel
(parceria com a VCP). A Suzano indica crescimento anual médio de 14%
nas vendas.
Este potencial de produção entre as brasileiras é fator positivo e
preponderante para a competitividade no panorama internacional. A leve
desaceleração da economia dos Estados Unidos não influi numa futura
queda na demanda por celulose e papel. O crescimento dos países
europeus garante negócios para companhias nacionais, as quais são
quase que totalmente exportadoras. A VCP (com 90% da produção vendida
para outros paises) e a Klabin exportaram 12% a mais neste ano. O
preço elevado da tonelada de celulose – que teve um reajuste de US$
20/ton no início de novembro – confirma o quadro de contínua elevação
da demanda.
* Dados da Bracelpa (Associação Brasileira de Celulose e Papel).
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R$ Patrimônio Líquido |
1S05 |
1S06 |
Variação % |
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Aracruz Celulose |
4.564.499,00 |
4.761.966,00 |
4,3 |
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Klabin S.A |
2.504.741,00 |
2.461.088,00 |
(1,7) |
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Suzano P&C |
3.938.664,00 |
3.979.864,00 |
1,0 |
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Votorantim C&P |
5.094.056,00 |
5.219.259,00 |
2,5 |
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Fonte:
Bovespa |
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- Matias Dieterich - Analista Solidus Corretora
No início de 2006, estávamos com uma idéia não tão
favorável sobre o setor. Mas, ao longo do ano, foi
mudando. No 2S06, uma fábrica de celulose entrou em
operação no Chile, com capacidade relativamente
grande. Há três ou quatro anos, já se sabia sobre o
início de funcionamento dessa fábrica. Por isso, no
final de 2005, havia um temor de elevação da oferta,
com conseqüente queda no preço da celulose.
O que alterou nossa visão quanto a isso foi a não
renovação do parque industrial de algumas companhias
canadenses. O fato impediu que a oferta de celulose no
mercado aumentasse mais que a demanda. No mercado
internacional, o preço da tonelada da celulose
aumentou 15% este ano.
As empresas referidas não constam na nossa carteira
sugerida devido à visão inicial para o desempenho do
setor. Não a incluímos ainda porque optamos por outros
papéis mais atrativos, e também devido ao câmbio
apreciado. São empresas exportadoras e, apesar de não
apresentarem resultados ruins, se o real estivesse
menos valorizado, as receitas poderiam ser maiores.
Recomendação: A nossa recomendação para o setor
é Neutra. Acreditamos que está em ascendência. E nos
próximos 10, 15 , 20 anos deve crescer. A América
Latina é “top de linha”. E as empresas brasileiras
produtoras de celulose, como Aracruz, Suzano e
Votorantin têm espaço para crescer. Vemos um setor, em
longo prazo, muito competitivo no Brasil.
- Mônica Araújo - Chefe de Análise da Ativa
Corretora
A visão do setor é otimista para o quarto trimestre.
No início de 2007, vislumbro queda nos preços, devido
ao aumento da capidade de produção das empresas, com a
entrada em funcionamento de algumas plantas. Mas, de
uma maneira geral, os valores devem se manter em
patamares semelhantes aos atuais. Em outubro, a
tonelada na Ásia estava sendo comercializada por US$
630; nos EUA, por US$ 695; e na Europa, por US$ 660.
O driver para o ano que vem é a entrada em
funcionamento de fábricas significativas de fibra
curta. A questão é como o mercado vai absorver isso.
Em alguns momentos, poderemos ter arrefecimento da
demanda. A expectativa de crescimento da China
continua. Isso também sinaliza que demanda por
celulose de eucalipto deve continuar aquecida. Além
disso, o mercado deve continuar sendo influenciado
pela forte demanda nos EUA.
Recomendação: Estou atualizando as
recomendações. Mesmo assim, opto pelo investimento nos
papéis da VCP e Suzano Papel e Celulose. Essas
companhias têm projetos que aumentarão as capacidades
de produção. Além disso, a preferência é também
relacionada aos múltiplos dessas empresas.
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Equipe Técnica Acionista.com.br
20/11/06
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
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