Índice para outros Setores

Setor Imobiliário

Desempenho

14 de agosto de 2009

 O setor de construção civil brasileiro é outro. O programa do Governo Federal, em parceria com a Caixa Econômica, foi o impulso que faltava para liberar, na prática, uma demanda que estava reprimida e que é enorme. Só nos próximos três anos, esse pacote habitacional vai subsidiar 1 milhão de unidades para aquelas famílias com renda de até 10 salários mínimos. Lançado em abril deste ano, o “Minha Casa, Minha Vida” já impactou positivamente os balanços das companhias do setor. Empresas focadas em baixa renda, que amargaram resultados muito ruins entre o quarto trimestre de 2008 e o primeiro de 2009, apresentaram crescimentos operacionais e percentuais relevantes no segundo trimestre. Para o mercado, apesar da necessidade de capital intensivo e forte alavancagem financeira das empresas, o setor entrou em outro patamar, e parece sim, mesmo depois que passarem esses três anos de efeitos do pacote governamental, se sustentar daqui para frente.
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Empresas/ R$Milhões

PL 2tr08

PL 2tr09

LL 2tr08

LL 2tr09

ROE 2tr09 (%)

Abyara

200,257

204,393

(26,733)

6,936

3,39

Brasil Brokers

366,174

387,572

23,3

12,7

3,27

Cyrela Brasil Realty

2.276,682

2.425,316

94,027

157,071

6,47

Cyrela Com. Property

364,108

391,685

8,190

12,333

3,14

Brookfield*

1.514,780

1.809,539

35,380

80,081

4,42

Even

689,253

823,040

20,064

20,631

2,50

Eztec

804,728

866,185

29,007

38,324

4,42

Gafisa

1.631,283

1.717,246

32,142

58,749

3,42

Helbor

361,780

391,138

10,122

15,467

3,95

Lopes

92,189

13,974

26,035

10,025

71,7

Multiplan

1.399,221

2.019,195

19,991

45,628

2,25

Rossi

1.266,967

1.318,197

50,894

51,157

3,88

Tecnisa

7887,959

847,386

21,284

30,087

3,55

Tenda

748,36

1.101,19

17,40

23,40

2,12

 


Empresas/R$ Milhões

PL1tr08

PL 1tr09

LL 1tr08

LL 1tr09

ROE 1tr09 (%)

Agra

853,134

908,302

(11,251)

9,686

1,06

Brasil Agro

575,455

575,031

(3,622)

151

0,02

CCDI

694,178

640,909

57,831

9,992

1,55

CR2

369,530

372,678

4,192

1,286

0,34

Inpar

730,470

763,122

(5,555)

(17,851)

(2,33)

Invest Tur

899,923

952,058

4,572

(2,435)

(0,25)

JHSF

843,586

870,865

60,775

283

0,03

Klabin Segall

401,938

377,781

8,486

29,697

7,86

MRV Engenharia

117,488

1.603,237

42,681

49,021

3,05

PDG Realty

1.455,763

1.595,345

47,542

50,796

3,18

São Carlos

547,786

540,910

6,999

17,408

3,21

Trisul

464,565

417,691

10,632

(3,372)

(0,8)

 

*Antiga Brascan Residencial Proporties.
A Company (Brookfield São Paulo Empreendimentos Imobiliários) não foi incluída por não ter os papéis listados em algum dos três níveis de Governança Corporativa.
Todas as empresas estão listadas no Novo Mercado de Governança Corporativa da Bovespa, com exceção da Multiplan, que está no N2.
Fonte: Bovespa e Relatório das Empresas
ROE – Rentabilidade do Lucro Líquido (LL) sobre o Patrimônio Líquido (PL) consolidados, calculado pelo Acionista.com.br.

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Mercado de Ações

   Apesar das ações do setor terem valorizado muito este ano, a Brascan Corretora acredita que os papéis suportam uma alta maior. Cotações calculadas pelo Acionista.com.br , demonstram que a maior parte dos papéis está negativa desde a abertura de capital. A tendência, portanto, é de elevação nas cotações para todas as companhias, já que o setor tem um potencial muito grande de crescimento, especialmente, depois do pacote habitacional. A Coinvalores também acredita que, mesmo muito valorizadas, os papéis podem subir mais, mesmo porque acompanham a tendência do mercado. No entanto, não devem ter tanta sensibilidade quanto antes, por já terem recuperado parte da queda do ano passado. Esses papéis têm um beta (a volatilidade) um pouco maior que outros setores, por isso, respondem de maneira rápida a uma alta ou uma baixa do mercado.

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Opinião do Mercado

Cristiano Hees -Analista Corretora Brascan

Os últimos dois anos foram muito bons para o setor. No entanto, no auge da alavancagem financeira das companhias, aconteceu a crise mundial, e, apesar de resultados bons nesse período, as companhias não conseguiram sustentar o crescimento. Para os próximos anos, o potencial do setor permanece gigantesco. A demanda reprimida existe, e foi transformada para a prática a partir do programa “Minha Casa, Minha Vida”. Portanto, em longo prazo, o potencial do setor é grande. Por isso, considera este um setor de oportunidades. O risco pode aparecer se a expansão das companhias, que é necessária, não se sustentar.
O pacote do Governo Federal beneficia a todo o setor. No entanto, existem empresas que estão bem posicionadas, e já aproveitam esse momento, como aquelas que já atuavam na baixa renda. Companhias como Rossi e Cyrela, fortemente presentes nas faixas mais altas, já estão migrando parte das operações para as famílias incluídas no programa habitacional, pois serão 1 milhão de unidades subsidias pelo governo em três anos. No curto prazo, esse movimento pode significar queda de rentabilidade, principalmente, para essas empresas, mas no médio prazo, não há esse risco, pois não existem mais barreiras para elas aproveitarem esta demanda.

Recomendação: A MRV e a Tenda são nossas preferidas devido ao foco de atuação em linha com o pacote federal. Ambas são OUTPERFORM (valorização esperada superior ao Ibovespa). O preço-alvo em dezembro de 2009 é R$ 42,30 para a MRV, correspondendo um up side 33,2% em relação a cotação de fechamento de 30.07. A Tenda tem preço-alvo de R$ 5,83, com potencial de valorização de 28,4%.



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Equipe de Análise -Corretora Coinvalores

O setor ainda vai refletir positivamente os incentivos do programa “Minha Casa, Minha Vida” e a redução dos juros. Acredito que o cenário, que combina o estímulo a uma demanda que estava reprimida, que é a das famílias de renda mais baixas e a recuperação da confiança do consumidor e do empresário, pode ser sustentável ao longo dos anos. Devemos acompanhar o efeito da redução das taxas de juros e da expansão contínua do PIB brasileiro ao longo dos trimestres. Essa combinação deve garantir solidez das empresas que estiverem capitalizadas, mas, ao mesmo tempo, bem estruturadas financeiramente. Através desse programa do Governo Federal, ele abriu realmente as portas para um mercado que não estava sendo explorado. Com isso, todas as empresas devem se beneficiar, inclusive aquelas que não atuam totalmente com esse cliente.

Recomendação: COMPRA para a Cyrela, pois ainda tem espaço para recuperação. Em breve, vamos revisar todos os papéis do setor, pois estamos em um cenário já diferente do ano passado. No curto prazo, são ações que podem sofrer ainda com o cenário mundial. No longo prazo, o investidor deve ser posicionar em empresas financeiramente sólidas, para isso, é importante observar o nível de endividamento, cuja relação Dívida Líquida e Ebitda não deveria ultrapassar 2,5X.
 

Resultados das empresas do setor na Agenda 2T09

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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

Atendendo a instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários por ela administrados não possui participação acionária direta ou indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente, de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
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