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"Bolha" infla setor imobiliário dos EUA em 16% em 2003
O mercado imobiliário norte-americano teve aumento surpreendente de 16,36% nas vendas de casas em 2003. Ao mesmo tempo houve valorização recorde de 7,5% nos preços, o que
aumenta as preocupações em torno de uma "bolha imobiliária" no país.
Foi a maior valorização anual dos imóveis desde 1980, quando o setor teve incremento de 11,7% nos preços. A alavancagem do mercado imobiliário nos EUA se deve, principalmente, ao baixo juro do financiamento habitacional, a
hipoteca.
Em maio de 2003, o próprio presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Alan Greenspan, previra que o boom do setor imobiliário, que já dura cinco
anos, deverá perder fôlego nos próximos anos. Ainda segundo Greenspan, provavelmente ocorrerá queda nos preços de imóveis residenciais: "De maneira clara, depois da significativa disparada nos últimos anos, os preços podem
recuar."
Segundo o Departamento de Comércio dos EUA, o preço médio de uma residência em dezembro era de US$ 173,2 mil, contra US$ 169,9 mil, em novembro. Em dezembro, a venda de casas usadas cresceu 6,9%, para um número anual ajustado de
6,47 milhões
de unidades vendidas. Em 2002, 5,56 milhões de unidades foram negociados nos EUA.
O aumento na compra de casas é puxado pelo potencial de valorização do imóvel. Com os preços inflados, o proprietário passa a crer que seu patrimônio vale cada vez mais, o que lhe
garantiria maior poder de compra. Com essa ilusão, tende a se lançar a novas aquisições, alimentando a "bolha". Nos EUA, a compra de imóveis é por hipoteca, com taxas baseadas nos juros. Quem alerta contra "bolha" afirma que os
juros baixos apenas potencializam a alta artificial dos preços
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