Superávit primário até 2007 inviabiliza crescimento
14 de julho de 2004
Deputados e senadores aprovam manutenção do arrocho fiscal de 4,25% do PIB
Em sessão conjunta da Câmara e do Senado, o Congresso Nacional aprovou o Plano Plurianual 2004-2007, que prevê investimentos estratégicos do R$ 1,8 trilhão e superávit primário de 4,25% do PIB até 2007. As áreas que receberão mais investimentos são as de energia, educação e saúde.

O superávit primário aprovado, porém, praticamente inviabiliza estes investimentos. A manutenção do arrocho fiscal para pagar juros da dívida interna elimina a perspectiva de crescimento acima dos índices medíocres que vêm sendo obtidos desde o Plano Real.

Após aprovar o PPA, os parlamentares votaram 26 projetos de crédito suplementar. Segundo o presidente da Comissão de Orçamento, deputado Paulo Bernardo (PT-PR), a soma de todos os projetos, que se destinam a diversos órgãos da administração, é de R$ 6 bilhões. Entre os itens votados, R$ 159 milhões para a quitação do novo avião presidencial, motivo de muita polêmica e ironia no plenário.

Segundo o senador Sérgio Guerra (PSDB-PE), líder da minoria no Senado, governo deu garantias de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vetaria um dispositivo de sua autoria na LDO, que obriga o governo a executar previsões orçamentárias no município ou estado determinadas pelo Congresso Nacional. O tucano também queria garantias de que essa destinação somente poderia ser mudada por decisão votada pela Comissão Mista de Orçamento do Congresso.

Com a Lei de Diretrizes Orçamentárias aprovada, os congressistas entram de férias. A novidade foi a vinculação do aumento real do salário mínimo ao crescimento do PIB per capita.
 

 

 
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