-

-
- Investimento estatal caiu à
metade entre 1986 e 2004
- 13 de maio de 2004
O coordenador do grupo de indústria e competitividade da UFRJ, David Kupfer,
defendeu que, "tanto em macro, quanto micro, a nova política industrial" deve
alavancar o investimento agregado. Segundo ele, o investimento está abaixo da
média de 22%, a partir dos anos 80: "E a média histórica já foi bem maior. A
participação estatal, cuja média histórica é de 3% do PIB, hoje está em apenas
1,7%", criticou.
As afirmações foram feitas ao analisar a pesquisa Industrial Mensal, do IBGE,
mostrando que a atividade industrial cresceu, tanto na comparação com março de
2003 (11,9%) como frente a fevereiro deste ano (2,1%). Mas, como destacou o
MM, nos 12 meses até março, a produção industrial cresceu só 1,1%, com
tendência à estabilidade.
"Segundo o Ministério da Fazenda, a maior taxa de investimento foi entre 1986
e 1990: 23,2% no total, com 3,3% de participação pública", prosseguiu Kupfer,
acrescentando que, entre 1999 e 2001, a média geral caiu para 20,9%, contra
apenas 1,9% de investimento público.
A política econômica restritiva também teria relegado ao último lugar o
segmento de bens de consumo intermediários (mais 6,8%) na pesquisa do IBGE.
Este segmento depende fortemente da renda do trabalhador. A taxa de
crescimento mais elevada foi a de bens de consumo duráveis (43,9%), seguida de
bens de capital (36,5%).
Kupfer também culpa a falta de investimentos para aumentar capacidade
produtiva e auferir economia de escala e desenvolvimento de novas tecnologias
pela tendência de reprimarização da pauta de exportações.
"Deixamos de exportar produtos mais elaborados. Quando se olha a pauta mais
desagregada, percebe-se especialização regressiva da balança", diz.
-
**Este artigo expressa a opinião do seu autor. O Acionista.com.br não se
responsabiliza e nem pode ser responsabilizado pelas informações dadas no
artigo ou por eventuais prejuízos de qualquer natureza em conseqüência do uso
destas informações
|