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Concessões Rodoviárias e Logísticas

Desempenho

20 de fevereiro de 2008

O crescimento e os investimentos das concessionárias e empresas de logísticas atuantes no Brasil estão sendo estimulados com a expansão da economia brasileira. Na opinião dos analistas, os projetos privados, aquisições e a expansão das atividades em outros países garantem a aposta nestas companhias. O  terceiro balanço quadrimestral do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o resultado do leilão de sete trechos de rodovias federais, realizado em outubro passado, demonstram que os incentivos públicos ainda não representam aumento de receitas.

De acordo com a Corretora Planner, o sucesso de concessionárias e transportadoras rodoviárias e ferroviárias se deve ao aumento do tráfego das rodovias sob sua concessão, o bom momento da economia brasileira, através do aumento nas vendas de automóveis, a produção industrial aquecida e o crescimento das exportações. Esses fatores influenciam diretamente no volume de veículos nas rodovias e nos produtos transportados, seja por via terrestre, ferroviária ou marítima. Para 2008, a perspectiva é que o mercado de automóveis cresça 17,5%. A produção de veículos deve atingir 3,2 milhões de unidades, representando um incremento de 8,9% em relação a 2007. O crescimento de 40% na safra agrícola projetada para este ano também deve contribuir para o aumento no fluxo de negócios, beneficiando principalmente as transportadoras ferroviárias e o embarque nos portos brasileiros.

Com esse cenário, espera-se um aumento das receitas na OHL, que até sair vencedora de cinco lotes leiloados em outubro, detinha 11% dos rendimentos do setor; na CCR, que possui 42% desses ganhos,  e na Triunfo Participações, com 5% das receitas do setor. A OHL tornou-se a maior concessionária brasileira e deve investir R$ 4,2 bilhões nos próximos cinco anos. As futuras concessões anunciadas pela Agência de Transporte Terrestre (ANTT), que fazem parte do PAC, são positivas para as empresas, mas ainda não geram retorno imediato nos balanços das companhias. Uma das justificativas é a tarifa de retorno (TIR) praticada no leilão de outubro, que veio com deságio de mais de 50% em relação ao teto máximo estipulado, e que pode indicar que o baixo patamar da TIR será mantido nos próximos eventos.

A analista Jacqueline Lison, da Fator Corretora, avalia que o terceiro balanço quadrimestral do PAC apresentou números mais positivos que os vistos nos balanços anteriores.”Ainda que a passos lentos, o programa do governo avançou e continuou a colocar o setor de infra-estrutura em evidência, o que não só permite maior cobrança em relação ao andamento das obras, mas também atrai investimentos da iniciativa privada para o setor”. Segundo a corretora, o segmento que tem se beneficiado disso é o setor de logística, mas que ainda tem o crescimento baseado em iniciativas privadas. A Tegma Logística deverá aplicar os R$ 300 milhões captados na Oferta Pública de Ações (IPO) em aquisições e na internacionalização de suas operações. Cerca de 80% da sua receita vem da cadeia automotiva. A Log-In investirá R$ 800 milhões nos próximos cinco anos, sendo mais de R$ 600 milhões em cinco navios contêineres.

Patrimônio Líquido/ R$/MM

3TR06

3TR07

Variação %

ALL(N2)

2.468,88

2592,27

5,0

CCR (NM)

1.333,62

1481,84

11,1

Invepar

1.333,62

139.775

10380,9

Log-In (NM)

-

565,50

-

MRS

-

1.316.660

-

OHL (NM)

681,52

712,06

4,5

Santos Brasil

1.046,70

1042,06

(0,4)

Tegma Logística (NM)

-

370,01

-

Triunfo Participações

164,749

493,48

199,5

Wilson Sons

698,88

956,75

36,9

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Obs: A Santos Brasil foi a única das empresas mencionadas nesta tabela que apresentou  resultados referentes ao exercício consolidado do ano de 2007, que vem comparados ao exercício de 2006.  
Fonte: Bovespa

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Mercado de Ações

As ações da OHL têm sido as mais penalizadas em 2008 durante dois meses de intensa volatilidade no mercado. De acordo com a Ativa Corretora, o papel teve perda de 18,5% em janeiro. A Fator Corretora divide com a Ativa a opinião de que a cotação atual da empresa reflete uma percepção ou avaliação errada. A Ativa não identificou nenhum fato novo que possa justificar essa performance. Ao contrário, as perspectivas de crescimento para o tráfego nas rodovias pedagiadas, o forte aumento da frota de veículos e ainda o fechamento do IGP-M em 2007 em 7,8% - o que indica que o reajuste dos pedágios em São Paulo poderá ser bem superior ao ocorrido em 2007, que foi próximo de 4,4%. E esses  são fatores que deveriam impulsionar as ações da empresa. A Planner também não vê motivos para a recente desvalorização dos papéis da Log-In. A corretora acredita que o comprimento do plano de investimentos anunciados deverá ter impacto positivo no preço das ações. Por isso, mantém o preço-alvo de R$ 17,85, com recomendação de COMPRA.

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Opinião do Mercado

Fator Corretora

Na Estratégia de Investimentos de fevereiro de 2008, assinada por Lika T. Takahashi, estão incluídas três empresas deste setor, que tem a recomendação de COMPRA, e estão com potenciais de valorização calculados em relação a dezembro de 2008 a partir da cotação de 01/02/08. A justificativa é o bom histórico de crescimento e a capacidade de gestão que elas têm. São elas:

A ALL tem preço-alvo de R$33,00, upside 74%. A empresa é a maior operadora logística independente da América Latina. Transporta commodities e produtos industrializados de diversos segmentos e presta serviços logísticos intermodais. Sua área de cobertura abrange 75% do PIB do Mercosul e 78% dos grãos da América do Sul. Outra justificativa para a inclusão na carteira é que o volume de transporte ferroviário no Brasil continuará a crescer fortemente graças ao bom momento da economia doméstica e expectativa de safra recorde. Estimamos CAGR (crescimento da taxa média anual composta) de 10% para o transporte ferroviário nos próximos três anos. Além disso, os investimentos conjuntos com seus clientes em vias, vagões e locomotivas poderão resultar em crescimento maior que o projetado.

A Log-In, está com preço-alvo de R$22,00, e upside de mais de 80%.As principais atividades da empresa são o transporte intermodal de contêineres, navegação costeira, transporte ferroviário, terminal portuário e serviços de planejamento e gestão logística. A capacidade de transporte marítimo aumentará 75% com a compra de dois navios. Projetamos crescimento do volume transportado na Navegação Costeira de 30%, 25% e 20% para 2008, 2009 e 2010, respectivamente. Esperamos que o Terminal de Vila Velha também cresça bastante em função do término de grande parte das obras de melhorias e da expectativa de expansão da movimentação de contêineres no Brasil. Estimamos um aumento de volume de 13% para 2008 e de 10% para 2009 e 2010. Entretanto, o risco do investimento neste papel é que as nossas premissas de crescimento para Navegação Costeira possuem elevado grau de incerteza, pois a empresa ainda não possui guidance para o crescimento desse serviço.

A OHL, está com preço-alvo R$42,30, e upside de cerca de 120%.


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Planner Corretora e Heber Rios Santos
Analistas Ricardo Tadeu Martins e Heber Rios Santos

A CCR detém as principais rodovias do estado de São Paulo e do país e nelas o principal ramal de escoamento de produção para o porto de Santos e entrada na capital paulista e capital fluminense. A empresa vem demonstrando eficiência e competência na sua administração e a baixa alavancagem financeira permite grande flexibilidade para novas licitações. Acreditamos que a CCR superou o “fracasso” nos leilões das rodovias federais, o qual teve forte concorrência com deságios pesados. A empresa está preparada para os novos leilões que estão por vir, tanto estadual como federal e PPP´s mas, manterá sua política de retorno ao acionista, evitando assim, deságios predatórios para o retorno do investimento.

Por isso, a empresa procura sempre novas linhas de negócios como a da linha 4 do metrô paulista e participação em negócios internacionais como as rodovias no México para curto prazo e as rodovias no Estados Unidos para Longo prazo. Só o governo mexicano tem 4.000 km de rodovias para serem licitadas em 2 anos. O crescimento nas suas rodovias no Brasil deverá se manter no 4T07, com conseqüente reflexo nos resultados. E no final de janeiro, a empresa adquiriu 40% da Renovai, e vai administrar as estradas estratégicas no interior paulista.

Recomendação: COMPRA com preço-alvo de R$ 45,00.


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Ativa Corretora - Analista Chefe Mônica Araújo

Mantemos a OHL no portifólio recomendado, revisado em fevereiro. Acreditamos que a expectativa para a OLH no curto prazo está relacionada ao desempenho do 4T07, que acreditamos que será bastante positivo e ainda a avaliação sobre o mercado de dívida, dado que a empresa terá que fazer um empréstimo ponte para fazer frente aos primeiros desembolsos de investimentos nas novas concessionárias. Por mais que essas novas concessionárias não agreguem muito valor à OHL, as concessionárias antigas estão com performance acima da estimada e agregam muito valor à holding. Entendemos que as dúvidas com relação ao negócio somente serão reduzidas quando tivermos indícios de que a base de tráfego utilizada nas premissas da OHL está em linha com o dado real. Teremos ainda no médio prazo a licitação do Rodoanel em São Paulo, que pelas características do modelo adotado, com pagamento de Outorga, deve reduzir o número de players interessados, porém promovendo a mesma competitividade.

A Ativa Corretora iniciou cobertura da Santos Brasil com recomendação NEUTRA e  preço de R$ 30,00 para o final de 2008, representando um upside de 25%. Ela é a empresa operadora do TECON 1, o maior terminal de contêineres da América do Sul, localizado no Porto de Santos. Pelo TECON 1 passaram aproximadamente 45% e 18% de todos os contêineres movimentados no Porto de Santos e no Brasil em 2006, respectivamente. A Santos Brasil espera construir um novo berço de atracação, conhecido como TECON 4 que, associado com o conjunto de melhorias que a empresa pretende realizar em sua operação, deverá aumentar a capacidade líquida de movimentação de contêineres de 1.206 mil contêineres para 2.010 mil contêineres representando um crescimento de 66,7%.

O risco do papel  é a competição que existe com a expectativa de construção da Embraport, uma operação de contêineres em uma área próxima ao Porto de Santos com capacidade de movimentação de 1 milhão de contêineres por ano, que deve entrar em operação em 5 a 7 anos. Além disso, a LLX apresentou projeto de investimento de um “super” porto em Peruíbe (SP), região próxima ao Porto de Santos, com expectativa de movimentação de 4 milhões de contêineres por ano com previsão de início de operação para 2012.

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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

Atendendo a instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br declara que:
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