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Índice |
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Papel e Celulose |
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Com a demanda crescente no mercado
externo, a tendência é de maior investimento das grandes companhias de
papel e celulose. O motivo é o mercado de celulose, que tem
apresentado crescimento consistente em períodos de contração no
consumo global. O incremento anual médio é de 3,1%. O consumo mundial
de celulose de eucalipto cresce na faixa de 800 mil a 1 milhão de
toneladas por ano. A China é a grande incógnita porque está
implantando diversas fábricas de papel e nenhuma de celulose.
A demanda chinesa pode dobrar a busca por celulose que deve ser
atendida pelos projetos do Sul do Brasil e Uruguai, locais escolhidos
para o investimento devido ao baixo custo de produção, abundância de
terras para a plantação de eucalipto, além dos fatores climáticos
positivos.
Segundo os dados da Aracruz, o Brasil tem um dos menores custos do
mundo na produção da celulose. No terceiro trimestre de 2005, o preço
era de US$ 246 por tonelada. Nos Estados Unidos, o valor ficava em US$
439 por tonelada. A principal diferença é o preço da madeira. Para a
Aracruz, o custo fica em US$ 211 por tonelada, o que garante a
competitividade externa da companhia.
A Aracruz, líder mundial na produção de celulose de eucalipto de fibra
curta, vai anunciar o investimento de expansão da capacidade instalada
até o fim deste primeiro semestre. A empresa tem três praças
principais que são alvo para a instalação da nova fábrica: Sul da
Bahia, Rio Grande do Sul e Espírito Santo. O investimento será de US$
1,2 bilhão. Já a Stora Enso, líder mundial no setor de papel e
celulose, vai adquirir nos próximos sete anos 280 mil hectares de
terras no Rio Grande do Sul e Uruguai para a plantação de eucaliptos e
pinus. O projeto prevê a implantação de duas fábricas, no valor de US$
1,2 bilhão cada, que devem produzir cerca de um milhão de toneladas de
celulose ao ano. Até agora, a empresa já comprou mais de 40 mil
hectares na região da Metade Sul gaúcha e cerca de 25 mil hectares na
parte central do Uruguai.
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Dentre as principais empresas do setor com
capital aberto, a maior valorização do ano foi da Aracruz PNA que
subiram 48,25%. Já os papéis preferenciais da Suzano Bahia Sul
obtiveram alta de 25,32%. Já a Votorantim Celulose PN subiu apenas
15,86%. Os dados são da consultoria Economática e se referem ao
acumulado do ano até o dia 27 de abril. |
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Patrimônio Líquido |
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Dados Consolidados |
12/04 |
12/05 |
% |
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Klabin |
2.244.662 |
2.107.511 |
6,5 |
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Aracruz |
4.216.178 |
3.490.828 |
20,78 |
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VCP |
4.191.913 |
3.947.160 |
6,2 |
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Suzano Bahia Sul |
3.119.568 |
2.760.037 |
13 |
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Christian Klemt, analista
da Solidus Corretora
O fator que está prejudicando bastante o setor é o câmbio.
A Aracruz, por exemplo, deve exportar cerca de 95% da
produção. Quem não depende tanto do mercado externo também
é prejudicado pela queda do dólar devido à formação de
preço, que neste ano registrou recuperação. As ações
acabaram recuperando os ganhos, pois haviam sido deixadas
de lado pelos investidores. A dúvida é o preço,
relacionado ao comportamento da maior oferta, e demanda. É
preciso ver se os fechamento de algumas fábricas compensam
o aumento da oferta. Estamos revendo os preços alvos. Mas
é investimento de longo prazo que precisa ser acompanhado
pelo investidor.
Jayme Ghitnick, consultor de finanças
O setor vem com tendência ruim. Há três anos, as empresas apresentam
resultados trimestrais menores. Passaram por um período de grandes
investimentos, onerando resultado contábil, pois o setor é sempre de
investimento pesado. Ao mesmo tempo o setor obedece a certos ciclos e
o Brasil por um processo de consolidação. A celulose teve alta no fim
do ano passado, mas está mais estável agora. De modo geral índices de
preço estão no mesmo patamar de três a quatro anos atrás. De certa
forma, como grande parte da produção é para exportação, real também
prejudicou. Por isso, os balanços não apresentaram bons resultados.
O setor atravessa por um período de resultados menos favoráveis e se
encontra em função de perspectivas positivas. No entanto, as projeções
podem estar erradas. Os juros da China aumentaram esta semana para
frear a economia. Assim, o milagre chinês pode reduzir o ritmo. O
consumo de aço já caiu e a China não é o grande player de papel.
Enfim, o fato é que a aposta é grande, mas não tem colhido resultados
brilhantes. A Aracruz, por exemplo, vendeu em 2005 pouco mais que em
2003. A receita e lucro estão estagnados. As ações das empresas
recuaram.
Não invisto no setor, mas investimentos não tem verdade universal. Uma
carteira de pessoa física não deve ter papel e celulose. Os papéis são
caros e tem essa questão dos resultados. As empresas brasileiras têm
posição boa no mercado internacional.
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Equipe Técnica Acionista.com.br
Elaborado
e editado pela jornalista Ana Borges
02/05/06
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Atendendo a
instrução CVM nº 388 de 30/04/2003, o analista entrevistado pelo
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no relatório, ou às receitas provenientes dos negócios e operações
financeiras realizadas pela instituição a qual está vinculado, se
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