artigos_2004

   


FGV recomenda superávit menor para investir mais

Diminuir o superávit primário para no máximo 3,5% do produto interno bruto (PIB, ou seja, todas as riquezas que o país produz) dará melhores condições de sobrar dinheiro para o
governo investir do que reduzir o tamanho da dívida. Afirmação nesse sentido foi feita ontem por Antonio Carlos Pôrto Gonçalves, diretor do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Acrescentou que, este ano, o governo poderia contar com quase R$ 40 bilhões para destinar às áreas de comunicações, transportes e minas e energia caso a meta de saldo primário fosse 1,8 ponto percentual menor aos atuais 4,25%.

Na opinião de Pôrto Gonçalves "a ortodoxia financeira em excesso é tão defeituosa quanto a orgia financeira". Destacou o economista que a dívida correspondente a 53,3% do PIB - em novembro -, sem contar o dinheiro em poder do público, não demasiada se for compara da com as de países como Japão (122,9%), Itália (110,8%), França 64,4%), Alemanha (59,7%) ou Estados Unidos (58,8%). Advertiu que o esforço para alcançar folga de dinheiro, seja por superávit menor ou por dívida mais baixa, só terá sentido se for para investir, e não para criar outras despesas.


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