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Índice |
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Setor Financeiro |
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Depois dos lucros e ganhos recordes de 2005, a conjuntura
ainda é favorável para o setor financeiro. O relatório da Lopes Filho
& Associados enumera diversos fatores positivos. Os índices
inflacionários estão sob controle, há a melhoria nos níveis de emprego
e renda, exportações fortes. Tais condições, aliadas a um maior
influxo de capital estrangeiro formam o cenário para que o Banco
Central continue adotando uma política de flexibilização dos juros.
Por isso as expectativas são favoráveis no sentido de que os segmentos
de crédito para pessoa física e middle market continuem num ritmo de
demanda ascendente. O investidor, entretanto, deve ficar atento aos
detalhes. O Banco do Brasil, por exemplo, vem sofrendo os efeitos da
inadimplência da área agrícola, bem como havia elevado resultado não
recorrente positivo influenciando no resultado final. Outro aspecto
negativo consiste nas não descartadas ingerências políticas em sua
gestão. O desempenho do 4º trimestre do ano passado foi fraco, tendo
registrado queda de lucro de 48,7% ante o trimestre anterior, reflexo
do aumento de provisionamento para o setor agrícola e menores
reversões de provisionamentos para indébitos tributários.
Quando se trata da magnitude do lucro auferido em 2005, o Bradesco
registrou R$ 5,514 bilhões, atingindo crescimento de 80,2% em relação
ao ano anterior. Já o Banco do Brasil registrou a cifra de R$ 4,154
bilhões, com evolução de 37,4%; Itaú de R$ 5,251 bilhões, com
acréscimo de 39,1% e Unibanco R$ 1,838 bilhões, com evolução de 43,3%. |
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Em 2005, as ações do setor financeiro apresentaram ganhos em relação
ao Ibovespa, refletindo o desempenho favorável do setor. Os papéis
preferenciais do Bradesco registraram uma das maiores altas do índice
Bovespa, com ganho de 117,67% no ano passado. Nestes primeiros meses
de 2006, a alta é de 21,85%. A Itaú PN subiu 67,9% em 2005 e 23,51% em
2006. A ordinária da Nossa Caixa está com valorização de 38,8%. Já a
Unibanco Unit obteve crescimento de 74,12% em 2005 e 16,94% em 2006. |
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Patrimônio líquido em mil de reais |
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2005 |
2004 |
% |
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Banco do Brasil |
16.849.764 |
14.105.696 |
19,45 |
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Bradesco |
19.409.274 |
15.214.646 |
27,57 |
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Itaú |
16.420.562 |
14.759.757 |
11,25 |
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Nossa Caixa |
2.298.707 |
2.163.340 |
6,26 |
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Unibanco PN |
5.456.833 |
4.819.022 |
13,24 |
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Kelly Trentin, analista da
SLW Corretora
O cenário ainda é positivo para o setor financeiro com a
continuidade do aumento da carteira de crédito. Não vejo
sinalização forte de aumento da inadimplência. A
perspectiva é de um crescimento médio da carteira de
crédito de 20%. Isso porque é esperado um aumento maior do
PIB este ano em relação a 2005. Junto com isso há a queda
da taxa básica de juros (Selic). A tendência é de aumento
da renda do trabalhador e, conseqüentemente, do consumo.
Tal fato viabiliza o incremento da demanda por crédito. A
redução dos ganhos de tesouraria serão compensados pelo
crédito.
Aposto nos bancos que têm margem para ganhos com
melhorias, como a Nossa Caixa, que apesar de ser regional
tem um mercado grande para explorar e novos clientes a
serem agregados. O resultado do quarto trimestre já foi
bem forte e continua atrativo. O Unibanco está passando
por um processo de reestruturação e melhorias. Também
gosto do Bradesco.
João Augusto Frota Salles, economista da Lopes
Filho & Associados, Consultoria de Investimentos
No correr de 2005, trimestre a trimestre, os resultados dos quatro
bancos de maior porte com ações negociadas em Bolsa sinalizavam que
seria um período recorde de lucros e foi. Pode-se dizer que suas
estratégias foram e têm sido simétricas no sentido buscar otimizar
rentabilidade pelo viés dos empréstimos à pessoa física, mormente os
créditos consignados; ampliar as sinergias operacionais no intuito de
gerar maior eficiência de custos; ganhar escala nas receitas de
serviços, dada a ampliação de correntistas, afora contar com os
realinhamentos tarifários; e, por fim, beneficiaram-se dos impactos
favoráveis das altas taxas dos juros na carteira de TVM. Aqui vale
sublinhar que a Selic média de 2005 ficou em 19,12% ao ano, enquanto
em 2004 perfez 16,56% - donde um acréscimo de 2,56 pontos.
Quando jogamos luz nas perspectivas, parece que o “céu é de
brigadeiro”. Dados os fundamentos econômicos e os novos paradigmas da
“esquerda” política, parece que o Brasil ruma para o tão almejado
investment grade, podendo atingi-lo no final de 2007. Ademais, na
atualidade há elevada liquidez no mercado global de capitais,
contribuindo para o maior influxo de capital estrangeiro. Conjuga-se a
isso que o Brasil vem alcançado exportações vigorosas, mesmo diante de
uma estabilidade do câmbio. Esse cenário tem possibilitado uma
política monetária mais flexível por parte do Copom, donde sinalizando
para novos avanços na demanda por crédito em pessoa física, cujo nicho
é o que registra melhores margens no setor financeiro. Há, ainda, o
provável impulso na demanda por seguros, já que existe uma relação
direta com o nível de emprego e renda. Por fim, no decorrer dos dois
últimos anos os bancos privados em tela ampliaram suas participações
de mercado no segmento de pessoa física, antevendo esse momento, quer
pelo viés de aquisições, quer acordos operacionais com redes
varejistas, ou parcerias com bancos de nichos no âmbito do crédito
consignado.
Para o médio/longo prazo, mesmo considerando que 2006 é um ano de
eleições majoritárias, logo guardando algum grau de incerteza no que
tange à conduta econômica, admitimos como premissa que não ocorrerá
retrocesso nos fundamentos da economia brasileira. Isso significa que
nossa aposta é de que o PIB continue registrando crescimento, conforme
pode ser atestado em nossas premissas adiante. Este também é o
corolário do Unibanco, posto que sua estratégia vem sendo pautada em
não apenas defender mas elevar suas fatias de mercado no segmento de
varejo. Para tanto, conta com as instituições controladas atuantes no
mercado massificado, destacando-se a Fininvest, que tem forte apelo
popular.
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Equipe Técnica Acionista.com.br
Elaborado e ditado pela jornalista Ana Borges
14/03/06
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Atendendo a
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e
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