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Índice |
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Setor Telecomunicações |
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As operações societárias das Companhias de Telecomunicações têm sido
relevadas para análises setoriais. Os processos de modificação
acionária por compra e venda de ações fazem parte de algumas empresas
há alguns anos, como na Brasil Telecom. Em outras corporações, cenário
como esse não tem persistido mais que um semestre, que é o caso da
Tim.
Desde o início deste ano, as Sociedades Abertas anunciam
reestruturações. A Vivo Participações é formada por oito operadoras
subsidiadas (e uma delas é constituídas por sete), mas deve reduzir
esse número de 14 para uma. A Telemar anunciou a simplificação da
estrutura acionária de suas empresas (a cobertura total dos serviços
equivale a 64% do território brasileiro) e pretende formar a TmarPart.
A Tim Holding concluiu a reorganização societária que concentra as
operações da Tim Celular e da Tim Participações em uma “Nova Tim
Participações”.
A intenção dessas empresas é interpretada de forma positiva pelo
mercado, devido aos propósitos das mudanças: simplificar a estrutura
organizacional e operacional, aperfeiçoar a estrutura financeira e de
gestão e maximizar benefícios fiscais. Diferente, porém, são as
possíveis mudanças que pode sofrer a Brasil Telecom. Há pelo menos
mais de dois anos, uma das acionistas da telefônica, a Telecom Itália
– majoritária da Tim Brasil – ameaça vender a sua parte na Brasil
Telecom. No final do primeiro semestre, a holding italiana divulgou o
interesse de desfazer-se dos 19% da Companhia brasileira.
O desenvolvimento de serviços e produtos integrados, o chamado mercado
triple pay - voz, dados e vídeo – é a aposta de longo prazo. Os
segmentos de Internet banda larga e VOIP (Voz sobre IP) ainda não têm
impacto nas receitas de todas as empresas – o que deve acontecer em
alguns anos. Na Embratel, os investimentos nesses serviços já
contribuem com a rentabilidade. O ganho no segundo trimestre foi de
30,1% a mais para a Companhia devido à comunicação de dados.
Para as novas tecnologias tem se destinado boa parte dos
investimentos. A Telemar incrementou em 51,3% as adições líquidas de
clientes para esses produtos em relação ao segundo trimestre de 2005.
Sua carteira é composta por 74 mil pessoas e empresas. O investimento
da Embratel no mercado triple pay cresceu de 23% para 32,7% em relação
às verbas aplicadas a outros segmentos na comparação do segundo
trimestre de 2006 com o ano passado.
A TV a cabo é outro nicho que se desenvolve. É um dos segmentos
beneficiados pelo aumento da renda nacional e pelas ofertas das
empresas de serviços integrados. A Embratel iniciou parceria com a NET
no começo do ano. A Telemar comprou a Way TV (processo que passa por
revisão da Associação Brasileira de TV por Assinatura – ABTA).
A expansão de receitas e clientes através da telefonia móvel ainda é
esperada. A competitividade entre as telefônicas, verificada nos
últimos anos, pode diminuir, contribuindo para que as margens
melhorem. A rentabilidade, neste caso, pode vir a ser um driver. No
curto prazo, a receita esperada deve vir das telefonias fixas. A
revisão dos contratos, mesmo com a queda nas tarifas, foi positiva.
Além disso, as concessionárias possuem baixo endividamento líquido
oneroso e elevada geração de caixa.
O investimento no ITEL – o Índice Setorial de Telecomunicações – tem
representado o desempenho das ações das empresas do setor na bolsa.
Com desempenho fraco, o índice, que é formado pela ações das empresas
de telecomunicações, segundo ponderação por "free float" (quantidade
de ações em circulação), está com valorização anual negativa.
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Patrimônio Líquido em R$
milhões |
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2T05 |
2T06 |
Variação % |
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BrTelecom Part |
2.610.658,00 |
8.342.409,00 |
219,6 |
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Embratel |
6.486,50 |
7.624,90 |
17,6 |
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Telemar |
1.873,00 |
2.003,00 |
6,9 |
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Fontes: Bovespa e site das empresas
*Empresas da Vivo - não têm resultados
divulgados neste ano.
OBS: Telemig Celular tem resultados
apenas do 1T06
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Clodoir Vieira -
Analista da Corretora Souza Barros
Telefonia Fixa
Em jan/06 entraram em vigor os novos contratos e as novas
regras. A necessidade de adequação às novas exigências
ocasionou o aumento das inversões em 2005 (R$ 6 bilhões) e
isto deverá se manter em 2006. Quanto às linhas fixas,
segundo a Anatel, o País contava com 39,6 milhões em
serviço em dez/05 (mesmo patamar de 2004) e a taxa de
penetração em torno de 21,5% (2004: 22,1%). Algumas
empresas têm lançado linhas destinadas às classes de menor
poder aquisitivo, amenizando a migração de seus assinantes
para a telefonia móvel e banda larga. Estimamos que haja
elevada ociosidade (cerca de 20%). A princípio, espera-se
que as linhas fixas em serviço em 2006 se manterão em
patamar próximo ao de 2005 ou registrarão tímido
crescimento. O potencial de expansão dessas linhas é
limitado, depende da melhoria de renda e, novamente,
deverá ser afetado pela migração de alguns assinantes para
a banda larga e telefonia móvel. Por outro lado, é
possível que o AICE (Acesso Individual Classe
Especializada) ou outros tipos de linhas direcionadas para
classes de menor renda contribuam para a redução da
ociosidade futuramente. Acrescentamos que o desempenho
futuro está condicionado à melhoria da economia nacional.
Além disso, ressaltamos a dificuldade em mensurar os
impactos que o serviço de Voz sobre IP deverá ocasionar no
segmento de voz. A performance das concessionárias,
especialmente locais, deverá se manter melhor do que a das
empresas-espelho e espelhinhos.
Telefonia Móvel
Segundo a Anatel, em mar/06, existiam 89,4 milhões de
usuários móveis no País (+30,3% contra mar/05), assim
distribuídos: Banda A (43%), Banda B (29%), Banda D (21%)
e Banda E (7%). No 1º trim.06 as adições líquidas foram de
3,2 milhões de clientes. Essa expansão atípica do 1º
trimestre deve ser resultado das promoções realizadas por
algumas operadoras. Os planos pré-pagos responderam por
80,5% da base total de clientes do País em mar/06, ligeira
redução contra dez.05 (80,8%). Isto pode estar relacionado
à estratégia de algumas operadoras de incentivar a
migração de clientes dos planos pré-pagos para pós-pagos.
A taxa de penetração no País evoluiu de 37,5% em mar/05
para 48,5% em mar/06, mas ainda indica bom potencial de
expansão em algumas áreas. A região Nordeste continua
apresentando o maior incremento dessa taxa, mas ainda
registra a menor densidade do País (NE: 32%; N: 36%; SE:
54%; S: 58%; CO: 69%). Em algumas Unidades da Federação, a
taxa de penetração já se encontra muito acima da média
nacional (DF: 118%; RS: 65%; RJ: 63%; MS: 63%). Porém,
alertamos que talvez a base de clientes divulgada não seja
real por conta da migração de usuários entre operadoras. A
princípio, esperamos expansão de 20% da base de usuários
de telefonia móvel em 2006 contra 2005, alcançando cerca
de 104 milhões de clientes móveis no País. Estimamos que o
maior potencial de expansão esteja nos mercados de São
Paulo, Minas Gerais e Paraná que, em mar/06, possuíam,
respectivamente, as seguintes taxas de penetração: 54%,
48% e 52%. Ressaltamos que nos períodos de mercado mais
aquecido (especialmente 2º trim. e 4º trim.) as margens
são afetadas em razão da necessidade de estratégias
comerciais mais agressivas. Além disso, o desempenho
futuro está condicionado ao aumento da renda e à melhor
distribuição. Também alertamos para a importância da
negociação das tarifas de interconexão (respondem por mais
de 40% do faturamento das operadoras móveis) com as fixas
pois poderá afetar o desempenho da atividade das
operadoras móveis. Além disso, a tendência é de redução do
número de players do serviço móvel, sendo esperadas
operações de consolidação. Por último, ressaltamos que as
evoluções tecnológicas nesse segmento são muito rápidas e
a Anatel tem indicado que pretende lançar licenças de 3G
até 2007, mas não se sabe quais as regras.
Recomendação: Manter a Brasil Telecom
Participações, a Brasil Telecom, a Telesp.
- Rodrigo Bonsaver - Analista da Planner
Corretora de Valores S.A.
Acreditamos que o setor de telefonia brasileiro vive
momento de maturação dos investimentos, tendo em vista
as aquisições e fusões das empresas nos últimos anos,
além de agressivos investimentos em tecnologia,
upgrade da rede, subsídio de aparelhos e promoções. É
difícil fazer uma análise sobre
a situação de cada uma, isso porque está atrelada a
mentalidade de atuação,ou em alguns casos, até a
cultura inserida em cada uma.
Acreditamos que empresas como Vivo e Tim terão
comportamentos muito agressivos para o segundo
trimestre, focando na manutenção da base de clientes,
tendo em vista o fator "churn" *dos clientes para o
concorrente, além de fortes pressões nos custos
advindo de subsídios de aparelhos, isso em telefonia
móvel. Em telefonia fixa o foco encontra-se no
contínuo incremento em comunicação de dados e serviços
adicionais.
A previsão da maioria dos analistas de mercado para o
primeiro semestre deste ano, era de menores
resultados, mesmo com ganhos operacionais, pressão em
custos e investimentos em tecnologia. A expectativa
por novas fusões e aquisições também existia.
* Taxa Churn equivale à adição do número de clientes
em relação aos desligamentos.
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Equipe Técnica Acionista.com.br
10/08/06
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
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