artigos_2004

   

20/01/04
Coluna Acredite Se Puder
 
Brasil perdeu 10,7 milhões de empregos com abertura
A abertura da economia, iniciada em 1990, resultou na eliminação de 10,76 milhões de empregos até 2001. As importações provocaram a redução de cerca de 1,54 milhão de postos de trabalho. Os números constam de levantamento do Grupo de Indústria e Competitividade do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a pedido da Cepal (Comissão Econômica para a América Latina e Caribe), que patrocina estudo latino-americano sobre emprego e produtividade.

O mesmo estudo foi encomendado ao Chile, à Colômbia e ao México. O fim de 12,3 milhões de empregos em 11 anos no país fez com que o saldo entre criação e eliminação de vagas nesse período fosse positivo em 3,24 milhões de postos de trabalho.

A demanda doméstica provocou a criação de 11,96 milhões de empregos, e as exportações, a criação de mais 3,58 milhões de vagas. Segundo David Kupfer, coordenador do grupo, apesar de os dados demonstrarem a variação de 1990 a 2001, o total de 11 anos é computado porque os dados referentes a 1990 são do final do ano.

"A criação de 3,24 milhões de empregos em 11 anos não é nada, se consideramos que de 1,5 milhão a 1,8 milhão de pessoas entram no mercado de trabalho por ano no Brasil", afirma Kupfer.

Esses números consideram 39 setores da economia brasileira, agrupados em dez setores, com base em dados do IBGE, atualizados pelo grupo. Dos dez setores, quem mais fechou
vagas por mudança tecnológica foi o agropecuário: 8,98 milhões de postos.

Foi seguido por indústria manufatureira (3,63 milhões), administração pública (902 mil) e construção civil (757 mil).  A produtividade do trabalho na agropecuária cresceu de 1990 a
2001, em média, 5,12% ao ano; na indústria, 2,52%; na administração pública, 1,21%, e, na construção civil, 1,23%.



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