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Setor Shopping

Desempenho

11 de dezembro de 2007

As empresas administradoras de shoppings centers no Brasil participam de uma terceira fase vivida pelo segmento desde a inauguração do primeiro empreendimento em 1966, conforme dados da Associação Brasileira de Shoppings Centers (Abrasce). Até maio, a Organização contabilizou 358 shoppings, com faturamento anual alcançando os R$ 50 milhões. A expectativa da Abrasce é que sejam inaugurados no mínimo dez shoppings em 2008.

A aquisição e aumento de participações é a etapa características do negócio das quatro empresas que abriram capital neste ano. Através de oferta primária de ações, as companhias iniciaram um período de consolidação. Até agora, a Br Malls comprou ou aumentou participação em 34 shoppings. A Iguatemi, entre aquisições e lançamentos, elevou em 10 o número de empreendimentos que administra. A Multiplan fez seis novos negócios. E a General Shopping, quatro.

Através dessas ações, as companhias aumentaram a área bruta locável (ABL)¹. Com isso, elevaram seu potencial de geração de receitas. O ganho dessas empresas vem da locação de lojas e espaços para merchandising, da transferência de pontos entre lojistas e cessão de direitos e dos ganhos com estacionamento. Por isso, devido às aquisições neste ano, o crescimento orgânico dessas empresas, isto é, o incremento em receitas de fontes que já têm, também será um ponto forte no balanço consolidado do ano de 2007.

PL/ R$ Milhões

2T07

3T07

Variação %

Br Malls

1.149,31

1.136,15

(1,1)

General Shopping

113,78

380,10

234,1

Iguatemi

816,35

822,54

0,8

Multiplan*

1.181,99

1.844,80

56,1

Fonte: Bovespa
PL..relativo.aos.negócios.de.administração.de.shopping.centers.e incorporação.imobiliária
 

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Mercado de Ações

Quatro companhias disputam a atenção do investidor na Bovespa. Iguatemi, a primeira a abrir capital em fevereiro deste ano, foi seguida por Br Malls, em abril, e General Shopping em julho, que entraram no Novo Mercado de Governança. A Multiplan, que também prestas serviços na área de incorporação imobiliária, ingressou no N2 em julho. Nas avaliações de analistas publicadas nos sites das empresas, essas ações têm potencial de rentabilidade positivo até o final de 2007.        

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Opinião do Mercado

Diana Litewski - Analista Ativa Corretora

O processo de consolidação no setor de shoppings centers vai continuar em 2008. O mercado doméstico ainda é composto por empresas familiares. Acreditamos que o próximo ano será marcado principalmente pelos projetos greenfields (estão em andamento a construção de mais de 10 shoppings)². Neste ano, as companhias consolidaram o setor através de aquisições. Uma outra etapa do desenvolvimento do segmento no Brasil será o processo a expansão das companhias, ao modelo que já está acontecendo, através dos ganhos com aumento de participação em shoppings e dos novos projetos em construção.

Os riscos de investir em administradoras de shoppings centers são baixos. O setor é bem estável. Em cada aquisição de um shopping ou a participação nele, a companhia adquire um fluxo de caixa futuro. Portanto, é mais fácil precificar o papel. A única questão duvidosa está relacionada à eficiência das estratégias de crescimento adotadas por cada companhia.

Recomendação:
Não fazemos. Há um bom potencial valorização para a ação de Iguatemi e BrMalls, que são as que acompanhamos.


Thomas Awad - Analista Itaú Corretora

Os drivers de crescimento do setor são os mesmos para o segmento de consumo. Parte da receita dos shoppings é ligada às receitas das lojas. O comércio está sendo beneficiado pelo aumento de renda, crédito e queda no desemprego. Além disso, outros drivers da expansão do setor de shoppings são: a consolidação do segmento, o aumento da participação das companhias em shoppings nos quais já participam, e a construção de novos empreendimentos.

A decisão sobre investir ou não nas ações dessas companhias em bolsa deve ser guiada pela relação entre a rentabilidade do preço da ação e o desempenho da empresa, que muitas vezes não estão relacionados. Em 2007, essas empresas não foram muito bem em bolsa, ou seja, o papel não valorizou muito, o que não indica que a empresa não teve um bom desempenho. No caso, é importante olhar para indicadores que medem a rentabilidade das empresas. Um dos mais importantes é o Ebitda (mede a geração de caixa antes do pagamento de taxas e tributos)³. Mas além deles, outros exemplos são o NOI (Net Operating Income) e o FFO (Funds From Operating).

Recomendação:
Não divulgamos.

¹ABL: Área Bruta Locável, correspondente ao somatório de todas as áreas disponíveis para a locação em Shopping Centers, exceto quiosques.

² Dado da repórter.
Fonte: Br Malls, General Shopping, Iguatemi e Multiplan.

³Dado da reporter.
Fonte: Dicionário de Finanças da Bovespa.


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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski

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