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Investimentos crescem mas ficam abaixo de 20%
30 de junho de 2004

A taxa de investimentos da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano foi de 19,3% do produto interno bruto (PIB). Apesar de ser a mais alta desde o terceiro trimestre de 2001, quando alcançara 19,6%, segundo o IBGE, está bem abaixo das médias históricas do país, que variaram de 25% a 30% do PIB.

A taxa representa o valor investido em máquinas, equipamentos e construção multiplicado por cem e dividido pelo valor do PIB no mesmo período. É importante por mostrar a capacidade do país de sustentar seus crescimento.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB brasileiro somou R$ 387,723 bilhões em valores correntes (sem descontar a inflação), enquanto os investimentos somaram R$ 74,358 bilhões. Para o IBGE, o crescimento da taxa é positivo, mas insuficiente.

"O crescimento (do PIB) de 3,5% que o mercado espera certamente embute uma taxa de investimento maior", destaca Carlos Sobral, gerente de Contas Nacionais do IBGE.

Sobral disse que, embora não se possa dizer qual a taxa de investimento ideal para o país crescer adequadamente por um longo período, "uma taxa de 25% a 26% é bastante razoável".

Para ele, no entanto, no momento "o importante é que a tendência (do investimento) é de subida". A taxa de investimento do primeiro trimestre ficou ligeiramente maior que os 19,2% previsto pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) para o período.

Os números divulgados ontem complementam os tornados públicos em 27 de maio sobre o desempenho do PIB em volume. No primeiro trimestre do ano, o PIB cresceu 1,6% sobre o trimestre anterior e 2,7% sobre o mesmo trimestre de 2003.


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