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Balança do país está sob a ameaça de freada na China
11 de maio de 2004
Entrada da safra de soja dos EUA também vai pressionar exportações nacionais

O economista e diretor da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, prevê que, em 90 dias, o Brasil começará a sentir os reflexos da desaceleração promovida pelo governo chinês na economia daquele país. Segundo ele, as exportações de commodities também sofrerão os efeitos da safra norte-americana, que ingressará no mercado no segundo semestre.

"Os dois fatores provocarão, além da restrição do mercado, uma baixa nos preços das commodities, que têm estado valorizadas", alertou.

Castro discorda, porém, que a desvalorização do dólar frente ao euro tenha valorizado as exportações brasileiras para a Europa em até 20%, como disse o economista Reinaldo Gonçalves, da UFRJ, em entrevista ao MM.

"A desvalorização do dólar, ao mesmo tempo que torna mais barato nossos produtos na Europa, nos cria dificuldade quando concorremos com produtos daquele continente", pondera.

Castro discorda que as exportações tenham passado por um processo de reprimarização após o Plano Real, mas também não vê avanço na participação de manufaturados.

Na China, o governo pediu a todas as províncias que limitem os aumentos dos preços sujeitos a controle governamental, principalmente a tarifas de serviços públicos. O pedido foi anunciado após o feriado prolongado de 1º de Maio, que parou o país por uma semana.


 
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