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Redução de juros exige controle de capital especulativo
26 de maio de 2004

A manutenção da taxa básica de juros (Selic) em 16%, mesmo com o núcleo da inflação sob controle, reacendeu o debate sobre um possível piso para a Selic, imposto pelo mercado financeiro. O professor da Universidade de Campinas (Unicamp), Ricardo Carneiro, acredita que o piso existe e defende o controle de capitais para impedir a especulação com o dólar.

"Como há deslocamento do risco Brasil para cima, estamos muito próximos do piso. Diante disso, os conservadores defendem aumentar o superávit primário, o que vai comprometer a tênue recuperação da economia", comentou, acrescentando que o governo estaria "atordoado pelo choque externo", expresso na alta do petróleo e dos juros nos EUA, entre outros fatores.

"O quadro internacional e deve piorar e o governo vai ter que optar entre voltar ao FMI e ampliar o arrocho fiscal ou fazer o controle de capitais". Fernando Cardim, da UFRJ, defende o controle de capitais, mas aliado a uma estratégia maior. "Sem o que a emenda ficará pior que o soneto".
 
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