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Índice |
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Setor Imobiliário |
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10 de julho de 2008
A demanda reprimida de imóveis
no Brasil, a relação baixíssima do crédito imobiliário em relação ao
PIB em 3% e a dificuldade que os bancos têm em não conseguir emprestar
se quer 40% dos recursos da poupança para o financiamento imobiliário
traduz a forte demanda atribuída ao setor. O potencial financeiro das
empresas é outro dado positivo. De acordo com pesquisa divulgada pelo
Valor Econômico, R$ 12 bilhões foi o valor captado pelas companhias
que listaram suas ações na Bovespa até o primeiro trimestre deste ano.
Mais que o dobro disso, ou R$ 25 bilhões, é o valor que elas, juntas,
colocaram no mercado através de lançamentos de imóveis novos no ano de
2007, um valor que também é duas vezes maior do montante lançado em
2006.
Diante desses dados, a forte
queda dos papéis em bolsa parece não acompanhar o real desempenho das
companhias. Apesar da perda de valor no mercado financeiro, o setor de
construção civil foi um dos que mais cresceu no primeiro semestre.
Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos (Dieese) e da Fundação Seade, essa expansão foi de
8,8%. A perspectiva de que esse crescimento deve continuar é
justificada, entre outros fatores, pelo aumento de 4,7% no número de
postos de trabalho criados em relação a 2007. O fato dessa expansão
continuar se destacando em relação a outros setores fica mais forte à
medida que os segmento também tem sido afetado, só que negativamente,
pelos aumentos dos custos às incorporadoras e construtoras. Até junho
deste ano, o Índice Nacional da Construção Civil (INCC - calculado
pela fundação Getúlio Vargas) cresceu 8,52% (mais do que o IGPM e o
IPCA), e o aumento do custo do grupo de materiais e serviços foi
1,76%.
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Setor Bovespa (
NM) |
Valor de Mercado / R$ Milhões
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Variação Cotação 1S08 (%) |
Variação Cotação 2 (%) |
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Abyara
27/7/06 |
528,00 |
-38,62% |
-5,99% |
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Agra
25/4/07 |
1.316,00 |
-25,1% |
-3,2% |
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Brascan
23/1/06 |
1.499,00 |
-21,9% |
-49,5% |
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Brasil Agro
2/5/06 |
- |
10,8% |
18,3% |
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Brasil Brokers
2/5/06 |
1.997,00 |
30,1% |
33,3% |
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Camargo Correa
31/1/07 |
923,00 |
-22,2% |
-38,3% |
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CR2
23/4/07 |
350,00 |
-40,4% |
-53,9% |
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Cyrela Brasil Realty
22/9/05 |
7.113,00 |
-8,5% |
153,3% |
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Cyrela Com. Property
9/8/07 |
842,00 |
-10,5% |
363,4% |
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Company
2/3/06 |
805,00 |
-33,2% |
20,9% |
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Even
2/4/07 |
1.108,00 |
-45,3% |
-16,7% |
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Ezetec
22/06/07 |
- |
-46,9% |
-55,2% |
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Gafisa
12/6/06 |
3.071,00 |
-16,7% |
49,5% |
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Inpar
5/6/07 |
655,00 |
-59,0% |
-55,1% |
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Helbor
29/1/07 |
- |
-18,6% |
-15,1% |
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JHSF
12/4/07 |
3.488,00 |
-25,1% |
-3,2% |
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Klabin Segall
9/10/06 |
553,00 |
-26,0% |
-33,7% |
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Lopes
18/12/06 |
1.430,00 |
-17,1% |
62,5% |
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MRV Engenharia 23/7/07 |
4.082,00 |
-6,7% |
14,5% |
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Multiplan N2
27/7/07 |
- |
-8,5% |
-19,2% |
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PDG
26/1/07 |
3.034,00 |
-8,4% |
63,5% |
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Rossi Residencial 5/2/03 |
1.548,00 |
-46,7% |
990,9% |
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São Carlos
14/12/06 |
747,00 |
-21,3% |
-33,4% |
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Tenda
15/10/07 |
1.636,00 |
9,3% |
24,4% |
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Tecnisa
1/2/07 |
1.018,00 |
-37,2% |
-47,5% |
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Trisul
15/10/07 |
- |
-30,1% |
-32,0% |
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Fonte: Valor de
Mercado da corretora Ativa até 5 de julho de 2008. As empresas sem
o dado não foram incluídas na pesquisa da corretora.
Fonte:
Variação da Cotação até o último dia útil de junho de 2008.
Variação da Cotação 2 : desde a abertura de capital. Cálculos do
Portal Acionista |
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O desempenho de metade das
companhias do setor com ações listas na Bovespa podem ser considerado
positivo na opinião do analista da Máxima Asset Denílson Duarte. De
acordo com o analista, esses papéis dobraram suas cotações desde a
abertura de capital. No entanto, esse setor é volátil e também tem
sido afetado pela volatilidade do mercado. Ele é muito sensível a
variáveis macroeconômicas, como inflação, juros, expectativa de
crescimento de renda e PIB, e eles são divulgados quase que
semanalmente. Por isso, de maneira geral, o setor vem tendo uma
performance
ruim na Bovespa desde o início do ano, muito abaixo do Ibovespa, que
até o dia 5 de julho estava com variação negativa de 7,1% segundo a
Ativa Corretora. |
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Marcelo
Pereira - Gestor TAG Investimentos
O setor está
em consolidação. Há muitas empresas, e com o tempo,
umas devem ser compradas pelas outras. Portanto,
algumas delas vão ficar pelo caminho, e é importante,
que o investidor saiba disso. O cenário que marca e
tem impactado o setor é o de aumento dos juros e de
inflação, de volatilidade da economia mundial, redução
do ritmo de crescimento, e aumento dos custos para
essas companhias. Diante disso, para as construtoras
que atuam com o segmento de classe média e baixa é
mais fácil se beneficiar da expansão do setor
imobiliário. Elas têm custos mais baixos. Esse cenário
afeta as companhias que constroem empreendimentos para
a classe média-alta e alta, porque os empreendimentos
para esses clientes têm o valor unitário, os custos, e
a mão-de-obra mais caros. Essas empresas correm o
risco, inclusive, de ter que cancelar lançamentos mais
caros devido justamente a esses custos mais altos.
A Rossi, a
Cyrela e a Gafisa são exemplos de companhias com
atuação mais forte no segmento de alta renda. A Tenda
e a MVR são focadas na baixa renda. Por isso, o
impacto desse cenário de juros e inflação mais altos é
diferente nesses dois grupos de empresas. As primeiras
atuam com grandes projetos, por isso, com execuções
mais demoradas. Já nas segundas, o tempo de maturação
dos empreendimentos é menor. Outro aspecto que
beneficia as construtoras e incorporadoras com maior
atuação nas classes mais baixas é a entrada do Banco
do Brasil como financiador imobiliário, que deve
impulsionar o crédito, principalmente, para essas
classes de renda. E mais um fator positivo são os
custos menores que elas têm, justamente, em um momento
em que efetivamente os custos para o setor já
aumentaram.
Recomendação:
não fazem. |
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Denílson
Duarte - Analista da Máxima Asset
A necessidade
de caixa para continuar crescendo é um dos
drivres
do setor. As companhias fizeram muitos lançamentos, e
ainda estão na fase de investir. Por isso, vão
precisar de recursos para isso e para futuros
lançamentos. Elas devem continuar vindo a mercado até
2010, através de ofertas de papéis e também da procura
pelos bancos. O investidor vai precisar selecionar em
qual das empresas vai investir. Para saber disso, ele
deve olhar para as companhias que estiverem demandando
recursos e saber qual é a necessidade de caixa para os
próximos anos, e quando esses investimentos vão
começar a maturar (as receitas dos lançamentos serão
incorporadas). A necessidade de caixa pode ser
avaliada conforme o tamanho da companhia, através do
valor de mercado, sua liquidez e a capacidade de
realizar as vendas dos empreendimentos. A liquidez das
empresas pode ser medida através da facilidade em
negociar suas ações e outros papéis no mercado e de
conseguir empréstimos com os bancos. A capacidade de
vender pode ser acompanhada pela velocidade das
vendas.
Essa
necessidade de caixa faz parte do negócio do setor. Os
maiores grupos terão mais facilidade para captar, mas
não vejo nenhum estrangulamento de crédito do setor
que poderá prejudicar os investimentos. É um mercado
que, no curto prazo, continuará volátil. Mas no longo
prazo, é um bom investimento, pois o mercado continua
comprando imóveis. O investidor deve acompanhar de
perto a velocidade das vendas e o caixa de cada
companhia. As empresas continuam otimistas e até já
divulgaram os
guindances
de
expansão para este ano sem mudanças diante do cenário
volátil nos mercados mundiais. No entanto, a partir do
momento em que essas metas começarem a ser revisadas
ou rebaixadas, como por exemplo, o valor dos
lançamentos de cada ano, é um sinal de uma possível
inversão da expectativa positiva para o setor.
Recomendação:
não fazem. |
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher
Binkowski
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
Advertência:
As informações
econômico financeiras apresentadas no Acionista.com.br são extraídas
de fontes de domínio público, consideradas confiáveis. Entretanto,
estas informações estão sujeitas a imprecisões e erros pelos quais
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