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Índice |
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Setor
Telecomunicações |
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13 de setembro de 2007
Enquanto o mercado aguarda a concretização de um novo mapa
das telecomunicações no Brasil, movimentos mais tímidos ganham
destaque. Algumas aquisições, como a da Telemig e da Tele Norte
Celular pela Vivo, e a nova data para o leilão de compra das ações PN
da Telemar contribuem para ensaiar o processo de consolidação do
setor, que se arrasta há mais de dois anos. Para saber quando começa e
quando termina esse processo, dois grandes movimentos devem acontecer:
a flexibilização regulatória do setor no Brasil e a formação de
conglomerados, encabeçados por grupos que já são líderes mundiais do
setor, talvez, acompanhados de uma grande empresa brasileira, que
poderá resultar da união entre Brasil Telecom e Telemar/Oi.
Para avaliar o desempenho das teles continua sendo importante
à manutenção de bons fundamentos, a recuperação de margens e o aumento
do retorno com os serviços de transmissão de dados. No segmento de
móvel, informações da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel)
demonstram crescimento de 44% em relação à 1S06, com destaque para a
região nordeste. O Distrito Federal é a localidade com maior número de
celulares por habitante, com indicador de quase 110%, seguido por RJ
(72,9%) e RS (71,55%). A Vivo continua líder do segmento, com 28,11%
do mercado. A Tim tem 25,72%, a Claro, 24,67%, a Oi (Telemar), com
13,8%. Na base do ranking estão Telemig e Amazônia Celular (4,48%) e
Brasil Telecom (3,54%). Esses dados são relativos aos 108,519 milhões
de números de celulares ativos no Brasil. |
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Patrimônio Líquido /
R$ milhões |
2T06 |
2T07 |
Variação % |
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Brasil
Telecom Part. (N1) |
5.199.269,00 |
5.405.336,00 |
4,0
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Embratel
(S/N) |
7.624.908,00 |
7.961.578,00 |
4,4
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Telefônica (S/N) |
33.512.000,00 |
48.453.000,00¹ |
- |
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Telesp Part. (S/N) |
10.108.344,00 |
10.978.020,00 |
8,6 |
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Telemar Part. (S/N) |
2.239.538,00 |
2.366.998,00 |
5,7 |
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Tim Part. |
8.342.409,00 |
7.900.895,00 |
(5,3) |
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GVT Holding (NM) |
1.606,599,00² |
1.649.708,00 |
2,6 |
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Vivo
Part. |
7.928.429,00 |
8.247.465,00 |
4,0
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Fonte: Bovespa e site das empresas |
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¹
Resultados do 1T07 |
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Telefônica não divulgou resultados do 2T07 |
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² GVT
abriu capital em 29/01/07 |
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Os investimentos em ações do setor estão baseados no cenário
de aquisições e consolidação anunciada. Isso é bom para a
rentabilidade dos papéis em longo prazo. Mas, no curto prazo, o
investidor tem que confiar no ganho de clientes pelas companhias. O
que é o mesmo que aumentar a escala do negócio - um aspecto
fundamental para elevar a rentabilidade das teles.
O setor é um dos mais voláteis da Bovespa. Ganhar dinheiro
com esses papéis pressupõe a tomada de riscos. Por isso, a aplicação
de longo prazo é mais indicada. Mas cuidado: a compra de papéis deve
acontecer antes desse processo de consolidação terminar, porque o
potencial de ganho dessas ações está justamente ancorado no atual
cenário. |
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Ativa
Corretora
Relatório Mensal assinado pela analista chefe Mônica
Araújo
Analista de Telecomunicações – Luciana Leocádio
A corretora tem recomendação de COMPRA para as ações PN da
Tim. O papel mostrou recuperação frente o fraco
desempenho que marcou todo o setor no mês de agosto. A
rentabilidade no período foi de 4,4% considerando a
queda de 1,2% no Ibovespa em relação ao mês de julho.
Esse movimento demonstra recuperação para as ações da
Tim em relação ao desempenho abaixo do mercado no
1S07. Além disso, a empresa mantém bons fundamentos e
demonstra recuperação dos resultados no 2T07. Isso
justifica o up side de 35% (dez/07).
A recomendação para a Vivo ON é de VENDA. A
performance do papel está abaixo do Ibovespa. Apesar
disso, as notícias são positivas para a Companhia. A
recomendação para o papel preferencial VIVO4 é de
COMPRA, com up side de 23%. A empresa comprou a
Telemig e a Tele Norte Celular. Se aprovada pela
Anatel (decisão esperada pra daqui a quatro meses),
consolida a Vivo como líder do segmento móvel. A sua
participação de mercado aumenta para 32,9%, e
consolida a posição da empresa em Minas Gerais -
estado com clientes de alto valor agregado, além de se
posicionar na região Norte. Dessa forma, sua base de
clientes sobe para 36.628 milhões. Mas, após a
aquisição, projetamos tendência de queda de
marketing share.
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Carlos Constantine - Analista Chefe do Unibanco
As
ações de telecomunicações permanecem com desempenhos
atrelados aos movimentos de consolidação do setor bem
como às alterações societárias. Esses eventos, por
fim, catalisarão modificações regulatórias.
Acreditamos que a oferta de recompra da Telemar, dia
25 de setembro, não será bem-sucedida, e trará uma
volatilidade adicional para o setor. Dentro desta
dinâmica entrópica, duas empresas se destacam pela
independência à reformulação setorial: Brasil
Telecom e GVT.
A
Brasil Telecom segue seu próprio caminho dando
continuidade ao turn-around operacional
iniciado ano passado. É razoável supor que,
paralelamente a esses eventos, a Brasil Telecom
unifique as suas classes de ações. Entre as atuais
ações da empresa preferimos BRTO4, por oferecer
exposição ao mesmo ativo que às outras classes de
ações por múltiplos menores e ainda
apresentar dividend yield diferenciado. Desde
sua abertura de capital, GVT, empresa espelho da BRTP,
tem cumprido sua promessa e apresentado fortes taxas
de crescimento de receita e EBITDA. Agora
capitalizada, a GVT poderá atender a demanda
espontânea em sua área e expandir seus serviços para
outras regiões financeiramente atrativas.
O business de celular já demonstra resultados
positivos e certamente será um dos vetores de
crescimento na linha de receita. Acreditamos que a
ação da Vivo é a melhor opção deste segmento
dada à implementação da tecnologia GSM e a redução da
perda da base de clientes para outros operadores.
Recomendações: COMPRA
para
Brasil Telecom PN, com up side de 20,6%, para
GVT ON, com potencial de rentabilidade de 9,5%, e para
Vivo ON, com retorno de 37,2% para o final do ano. |
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Valder Nogueira
- Analista do Banco Santander
A principal força do setor é a sua reestruturação e
consolidação. Nos últimos dois ou três anos, o espaço
no mercado de telecomunicações no Brasil passou a ser
motivo de briga entre grandes grupos da América
Latina. O País é considerado a jóia da coroa no
continente. Portanto, quem dominar os clientes
locais, terá sua posição determinada em toda América
Latina . Essa disputa está ocorrendo através dos
atuais movimentos de aquisições em todos os segmentos:
telefonia fixa e móvel e transmissão de dados.
Esse movimento já está acontecendo. Envolve mudanças internas
das empresas. Mas para acontecer realmente, deverá ser
acompanhado de mudanças regulatórias, que visam
facilitar e dar maior flexibilidade a fusões e
aquisições. A concentração do setor dá escala para as
companhias. Se não tiverem escala, não há
sustentabilidade do negócio. Por isso, é preciso
mudanças no setor.
O setor não ficará menos atrativo, se tanto as mudanças nas
regras não acontecerem, ou o movimento de consolidação
não tomar os rumos necessários. As companhias
brasileiras estão entre as mais baratas entre as teles
do mundo todo (devido provavelmente a essa necessidade
e tendência de consolidação no País). Além disso, a
previsibilidade dos fluxos de caixa e dos fundamentos
dessas companhias são constantes e sólidos.
Recomendação: O nosso papel preferido é a Brasil Telecom. A
companhia fez um trabalho muito bom de redução de
custos e eles podem cair ainda mais. Além disso, não
se aventurou em uma reestruturação como a Telemar.
Apesar disso, o papel da Telemar também é bom, mas
sugiro se posicionar após a reestruturação. |
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher
Binkowski
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
Advertência:
As informações
econômico financeiras apresentadas no Acionista.com.br são extraídas
de fontes de domínio público, consideradas confiáveis. Entretanto,
estas informações estão sujeitas a imprecisões e erros pelos quais
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