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PMDB condiciona apoio a Lula a mudança na economia

25 de março de 2004

Para Beluzzo, política econômica de Palocci é a mesma de Fernando Henrique /Malan, "só que com ágio"

Principal aliado do administração Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso, o PMDB condicionou a manutenção de seu apoio ao governo à mudança da política econômica. A posição do partido foi apresentada em nota da sua executiva nacional.

"Se ao longo do tempo o governo não atender a nenhuma dessas ponderações, faço um parêntese para dizer que não acredito que não vá atender, mas se não houver esse atendimento, é claro que não há razão para apoio partidário", afirmou o presidente do PMDB, deputado Michel Temer.

O economista Luiz Gonzaga Beluzzo, que junto com o também economista Ernesto Lozardo, participou da reunião, disse que "a política econômica é a mesma do governo anterior, só que com ágio".

Em nota, a Executiva Nacional cobra "ousadia do governo para romper os obstáculos que constrangem o crescimento da economia": "É inaceitável o discurso de incompatibilidade entre controle de inflação e crescimento econômico. Sem crescimento, é praticamente impossível a redução da pobreza e a melhoria na distribuição de renda", diz o texto.

O documento foi divulgado após reunião da bancada e de dirigentes da sigla, como o ex-governador de São Paulo Orestes Quércia. Após o encontro, Quércia se reuniu com o ministro da Casa Civil, José Dirceu: "Nós do PMDB temos a responsabilidade de exigir que o governo tenha coragem e faça o país voltar a crescer", disse Quércia, que no encontro com Dirceu, reiterou a defesa da mudança da política econômica.

No Rio, o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL), disse que a má gestão da União agravou a crise provocada pelo caso Waldomiro.


 
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