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Índice |
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Setor
Papel e Celulose |
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08 de novembro de 2007
A elevação da cotação da celulose no
mercado internacional em agosto e outubro foi um evento que
surpreendeu de forma positiva o setor. Em agosto, o preço da celulose
de eucalipto foi reajustado para US$ 755 a tonelada (t) na América do
Norte, US$ 720/t na Europa e US$ 670/t na Ásia. Em outubro os preços
aumentaram novamente, chegando a US$ 750/t na Europa. Os reajustes
acompanharam a redução da oferta mundial de Celulose, afetada por
greves, pelo suprimento limitado de madeira na América do Norte,
Europa e Indonésia, e por paradas operacionais das empresas em níveis
mundiais.
No Brasil,
coincidentemente, todas as companhias fizeram também paradas
programadas no mesmo período. O efeito imediato delas, que foram
contabilizadas nos resultados do 3T07, foi a elevação dos custos de
produção. Os custos também sofreram pressão das taxas de cambio. A
desvalorização do dólar afetou mundialmente o mercado de celulose de
fibra longa. O cambio continua sendo um desafio para as companhias
brasileiras, ainda mais num momento em que, para crescer, é necessário
aumentar as vendas no mercado internacional.
No terceiro
trimestre, as companhias provaram estar fazendo um bom trabalho de
proteção cambial, através de mecanismos financeiros. Mesmo com o
aumento dos custos no período, a redução do ganho operacional em
função da queda nas vendas que vieram com as paradas programadas,
foram os resultados financeiros positivos que salvaram os lucros das
empresas. No 4T07, a Ativa Corretora acredita na recuperação dos
resultados operacionais das empresas, pois serão beneficiadas pelo bom
nível dos preços da celulose no mercado internacional. |
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Ebitda/ R$Milhões |
3T06 |
3T07 |
Variação % |
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LL/ R$Milhões |
3T06 |
3T07 |
Variação % |
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Aracruz
Celulose |
454,50
|
394,40
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(13,2) |
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Aracruz
Celulose |
277,00
|
261,00
|
(5,8) |
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Klabin S.A |
170,00
|
200,00
|
17,6
|
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Klabin S.A |
102,00
|
178,00
|
74,5
|
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Suzano P&C |
299,10
|
266,60
|
(10,9) |
|
Suzano P&C |
98,00
|
168,00
|
71,4
|
|
Votorantim
C&P |
279,00
|
201,00
|
(28,0) |
|
Votorantim
C&P |
126,00
|
278,00
|
120,6
|
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RL/ R$Milhões |
3T06 |
3T07 |
Variação % |
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PL/ R$Milhões |
3T06 |
3T07 |
Variação % |
|
Aracruz
Celulose |
939,30
|
873,00
|
(7,1) |
|
Aracruz
Celulose |
5.455,00
|
4.767,00
|
(12,6) |
|
Klabin S.A |
705,00
|
723,00
|
2,6
|
|
Klabin S.A |
2.461,09 |
2.788,98 |
13,3
|
|
Suzano P&C |
855,50
|
815,90
|
(4,6) |
|
Suzano P&C |
3.979,00
|
4.372,00
|
9,9
|
|
Votorantim
C&P |
685,00
|
634,00
|
(7,4) |
|
Votorantim
C&P |
5.222,00
|
5.760,00
|
10,3
|
Fonte:
Relatório das Empresas |
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Lucro por ação/
R$ |
3T06 |
3T07 |
Variação % |
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Aracruz Celulose |
0,27
|
0,25
|
(7,4) |
|
Klabin S.A |
0,40
|
0,60
|
50,0
|
|
Suzano P&C |
0,31
|
0,53
|
71,0
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Votorantim C&P |
0,62
|
1,36
|
119,4
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Anna Lúcia Queiroz
- Analista do Banco do Brasil
As
receitas obtidas no mercado doméstico ainda se
destacam no desempenho operacional das companhias
brasileiras. A produção adicional segue sendo
exportada. A tendência é o aumento da produção e
exportação de celulose, com o objetivo de expandir
negócios internacionalmente. Não há mais espaço para
crescer no Brasil, porque a maioria das empresas
nacionais é integrada, ou seja, produzem sua própria
celulose. Além disso, as grandes papeleiras já são
exportadoras, mas estão elevando ainda mais as vendas
para exportação. Como é o caso da Aracruz, que exporta
quase toda a celulose produzida, é o movimento da
Votorantin, que vem reduzindo a fabricação de papel, e
da Suzano, que tem sinalizado que vai acompanhar esse
movimento.
A
demanda por celulose deve continuar aquecida no
cenário mundial, o que deve manter os preços também
pressionados. Existem plantas que devem começar a
operar no ano que vem, mas acredito que não vão tirar
a pressão dos preços, que devem subir mais. O efeito
dessa produção a mais pode ser o de estabilizar as
cotações da celulose.
Recomendação:
Todas as companhias têm fundamentos e gestão ótimos,
além de estarem com projetos de expansão em andamento.
Mas
temos a recomendação de COMPRA apenas para Aracruz e
Klabin, visto que estão com alto potencial de
valorização em curto prazo, ou seja, em doze meses. A
Suzano subiu muito em 2007, então recomendamos VENDA.
E para a VCP recomendamos MANTER. |
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Matias Dietrich
- Analista Corretora Solidus
O
que marcou o setor em 2007 foram os preços altos em
dólar, o aumento da demanda nas principais regiões
consumidoras de celulose do mundo, a elevação dos
custos em países consumidores, como Canadá, por causa
do câmbio, o que ocorreu em menor grau no Brasil,
visto que é o país com o menor custo de produção, e
onde as empresas nacionais se beneficiaram com o
aumento da cotação da celulose
em
dólar. No início do ano, não se esperava esse cenário.
Portanto, fica difícil prever também o que deve
acontecer ou se deve mudar alguma coisa em 2008.
Para o início do ano que vem, estão previstas novas
plantas, como por exemplo, a de Mucuri da Suzano, e no
Uruguai, da Botnia. Esse aumento de oferta pode
interromper o movimento de aumento dos preços. E se
isso vier acompanhado de uma desvalorização do dólar
ainda maior, é possível que as margens das empresas se
comprimam. Por outro lado, a demanda do setor, que
esta alta, deve continuar crescendo, o que deve
impedir que as margens das empresas diminuam com uma
possível queda dos preços, que também podem
estabilizar, se outras plantas fecharem, como
aconteceu neste ano. |
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher
Binkowski
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
Advertência:
As informações
econômico financeiras apresentadas no Acionista.com.br são extraídas
de fontes de domínio público, consideradas confiáveis. Entretanto,
estas informações estão sujeitas a imprecisões e erros pelos quais
não nos responsabilizamos.
As opiniões de analistas, assim como os dados e informações de
empresas aqui publicadas são de responsabilidade única de seus
autores e suas fontes.
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