.Release recebido em 25/06/2008
Brasil melhora a atratividade para o investimento estrangeiro   Índice
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O país ganhou posições em comparação com outros emergentes, segundo ranking da PricewaterhouseCoopers.

 

O Brasil melhorou sua classificação entre os 20 países emergentes que oferecem maior atratividade ao investimento estrangeiro, no ranking EM20 Index elaborado pela PricewaterhouseCoopers - Reino Unido. A elaboração do ranking utiliza o modelo de análise de risco e retorno desenvolvido pela PwC, que mede o valor relativo gerado para cada dólar investido.

O Brasil galgou posições tanto na classificação de atratividade para investimento em serviços quanto em manufatura. Na classificação dos 20 mais atraentes para investimento em manufatura, o Brasil passou da 20ª posição em 2004 para a 12ª em 2008. Para as empresas que buscam oportunidades de investimento em mercados emergentes para fabricação de produtos, o baixo custo de produção é fator fundamental. Além disto, elas buscam localização estratégica valorizando a proximidade de mercados-chave para exportação e política tributária. A análise pressupõe que, no caso de manufatura, 50% da produção serão destinados à exportação. O Peru também se destaca entre os países emergentes que melhoraram significativamente sua posição, passando de 23º em 2004 para 6º no ranking atual.  

O ranking dos países mais atraentes na área de serviços, no qual o Brasil saltou de 15º em 2004 para 8º, considera como um dos principais fatores o elevado Produto Interno Bruto (PIB) per capita, já que parte do pressuposto de que 90% dos serviços serão destinados ao mercado interno. Entre os países sul-americanos, destaca-se também o Chile, o segundo mais atraente, atrás somente da Polônia. O baixo risco político e a estabilidade econômica são os principais aspectos que conferem ao vizinho sul-americano essa posição.

O modelo de análise da PwC combina indicadores de risco e retorno com o objetivo de avaliar os melhores destinos para o Investimento Direto Estrangeiro (IDE). A análise considera os prêmios de risco dos papéis do governo no mercado, enquanto a avaliação de retorno envolve fundamentos econômicos como PIB per capita e taxa de crescimento econômico projetada. A influência destes fatores-chave é interpretada de forma a priorizar o modelo de Discounted Cash Flow, utilizado nas análises de investimento, em vez dos métodos mais tradicionais que utilizam sistemas de peso e pontuação para cada item avaliado. 

O ranking PwC EM20 Index é baseado na premissa de que a escolha do destino dos investimentos exige uma avaliação rigorosa do potencial de retorno no contexto de risco. O mais importante não é o tamanho do mercado, mas a possibilidade de obter resultados que compensem os riscos envolvidos. 

A inclusão dos dados históricos, desde 2004, nos permite analisar a direção e a velocidade do movimento dos vários países incluídos no ranking EM20 Index ao longo do tempo e identificar as estrelas em ascensão além de evidenciar a velocidade com que a atratividade de determinados países pode mudar em virtude da melhora – ou enfraquecimento – do cenário econômico e político. O risco político, inclusive, emergiu como um dos fatores de maior impacto para determinar a ascensão ou queda na classificação.

O índice de atratividade dos mercados emergentes da PwC oferece subsídios para uma avaliação inicial das oportunidades de investimento, mas questões específicas de cada negócio precisam ser avaliadas antes da decisão. Alguns fatores como a qualificação da mão-de-obra, nível de educação, oferta de profissionais especializados, contexto regulatório, tributário e afinidade cultural também são essenciais para o sucesso, dependendo da natureza de cada negócio. 

 

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