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Setor Imobiliário

Desempenho

A consolidação no mercado das construtoras e incorporadoras imobiliárias é o próximo evento do setor. A capitalização, através do lançamento de ações no mercado de capitais, foi o começo do anunciado boom imobiliário. Apesar de crescer a taxas superiores a 5% aa, o momento de ouro ainda não chegou. As taxas de juros estão altas e as instituições financeiras ainda necessitam de conhecimentos sobre crédito imobiliário.

A diversificação de produtos é um filão que começa a aparecer agora e já anima o mercado, mas não é uma estratégia adotada por todas incorporadoras. A aposta recente tem sido nas construções para as classes média e baixa, e está fundamentada no aumento da renda da população. Entre os novos movimentos também estão os acordos entre as empresas e os bancos na formação de linhas de financiamento para imóveis. Além disso, parcerias com empresas regionais, de localidades até então pouco exploradas, mas com grande potencial, como a região Nordeste.

 

PL/R$ Milhões

4T06

1T07

Variação %

Abyara NM 7/7/06

168.213,00

171.875,00

2,2

Agra Incorporadora NM 25/4/07

100,82

98,70

(2,1)

CCDI¹ NM 31/1/07

127,43

631,18

395,3

CR2 NM 23/4/07

62,98

66,15

5,0

Cyrela NM 22/9/05

1.948,55

2.005,41

2,9

Company NM 2/3/06

291,38

308,29

5,8

Even NM 2/4/7

123,79

125,31

1,2

Gafisa² NM 12/6/06

814,09

1.424,32

75,0

Inpar NM 5/6/7

29,92

33,52

12,0

Klabin Segall NM 9/10/06

419.417,34

421.130,78

0,4

Rossi Residencial NM 5/2/03

1.079,68

1.110,47

2,9

Tecnisa³ NM 1/2/07

145,20

713,98

391,7

 
¹ Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário. O PL foi impacto pelas ações vendidas no IPO.
² Aquisição de 60% da Alphaville (os 40% restantes serão adquiridos em cinco anos).
³ PL impactado pela abertura de capital.
Data de entrada no Novo Mercado (NM)/ Fonte: Portal Acioni$ta
Fonte: Bovespa
 
   

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Mercado de Ações

O setor é arriscado, mas é um bom investimento. O que o investidor precisa saber é escolher.
A primeira dificuldade é a variedade de empresas. Muitos analistas recomendam aplicar em mais de dois papéis , nunca ter uma única opção, nem formar uma carteira com papéis só do setor. O primeiro passo é conhecer com detalhes as companhias. Não se deve esperar ganho de curto prazo e nem ficar com o papel quando a rentabilidade ultrapassar o potencial de valorização pretendido inicialmente. Não se devem tomar decisões baseadas em notícias sobre ações pontuais, como compra de terrenos, mesmo sabendo que a formação do chamado landbank ou banco de terrenos é importante para o futuro dos empreendimentos. 

Estas companhias estão com múltiplos altos, mas isso não representa risco. A cotação e o indicador de preço por ebitda refletem a expectativa do mercado. De acordo com um analista, arriscado tem sido decidir investir apenas olhando a relação preço e lucro. O lucro líquido das companhias foi impacto negativamente    por gastos com as emissões de títulos de dívidas e de ações nos últimos trimestres. Outro índice, que      deve ser visto com cuidado, é o VGV. Ele indica o valor que uma empresa estima comercializar uma construção quando ela estiver pronta. Na opinião desse analista, falta transparência às empresas ao      publicar o VGV: “em muitos casos, por exemplo, as companhias não divulgam o prazo de entrega da obra”

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Opinião do Mercado

André Segadilha - Gerente de Análise da Prosper Gestão de Recursos

É um setor que depende da expansão da demanda da população. É dependente também do aumento da oferta de crédito e do crescimento da renda. O pacote do governo federal de redução de impostos para o segmento é um diferencial. Já teve seu risco reduzido com a abertura de capital das empresas e com a demanda efetiva por imóveis no país. Tem o risco semelhante a outros negócios relacionados à construção.Não considero mais arriscado, mas sim mais sensível.

A atuação de algumas companhias em mercados de renda baixa tem um ciclo mais curto de investimento. Isso significa a venda para famílias com ganho entre 10 e 5 salários mínimos, e um imóvel entre R$ 20 e 70 mil. A construção é mais rápida. A empresa gira o capital mais rápido e tem a possibilidade de gerar mais caixa e mais VGV na carteira de projetos. O risco de inadimplência (que é maior do que a venda para famílias com alta renda) diminui quando a companhia oferece linhas de financiamento para o cliente. O VGV é um indicador importante para analisar o desempenho das empresas.

 

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Equipe Técnica Acionista.com.br
Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher Binkowski
redacao@acionista.com.br
09/07/2007

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