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Índice
para outros Setores |
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Setor Energia |
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08 de janeiro de 2009
O cenário recente, caracterizado por redução no ritmo de crescimento da economia mundial e brasileira, o nível considerável de chuvas e a queda no preço da energia no
mercado à vista (spot) para as empresas de energia elétrica poderia ser dos piores. No entanto, não representa risco ao contínuo desempenho positivo que vem tendo o setor. Está claro, no entanto, que os
próximos trimestres não repetirão os níveis de 2008. Mesmo diante da revisão para baixo que a Empresa de Planejamento Energético (EPE) fez de alta da demanda por energia elétrica, que será de 5,2% neste ano, a
sobra de energia no período será apenas de 204 MW médios para um consumo que vinha sendo até aqui de 60 mil MW/ médio. A energia contratada até mais ou menos 2012 garante às empresas preços em níveis mais
elevados dos atuais R$ 28,00 por MW/h. E o aumento do IGPM (um dos índices que baliza as tarifas aos consumidores) deve garantir novos reajustes às empresas do setor. Para os próximos anos, o que poderia ser
uma preocupação – a falta de energia – parece estar minimizada até aqui devido aos anúncios de garantia de recursos do governo federal, como é o caso das usinas do Rio Madeiro. |
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Empresas / R$ MM |
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PL 3T07 |
PL 3T08 |
LL 3T07 |
LL 3T08 |
ROE 3T08 (%) |
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AES Tiete |
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642,169 |
688,776 |
141,130 |
187,740 |
27,25 |
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Celesc |
N2 |
1.441,931 |
1.717,200 |
20,857 |
42,856 |
2,49 |
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Cemig |
N1 |
8.991,211 |
10.031,566 |
547,129 |
516,237 |
5,14 |
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Cesp |
N1 |
10.272,455 |
10.299,564 |
50,916 |
(114,147) |
(1,10) |
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Copel |
N1 |
7.035,635 |
7.977,212 |
269,766 |
286,016 |
3,58 |
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CPFL Energia |
NM |
5.294,716 |
5.293,425 |
428,439 |
338,591 |
6,39 |
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Eletrobras |
N1 |
78,716,838 |
84,341,405 |
(174,101) |
2.113,712 |
2,50 |
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Eletropaulo |
N2 |
3.539,479 |
3.451,861 |
197,599 |
148,247 |
4,29 |
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Energias do Brasil |
NM |
9.595,095 |
4.051,713 |
130,613 |
117,619 |
2,90 |
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Equatorial |
NM |
827,951 |
1.210,418 |
39,966 |
61,702 |
5,09 |
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Light S.A. |
NM |
2.560,805 |
3.380,211 |
120,400 |
207,769 |
6,14 |
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MPX Energia |
NM |
1,849 |
1.429,418 |
52,668 |
19,024 |
1,40 |
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Terna Part. |
N2 |
1.380,262 |
1.429,479 |
52,668 |
19,021 |
1,33 |
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Tractebel |
NM |
3.061,067 |
3.076,078 |
272,913 |
228,683 |
7,43 |
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Transmissão Paulista |
N1 |
4.064,022 |
4.204,924 |
196,400 |
231,118 |
5,49 |
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Fonte: Bovespa
ROE – Retorno sobre Patrimônio, calculado pelo Acionista.com.br. |
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O setor, que tem uma geração de caixa estável, também demonstra ser menos volátil no mercado financeiro. No quarto trimestre de 2008, o Índice de Energia Elétrica (IEE)
na Bovespa caiu 6,7% frente à desvalorização de 24,2% do Ibovespa. O desempenho deve seguir dessa forma, principalmente, porque a queda esperada para 20% da demanda de energia do país para este ano não deve
afetar de forma relevante os resultados das empresas, que atuam com contratos de longo prazo. No entanto, uma situação não favorável a essas companhias, nesse momento, é a saída dos investidores das posições
nos seus papéis, para outros que até então foram mais penalizados. |
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Andre Henrique Trein - Analista
Fundamenta Administração de Recursos
A redução do preço spot de energia do início de 2008, quando chegou a R$ 570,00 por MW/h, para os cerca de R$ 28,00 por MW/h do começo deste ano, traduz
o cenário com bastante chuvas e da expectativa de demanda reduzida da atividade industrial. O primeiro trimestre de 2009 deve ser pior do que os anteriores, devido ao aumento de chuvas no
início do ano, a um crescimento do PIB menor e à possível queda na demanda de energia.
No entanto, o setor não deve ser muito afetado. As transmissoras têm receitas fixas. As comercializadoras não têm exposição ao preço spot, pois compram e
vendem energia através de contratos de longo prazo. O segmento não representa muito dos resultados das integradas, como é o caso da CPFL Energia e de Energias do Brasil. As distribuidoras até
poderiam ser impactadas, mas elas repassam o preço para os consumidores. E as geradoras, teoricamente também sofreriam influência, mas todas as empresas já estão com a energia contratadas até
os próximos anos. A Tractebel é uma das únicas empresas que poderia ter problemas, pois é uma geradora pura e que costuma optar por contratos de curto prazo.
Para os próximos trimestres ainda veremos os efeitos das revisões tarifárias beneficiarem as empresas. Na Light, que foi uma das últimas, em novembro, os
resultados vão começar a aparecer nos próximos doze meses. A CPFL Energia, Cemig e Copel já sentiram esses efeitos nos resultados do terceiro trimestre de 2008 (3tr08). Outros reajustes, como
das distribuidoras Bandeirantes e da Energia do Brasil, impactaram os resultados do 4tr08. A valorização do cambio ainda deve impactar o desempenho do 4tr08 e do 1tr09, em razão de parte do
endividamento das empresas estar ainda em dólar. O preço mais baixo da energia é outro fator que vai impactar, mas mais ao segmento de comercialização, assim como a redução no volume de energia
consumida, que traduz em receitas menores. No entanto, isso deve ser minimizado por reajustes tarifários pelos quais deve passar o setor.
Recomendação: Os setores de distribuição, transmissão e geração são interessantes para o investidor. A transmissão tem geração de receita estável.
É indicado para quem tem necessidade de saber quanto a companhia vai pagar de lucro. Uma dica é olhar para aquelas empresas que terão reajuste tarifário em 2009, como Energias do Brasil,
e aquelas que tiveram revisão tarifária, como Cemig, Coelce, CPFL Energia, Copel, Light. |
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Ricardo Martins - Gerente da Análise
Planner Corretora
Os resultados do 3tr08 foram os melhores desde o mesmo período de 2007. De acordo com dados da Economática, o lucro líquido das 42 companhias listadas na
Bovespa foi 17,03% maior que no segundo trimestre (2tr08) e 47,69% superior ao mesmo período de 2007. Os resultados demonstram que a valorização cambial não afetou de forma significativa os
balanços, mesmo não sendo positiva para as empresas, já que boa parte do endividamento delas está ainda atrelada ao dólar. Do 3tr08 para cá, o cambio já desvalorizou, e no 4tr8 apresentou um
recuou de 22,08%.
Mesmo sem o efeito negativo do cambio como o 3tr08, esses bons resultados não vão se refletir daqui para frente. Verificaremos que o desempenho do último
trimestre do ano passado já foi influenciado pela desaceleração da economia. Um dos indicativos é a queda na produção industrial, que em relação a outubro, foi de 5,2%. Isso representa um
enfraquecimento das atividades na indústria, que é parte do consumidor de energia, especialmente os segmentos de siderurgia, mineração, automotivo, que estão sofrendo mais. Por outro lado, isso
não deve afetar tanto o setor de energia, devido aos contratos de longo prazo.
O cenário dos primeiros trimestres deste ano é de retração da economia, mas sem influenciar de forma significativa o desempenho das empresas do setor. Os
resultados, por outro lado, devem ser beneficiados com reajustes das tarifas. Esses aumentos devem acontecer por diversos motivos: cambio valorizado dos últimos exercícios, inflação alta,
medida pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), e níveis mais baixos de reservatórios nos últimos dois anos.
Recomendação: A não redução do consumo de energia, mesmo diante de uma desaceleração da economia
brasileira e a provável correção das tarifas das companhias ao longo de 2009 são outros fatores que reforçam a recomendação para investimento no setor. O histórico de bons caixas e dividendos
são outros pontos positivos. Entre as ações preferidas estão papéis mais indicados ao ambiente atual, como CPFL Energia,
que atende um segmento industrial mais diversificado, diferentemente, por exemplo, de Cemig, que concentra sua distribuição para mineradoras e siderúrgicas. O preço-alvo para a CPFL Energia
para 2009 é de R$ 51,00. A Eletrobras ON, com preço de R$ 35,00, representa uma
oportunidade, pois está fazendo o dever de casa, está se ajustando ao que o mercado esperava, e fazendo um bom trabalho com as controladas. O pagamento de dividendos atrasados aos minoritários
também está encaminhado, só não foi realizado devido à deflagração da crise de crédito. Outro papel é o da Light,
que ficou interessante após a compra pelo consorcio RBS, com participação da Cemig e da Equatorial. As empresas estão trabalhando por resultados, e vemos que há uma potencia de alavancagem do
seu desempenho. A divulgação dos próximos balanços deve elevar o preço-alvo do papel, que até agora está em R$ 29,00. E outra empresa é a
Transmissão Paulista. Tem baixo endividamento, é uma excelente pagadora de dividendos e tem receitas autorizadas pela Agencia Nacional de
Energia Elétrica (Aneel), o que garante parte das receitas. O nosso preço para ela é de R$ 54,00 também para 2009. |
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Elaborado e editado pela jornalista Grazieli Inticher
Binkowski
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br declara que:
I – As recomendações expressas pelo analista entrevistado e
publicadas pelo Acionista.com.br, refletem única e exclusivamente
suas opiniões pessoais, e que foram elaboradas de forma independente
e autônoma, inclusive em relação à instituição à qual esteja
vinculado, se for o caso;
II – O analista entrevistado não mantém vínculo com qualquer pessoa
natural que atue no âmbito das companhias cujos valores mobiliários
foram alvo de análise no relatório divulgado;
III – A instituição à qual o analista entrevistado pelo
Acionista.com.br está vinculado, quando for o caso, bem como os
fundos, carteiras e clubes de investimentos em valores mobiliários
por ela administrados não possui participação acionária direta ou
indireta, igual ou superior a 1% (um por cento) do capital social de
quaisquer das companhias cujos valores mobiliários foram alvo de
análise no relatório divulgado, ou está envolvida na aquisição,
alienação e intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
IV – O analista entrevistado não é titular, direta ou indiretamente,
de valores mobiliários de emissão da companhia objeto de sua
análise, que representem 5% (cinco por cento) ou mais de seu
patrimônio pessoal, ou esteja envolvido na aquisição, alienação e
intermediação de tais valores mobiliários no mercado;
V – O analista entrevistado pelo Acionista.com.br ou instituição à
qual esteja vinculado não recebe remuneração por serviços prestados
ou apresenta relações comerciais com qualquer das companhias cujos
valores mobiliários foram alvo de análise no relatório divulgado, ou
pessoa natural ou pessoa jurídica, fundo ou universalidade de
direitos, que atue representando o mesmo interesse desta companhia;
e
VI – A remuneração do analista entrevistado ou esquema de
compensação do qual é integrante não está atrelada à precificação de
quaisquer dos valores mobiliários emitidos por companhias analisadas
no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
for o caso.
Advertência:
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econômico financeiras apresentadas no Acionista.com.br são extraídas
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